

Músicas da MPB - A (1ª parte)
Músicas da MPB - A (1ª parte)
Abalando
Gabriel o Pensador o homem que eles amam odiar
Agora voltou para Hm Hm tentar falar
Isso é se ninguém quiser me censurar me calar
(Manera rapaz
Da última vez eles te tiraram do ar)
Não eu não consegui acreditar nisso
Mas não vâmo esquecer e nem permanecer omissos num caso que diz respeito ao direito de um cidadão
De carregar no peito a sua liberdade de expressão
Liberdade de expressão aqui? Ha
Não existe
Eu fiz "Hoje eu tô feliz" e fiquei triste
Pois já não posso mais nem sair em paz
Os fdp confundem artistas com marginais
Mas eu não sou um marginal
Isso é um grande erro
Sou apenas um artista como todo brasileiro
E o meu erro foi dizer o que não devia
Acreditei que existia o quê: Democracia...
Então eu disse simplesmente o que o povo sente
Mas fui covardemente censurado pelo "Minha gente"
E a vontade que me dá não me venha perguntar
Eu vou falar
A vontade que me dá é de matar
É uma loucura ninguém cura esse país se num acabarmos com a censura que me lembra a ditadura militar
"Cale-se!"Cuidado"Como é dificil acordar calado"
Eles não censuram o povão
Pior do que acordar calado é acordar sem o pão
"Paiê cadê o pão?" Foi censurado "Paiê cadê o leite?" Foi censurado "Paiê o quê que é carne hein?"
Essa é a censura na panela de um descamisado
"Paiê cadê o ovo?" Foi censurado "Paiê cadê o arroz?" Foi censurado porra "Pai tem feijão?" - Não
Toma essa água suja com farinha e num reclama pra num ser processado
E a diversão era um futebol inocente
"Quero perder de vez sua cabeça"
(Então eu vi um pessoal numa pelada diferente
Jogando futebol com a cabeça do Presidente)
"Cale-se" O povo unido outra vez foi vencido
Pediu pra ouvir meu rap mas não foi atendido
"Ué mas não existe mais censura no Brasil"
Amigo vai nessa que tu tá é fudido
E foi só uma cabeça que caiu
Nem demos a primeira então não vâmo sair de cima ouviu?
Vem! A gente abala quando quer
A gente abala se quiser
Porque o Pensador veio falar do que passou
Eu te digo
Não se lembre do passado e o teu futuro será escuro
Não se esqueça o que passamos há tantos anos
Procure a luz
Mete o dedo na ferida vive a vida
Limpa o pus
E conduz o pensamento para o tempo que quiser
Fique atento não se esqueça a gente abala quando quer
"Agora que lembramos um passado recente
Vamos falar do presente"
(E daqui pra frente?)
Não vamos nos intimidar
Chega de ser prego
É melhor ser o martelo rapá
Mas também não pense que o Brasil já foi pra frente pois como sempre ele está no mesmo lugar
E sempre estará
Se a gente não se julga inteligente o suficiente pra mudar
Seria melhor se suicidar
Mas na verdade esse momento é de nascimento
(É a hora H) Não vamos nos alienar
Olhe pro seu lado e veja como o povo está
"A arte é de viver da fé
Só não se sabe fé em quê"
E que fé será se não for a fé em nós mesmos
(Isso aí Pensador)
"Get up Stand up" Você não veio ao mundo á toa
E se veio fazer algo faça alguma coisa boa
O que tá errado (tudo)
Deve ser mudado
Abalando as estruturas com o Pensador
(Tô ligado!)
Eu tô falando de uma reformulação
Que começa na cabeça e vai passando pelo coração
Se voçê tem cabeça e coração
Não seja um vegetal
Seja um cidadão
É "geração cara pintada"?
Não. Jovens em geral
Caras pretas, coroas, pessoas, malucos e caretas
(Entrem nessa união)
Não seja um imbecil meu irmão
Põe a mão na cabeça
Pára pra pensar
Nós temos o poder de abalar...
Açaí
Solidão
De manhã
Poeira tomando assento
Rajada de vento
Coração
Sangrando toda palavra sã
A paixão
Pura afã
Místico clã de sereia
Castelo de areia
Ira de tubarão
Ilusão
O sol brilha por si
Açaí
Guardiã
Zum de besouro
Um imã
Branca é a tez da manhã
Acalanto
É tarde
A manhã já vem
Todos dormem
A noite também
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném
Lá no céu
Deixam de cantar
Os anjinhos
Foram se deitar
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vae lhe ninar
"Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta"
Acalanto para Helena
Dorme minha pequena
Não vale a pena despertar
Eu vou sair
Por aí afora
Atrás da aurora
Mais serena
Acauã
Acauã, acauã
Vive cantando
Durante o tempo do verão
No silêncio das tarde agoirando
Chamando a seca pro sertão
Chamando a seca pro sertão
Acauã, acauã
Teu canto é penoso e faz medo
Te cala acauã
Que é pra chuva voltar cedo
Que é pra chuva voltar cedo
Toda noite no sertão
Canta o joão corta-pau
A coruja, mãe da lua
O peitica e o bacurau
Na alegria do inverno
Canta sapo, gia e rã
Mas na tristeza da seca
Só se ouve acauã
Acauã, acauã...
Acender As Velas
Acender as velas já é profissão
Quando não tem samba, tem desilusão
É mais um coração que deixa de bater
Um anjo vai pro céu
Deus me perdoe, mas vou dizer
O doutor chegou tarde demais
Porque no morro
Não tem automóvel pra subir
Não tem telefone pra chamar
E não tem beleza pra se ver
E a gente morre sem querer morrer
Acender as velas já é profissão
Quando não tem samba, tem desilusão
E a gente morre sem querer morrer...
Acima do Sol
Assim ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer
Sim , eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis
Tão fácil perceber
Que a sorte escolheu você
E você cego nem nota
Quando tudo ainda é nada
Quando o dia é madrugada
Você gastou sua cota
Não posso te ajudar
Esse caminho não há outro
Que por você faça
Eu queria insistir
Mas o caminho só existe
Quando você passa
Quando muito ainda pouco
Você quer infantil e louco
Um sol acima do sol
Mas quando sempre e sempre nunca
Quando ao lado ainda e muito mais longe
Que qualquer lugar
Um dia ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer
Sim , eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis
Se a sorte lhe sorriu
Porque não sorrir de volta
Você nunca olha a sua volta
Não quero estar sendo mal
Moralista ou banal
Aqui está o que me afligia
Que pena ela já vai
Achar o cara que lhe queira
Como você não quis fazer
Sim , eu sei que ela só vai
Achar alguém pra vida inteira
Como você não quis
Acontece
Esquece nosso amor, vê se esquece
Porque tudo na vida acontece
E acontece que eu já não sei mais amar
Vai sofrer, vai chorar, e você não merece
Mas isso acontece
Acontece que meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio
Se eu ainda pudesse fingir que te amo
Ah, se eu pudesse
Mas não posso, não devo fazê-lo
Isso não acontece
Acontecência
Acorda ligeira e vem olhar que lindo
sobre o morro o sol se debruçar
leite novo, espuma dessa madrugada
passarada vem te despertar
Tantos pés descalços posso ver
meninos a correr na direção do dia
banho de açude alegra e lava o corpo
fruta fresca é pra te alimentar
Acorda ligeiro e vem ver que bonito
pelo pasto solta a vacaria
na barra da serra gavião campeiro
vem primeiro vento costurar
Tantos pés descalços posso ver libertos
a correr na direção do dia
chuva desce pra regar, a terra engravidar
semente em fruta se tornar
Acorda Amor
(Leonel Paiva/Julinho da Adelaide)
Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
Minha nossa santa criatura
Chame, chame, chame lá
Chame, chame o ladrão, chame o ladrão
Acorda amor
Não é mais pesadelo nada
Tem gente já no vão de escada
Fazendo confusão, que aflição
São os homens e eu aqui parado de pijama
Eu não gosto de passar vexame
Chame, chame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão
Se eu demorar uns meses convém, às vezes, você sofrer
Mas depois de um ano eu não vindo
Ponha a roupa de domingo e pode me esquecer
Acorda amor
Que o bicho é brabo e não sossega
Se você corre o bicho pega
Se fica não sei não
Atenção
Não demora
Dia desses chega a sua hora
Não discuta à toa não reclame
Clame, chame lá, clame, chame
Chame o ladrão, chame o ladrão, chame o ladrão
Não esqueça a escova, o sabonete e o violão
Acredite Se Quiser
Garota eu não minto pra você
É o tempo que é curto prá te ver
Na segunda o carro quebrou
Na terça-feira estou sem grana
Vou à missa na quarta e quinta
Quando acaba, fica tarde prá te ver
Sexta-feira estou de cama
Sábado eu lhe telefono
O domingo é meu descanso
Mas prometo que um dia vou te ver
Vou te ver, vou te ver
Pode acreditar
Eu vou lá, prá te ver
Pode esperar
Como é que pode ôi... ôi...
Como é que pode ôi... ôi...
Eu sei que é difícil acreditar
Tem gente que só quer me complicar
Mas se for preciso juro
Que na quarta o carro quebra
Terça-feira eu vou à missa
E que só namoro com você
Admirável Gado Novo
Vocês que fazem parte dessa massa
que passa nos projetos do futuro
é duro tanto ter que caminhar
e dar muito mais que receber.
E ter que demonstrar sua coragem
à margem do que possa parecer
e ver que toda essa engrenagem
já sente a ferrugem te comer.
| Eh!... ô... ô... vida de gado
| Povo marcado eh!... povo feliz!
Lá fora faz um tempo confortável
a vigilância cuida do normal
os automóveis ouvem a notícia
os homens a publicam no jornal
e correm através da madrugada
a única velhice que chegou
demoram-se na beira da estrada
e passam a contar o que sobrou.
|
O povo foge da ignorância
apesar de viver tão perto dela
e sonham com melhores tempos idos
contemplam essa vida numa cela
esperam nova possibilidade
de verem esse mundo se acabar
a Arca de Noé, o dirigível
não voam nem se pode flutuar.
Não voam nem se pode flutuar...
|
A2
Quando você disse nunca mais
Não ligue mais, melhor assim...
Não era bem o que eu queria ouvir
E me disse decidida: "saia da minha vida"
Que aquilo era loucura, era absurdo
E mais uma vez você ligou
Dias depois me procurou
Com a voz suave, quase que formal
E disse que não era bem assim,
Não necessariamente o fim
De uma coisa tão bonita e casual
De repente as coisas mudam de lugar
E quem perdeu pode ganhar
Teu silêncio preso na minha garganta
E o medo da verdade... Hey...
Refrão:
Eu sei que eu, eu queria estar contigo
Mas sei que não, sei que não é permitido
Talvez se nós, se nós tivessemos fugido
E ouvido a voz desse desconhecido:
O amor, o amor, o amor, o amor...
Essa voz que chega devagar
P'ra pertubar, p'ra enlouquecer
Dizendo p'ra eu pular de olhos fechados
Essa voz que chega a debochar
Do meu pavor, mas ao pular
Eu me vejo ganhar asas e voar...
Derrepente as coisas mudam de lugar
E quem perdeu, pode ganhar
Minha amiga, minha namorada
Quando é que eu posso te encontrar?
Refrão (2x)
Eu sei que eu, eu queria estar contigo
Mas sei que não, sei que não é permitido
Talvez se nós, se nós tivessemos fugido
E ouvido a voz desse desconhecido:
O amor, o amor, o amor, o amor...
A Dois Passos do Paraíso
(Evandro Mesquita/Ricardo Barreto)
Longe de casa
A mais de uma semana
Milhas e milhas distante
Do meu amor
Será que ela está me esperando
Eu fico aqui sonhando
Voando alto
Ou perto do céu
Eu saio de noite
Andando sozinho
Eu vou entrando em qualquer barra
Eu faço meu caminho
O rádio toca uma canção
Que me faz lembrar você
Eu fico louco de emoção
E já não sei o que vou fazer
Estou a dois passos do paraíso
Não sei se vou voltar
Estou a dois passos do paraíso
Talvez eu fique, eu fique por lá
Estou a dois passos do paraíso
Não sei por que eu fui dizer bye bye
Bye bye baby bye bye (bis)
A Rádio Atividade leva até vocês
Mais um programa da séria série
"Dedique uma canção a quem você ama".
Eu tenho aqui em minhas mãos uma carta,
Uma carta de uma ouvinte que nos escreve
E assina com o singelo pseudônimo de
"Mariposa apaixonada de Guadalupe"
Ela nos conta que no dia que seria
O dia do dia mais feliz de sua vida
Arlindo Orlando, seu noivo
Um caminhoneiro conhecido de pequena
E pacata cidade de Miracema do Norte,
Fugiu, desapareceu, escafedeu-se.
Oh! Arlindo Orlando
Volte onde quer que você se encontre
Volte para o seio de seua amada.
Ela espera ver aquele caminhão voltando
De faróis baixos, e pára-choque duro.
Agora uma canção
Canta pra mim,
Eu não quero ver você triste assim.
Bye bye baby bye bye
Estou a dois passos do paraíso
E meu amor vou te buscar
Estou a dois passos do paraíso
E nunca mais vou te deixar
Estou a dois passos do paraíso
Não sei por que eu fui dizer bye bye
Adoro
Mentira
Eu sei o quanto finge uma mulher
Adoro
Se ela agora diz que não me quer
Mentira
O amor ainda vai sobrevivendo
Adoro
Se ela faz o jogo eterno da mulher
| Tenho que manter a calma
| Sei até aonde chegar
| Vou fazendo o meu papel
| Basta um sinal
| Posso até ficar servil
| De um amor nada sutil
| Adoro
| Não me olhe culpada assim
| Faz o jogo até o fim
| Se é amor, não existe mal
| E esse é todo especial
| Tudo pede emoção
| Faz gritar o coração
Adoro, adoro
Mentira
Eu sei o quanto finge uma mulher
Adoro
Se ela agora diz que não me quer
(|)
Adoro
Mentira
Já dá pra perceber
Mentira
Brincar de te perder
Adoro
Voltar e te ver
Mentira, mentira, mentira...
Adrenalina
E a tristeza hoje venço no cansaço
Pulo, danço e me amarro
Nesse cheiro que eu sinto, é de amor
Tudo é festa, é bom demais
Me entreguei
Ninguém segura mais
Pula, dança, treme as cadeiras
Que beleza!
Solte adrenalina que se tem
Não deixe presa
Tô que tô
Eu sei
Tá que tá
Também
É no suingue
Que eu vou até a festa acabar
Não deixe não
Assim não dá pra ser feliz
Quem canta os males espanta
Tá na boca do Brasil
Aê Aê
Aê aê aê...
Aê aê aê...
O neguinho fica bom
Quando tem um macarrão
Ou uma panela de feijão
O neguinho fica bom
Quando tem um macarrão
Ou uma panela de pressão
Pega pra medir, ih!
Pega pra me dar, ah!
Pega pra beber, êh!
Pega pra babar
Aê aê aê...
Aê aê aê...
Pega no palito, uh! Uh!
Pega no mocó, uh! Uh!
Pega na butique, uh! Uh!
Pega no paletó
E aí?
Aê aê aê...
Aê aê aê...
O xi da panela xi
Faz xique o feijão, feijão
Fastiga a peneira xique
Mas sem macarrão
Aê aê aê...
Aê aê aê...
Agnus Dei
Faces sob o sol, os olhos na cruz
Os heróis do bem prosseguem na brisa na manhã
Vão levar ao reino dos minaretes
A paz na ponta dos arietes
A conversão para os infiéis
Para trás ficou a marca da cruz
Na fumaça negra vinda na brisa da manhã
Ah, como é difícil tornar-se herói
Só quem tentou sabe como dói
Vencer Satã só com orações
Á andá pa Catarandá que Deus tudo vê
Á andá pa Catarandá que Deus tudo vê
Á anda, ê hora, ê manda, ê mata,
Responderei não!
Dominus dominium juros além
Todos esses anos agnus sei que sou também
Mas ovelha negra me desgarrei
O meu pastor não sabe que eu sei
Da arma oculta na sua mão
Meu profano amor eu prefiro assim
á nudez sem véus diante da Santa-Inquisição
Ah, o tribunal não recordará
Dos fugitivos de Shangri-Lá
O tempo vence toda a ilusão
Agonia
Se fosse resolver
Iria te dizer
Foi minha agonia
Se eu tentasse entender
Por mais que eu me esforçasse
Eu não conseguiria
Aqui no coração
Eu sei que vou morrer
Um pouco a cada dia
E sem que se perceba
A gente se encontra
Pra uma outra folia
Eu vou pensar que é festa
Vou dançar, cantar
É minha garantia
E vou contagiar
Diversos corações com minha euforia
E a amargura e o tempo
Vão deixar meu corpo
Minha alma vazia
E sem que se perceba
A gente se encontra
Pra uma outra folia.
Agora Sei
(George Israel/Paula Toller/Lui Farias)
Acabou a puberdade
E com ela a necessidade
De pedir as chaves emprestadas
De deixar as portas trancadas
Eu já nem me lembro bem
Da primeira vez que eu dei
Eu já nem me lembro bem
Agora sei que o amor
É um sabonete dentro d'água
Quanto mais a gente agarra
Mais ele nos escapa
Agora sei que é bom
Que ele seja sempre novidade
Ainda que a gente saiba
Que é uma velha novidade
| É preciso jogar os sonhos fora
| E preparar o próprio funeral
| Qualquer dos dois que vá embora
| Pros dois o luto é igual (2x)
Agora sei que o amor
É um sabonete dentro d'água
Quanto mais a gente agarra
Mais ele cai da nossa mão
Agora sei que é bom
Que se perca a ingenuidade
Mesmo que a gente queira
Acreditar em ilusão
|
Acabou a puberdade
Essa é a nossa casa
E não a dos nossos pais
Vamos deixar pra trás
Toda forma de dor
Agora Só Falta Você
Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto à você
E em tudo o que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você
Agora Tá
Já que tá aí
pela metade, mas tá
melhor cuidar pra peteca não cair
pra não deixar escapulir
como água no ralo
aquilo que já fez calo
doeu feito joanete
castigou nosso cavalo
cortou como canivete
feriu, mexeu, mixou
nunca comeu melado
vai lambuzar
se vacilar pode cantar pra subir
porque não dá pra começar
todo rolo de novo
se o bolo fica sem ovo
se a massa não tem fermento
se não cozinhar por dentro
vai tudo por água abaixo
eu acho, acho, acho que agora tá
quase no ponto tá
no ponto de provar
eu acho que agora tá
no ponto de solar
Acho que agora tá
pra lá de pronto tá
acho que agora tá
acho que agora tá
já que tá aí
Água De Beber
(Vinícius De Moraes/Antonio Carlos Jobim)
Água de beber, água de beber camará
Eu sempre tive uma certeza
Que só me deu desilusão
É que o amor é uma tristeza
Muita mágoa demais para um coração
Água de beber, água de beber camará
Eu quis amar mas tive medo
E quis salvar meu coração
Mas o amor sabe um segredo:
O medo pode matar o teu coração
Água de beber, água de beber camará
Eu nunca fiz coisa tão certa
Entrei pra escola do perdão
A minha casa vive aberta
Abre todas as portas meu coração
Água de Meninos
Na minha terra, a Bahia
Entre o mar e a poesia
Tem um porto, Salvador
As ladeiras da cidade
Descem das nuvens pro mar
E num tempo que passou - ô ô ô
Toda a cidade descia
Vinha pra feira comprar
Água de Meninos, quero morar
Quero rede e tangerina
Quero o peixe desse mar
Quero o vento dessa praia
Quero azul, quero ficar
Com a moça que chegou
Vestida de rendas, ô
Vinda de Taperoá
Por cima da feira, as nuvens
Atrás da feira, a cidade
Na frente da feira o mar
Atrás do mar, a marinha
Atrás da marinha, o moinho
Atrás do moinho o governo
Que quis a feira acabar / bis
Dentro da feira, o povo
Dentro do povo, a moça
Dentro da moça, a noiva
Vestida de rendas, ô
Abre a roda pra sambar
Moinho da Bahia queimou
Queimou, deixa queimas
Abre a roda pra sambar
A feira nem bem sabia
Se ía pro mar ou subia
E nem o povo queria
Escolher outro lugar
Enquanto a feira não via
A hora de se mudar
Tocaram fogo na feira
Ai, me dia, mi'a sinhá
Pra onde correu o povo
Pra onde correu a moça
Vinda de Taperoá?...
Água de Meninos chorou
Caranguejo correu pra lama
Saveiro ficou na costa
A moringa rebentou
Dos olhos do barraqueiro
Muita água derramou
Água de Meninos acabou
Quem ficou foi a saudade
Da noiva dentro da moça
Vinda de Itaperoá
Vestida de rendas, ô
Abre a roda pra sambar
Moinho da Bahia queimou
Queimou, deixa queimar
Abre a roda pra sambar
Pra sambar... pra sambar...
Água Mineral
Bebeu água, não!
Tá com sede, tô!
Olha, olha, olha, olha a água mineral
Água mineral
Água mineral
Água mineral
Do Candeal
Você vai ficar legal
Aguapé
(Edmundo Souto / Paulinho Tapajós)
Lá do outro lado do arvoredo
vive o meu amor escondido
um passarinho contou
voa, sabiá, vá encontrar meu bem querer
vá lá dizer, meu bem-te-vi, longe daqui
sou curió cantando só, uirapuru
do pajeú, sem um xodó, num cafundó
volta pra aqui, meu colibri
lembra do fubá, do gravatá, do canjerê
do pererê, do jabuti, do guarani
do bororó, do mocotó, do meu bambu
do babaçu, de marajó, do tororó
jamais te vi, meu colibri
lembra do cajá, do butiá, do aguapé
pé de café, da juriti, do açaí
do abricó, de mossoró, do inhambú
mandacaru, do pão-de-ló, nó de jiló
volta pra aqui, meu bem-te-vi
tenho um ninho guardado
para o meu namorado
deixei lá em segredo
porque ainda era cedo
aguardando o pedido
tenho um ninho escondido
ele vive guardado
pra você me guardar
Aguarte Agora
(Carlinhos Brown/Cézar Mendes)
Oceano de agora
Quero sim aguarte agora
De onde vens com essas ondas
Essa vinda é de dar onda
Mar que é de levar
Mar que é de guardar
Para a história o que for lenda
Mar que é de levar
Mar que é de guardar
Diz a ela que ela lembra
Em areia estou grão
Sei içar do mar
Sob as pedras que serena
Onde a sereia cantar
Canta minha sereia, venta canção de amor
E o sol é quem bronzeia em todo seu esplendor
Vem cá minha sereia, me diz o que é o amor
E guie minha bahia pela idade do som
Ilê olodu marê, ilê timbalada
Ilê araketu ê, e tudo o que for patuscada
E tudo o que for patuscada, e tudo o que for patuscada
E tudo o que for patuscada
Águas de Março
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é; uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguicado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
Ai
(Carlinhos Brown/Mestre Pintado do Bongô)
Quer me ver, quer me vêm, quer me vê
Ai, eu tô feliz
Porque te amo, licuri, amendoim
Ai, eu tô legal
Porque te quero minha vida é carnaval
Rema, rema, rema
Dá uma umbigada no outro
Rema, rema, rema
Bota colar o pescoço
Rema, rema, rema
Caia por cima de mim
Eu vim pra te querer
Pra te curtir
Ai, eu tô contente
Porque te amo minha vida vai pra frente
Ai, eu tô verão
Porque te quero dentro do meu coração
Ai, eu tô contente
Eu vou atrás
Eu vou pra frente
Aí, Hein!
(Lamartine Babo/Paulo Valença)
Aí, hein, pensa que eu não sei
Toma cuidado pois um dia eu fiz o mesmo e me estrepei
Aí, hein, pensa que eu não sei
Sou camarada faz de conta que eu não sei
Menina que chega em casa às 4 da madrugada
Enquanto pela escada vai subindo
Na boca dos vizinhos vai caindo
Velhota que anda sem meia
Na praia, toda inocente
Brincando com as crianças lá na areia
Vai pondo areia nos olhos da gente
Ainda É Cedo
Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar.
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém.
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo
cedo
cedo
cedo.
Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei.
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse:
- Eu não sei mais
o que eu sinto por você.
Vamos dar um tempo,
um dia a gente se vê.
Aí eu disse: - Ainda é cedo
cedo
cedo
cedo
cedo.
Ainda Lembro
(Marisa Monte/Nando Reis)
Ainda lembro o que passou
Eu você em qualquer lugar
Dizendo "Aonde você for eu vou"
E quando eu perguntei
Ouvi você dizer
Que eu era tudo o que você sempre quis
Mesmo triste eu tava feliz
E acabei acreditando em ilusões
Eu nem pensava em ter
Que esquecer você
Agora vem você dizer
"Amor, eu errei com você
e só assim pude entender
que o grande mal que eu fiz
foi a mim mesmo"
Vem você dizer
"Amor, eu não pude evitar"
E eu te dizendo
Liga o som
e apaga a luz
Ai Quem Me Dera
(Toquinho/Vinícius de Moraes)
Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor
Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...
Ai Que Saudades da Amélia
(Ataulfo Alves/Mário Lago)
Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo o que você vê, você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
Quando me via contrariado
Dizia: "Meu filho, o que se há de fazer!"
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
Alagados
Todo dia,
O sol da manhã vem lhes desafiar
Traz do sonho pro mundo
Quem já não o queria
Palafitas, trapiches, farrapos
Filhos da mesma agonia
E a cidade,
Que tem braços abertos num cartão postal
Com os punhos fechados
Da vida real
Lhes nega oportunidades
Mostra a face dura do mal
Alagados Trenchtown
Favela da maré
A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em que
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em que
Alegria Alegria
Caminhando contra o vento
Sem lenço sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou
O sol se reparte em crimes
Espaçonaves guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou
Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes pernas bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot
O sol nas bancas de revistas
Me enchem de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia?
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não? Por que não
Ela pensa em casamento e
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço sem documento
Eu vou
Eu tomo uma Coca-Cola
Ela pensa em casamento
Uma canção me consola
Eu vou
Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome sem telefone
No coração do brasil
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou
Sem lenço sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo amor
Eu vou... por que não? Por que não?
Além do Horizonte
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Além do horizonte deve ter
Algum lugar bonito
Pra viver em paz
Onde eu possa encontrar a natureza
A alegria e felicidade com certeza
Lá nesse lugar o amanhecer é lindo
Coom flores festejando mais um dia
Que vem vindo
Onde a gente pode se deitar no campo
Se amar na relva escutando o canto dos pássaros
Aproveitar a tarde sem pensar na vida
Andar despreocupado sem saber a hora de voltar
Bronzear o corpo todo sem censura
Gozar a liberdade de uma vida sem frescura
Se você não vem comigo
Tudo isso vai ficar
No horizonte esperando por nós dois
Se você não vem comigo
Nada disso tem valor
De que vale o paraíso sem amor
Além do horizonte existe um lugar
Bonito e tranqüilo pra gente se amar
Além dos Outdoors
No ar da nossa aldeia
há rádio cinema e televisão
Mas o sangue só corre nas veias
por pura falta de opção
As aranhas não tecem suas teias
por loucura ou por paixão
Se o sangue ainda corre nas veias
é por pura falta de opção
No céu alem de nuvens
há sexo drogas e talk-shows
As coisas mudam de nome
mas continuam sendo religiões
No dia-a-dia da nossa aldeia
há infelizes infantados de informação
As coisas mudam de nome
mas continuam sendo o que sempre serão
Você sabe o que eu quero dizer
num tá escrito nos outdoors
Por mais que a gente cante
o silêncio é sempre maior
Você sabe o que eu quero dizer
num tá escrito nos outdoors
por mais que a gente grite
o silêncio é sempre maior
No ar da nossa aldeia
há mais do que poluição
Há poucos que já foram
e muitos que ainda serão
As aranhas não tecem suas teias
por loucura ou por paixão
se o sangue ainda corre nas veias
É por pura falta de opção
Você sabe o que eu quero dizer
num tá escrito nos outdoors
Por mais que a gente cante
o silêncio é sempre maior
Você sabe o que eu quero dizer
não cabe na canção
por pura falta de opção
por pura é contra o coração
o coração
Você sabe o que eu quero dizer
nunca foi dito num talk-show
por mais que a gente cante
o silêncio
o silêncio
o silêncio
o silêncio
o silêncio
o silêncio
Alfagamebetizado
Cá só pode ser semba nêgo
E mais que horror
Cartilha sem a fome do saber
De tênis roubado e sangue na roupa
E viva a sopa
Sopa de letrinhas
De dona Nininha de Itaberaba
Que escreve farmácia com "H"
Hagá do indigente
Que é gente e procura
A cura pra crise hospitalar
De mulatas sem latas
De mulatas sem atas
À toa ao sol
E a sombra só cora se Coralina ancorar
Na cabeça de leigos que lêem
Livros de outros destinos
E apenas vê Virgulino como
sangüinário do nordeste
Militar de trompete
O quadro negro para o terceiro milênio
Está se apagando
Pra quem esse choro de cebola
Não é ICE TEA
É amendoim torrado, assado,
esturricado
Maria Bonita e Carmem Miranda
Os símbolos sexys
O som das bandas que costuram rock
e pregam pop
Nos viadutos a somar vizinhos
Pulo lunar não é o pulo do gato
Fundo do mar não é o fundo do prato
Não é fundo do barco
Nobre é o fulano
Que colhe do abandono
Saco de lixo egoista
do nosso consumo predileto
Saqueadores de lixo
Menores que emprenham
Comida na boca
Café na xícara
E Glória Pires
enfeita pelo olho marinho
Esse sobrado que sobraram
Nos semblantes assombrados
De quem pôs filhos
E não escravos
E não escarros
E não estragos
E não espártacus
Vozes plásticas
Tipo sangüineo alumínio
Proteção não Armamentada
Alfa Fama Betizada
O imã de Macunaíma
Nos atrai
A lembrança da pátria
Lustrai, lustrai, lustrai
Alguém Cantando
Alguém cantando longe daqui,
Alguém cantando longe, longe,
Alguém cantando muito,
Alguém cantando bem,
Alguém cantando é bom de se ouvir.
Alguém cantando alguma canção,
A voz de alguém nessa imensidão,
A voz de alguém que canta,
A voz de um certo alguém,
Que canta como quê prá ninguém.
A voz de alguém
Quando vem do coração,
De quem mantém toda pureza
Da natureza,
Onde não há pecado nem perdão.
Alguém como Tu
(José Maria de Abreu/Jair Amorim)
Alguém como tu
Assim como tu, eu preciso encontrar
Alguém sempre meu
De olhar como o teu
Que me faça sonhar
Amores eu sei
Na vida eu achei e perdi
Mas nunca ninguém desejei
Como desejo a ti
Se tudo acabou
Se o amor acabou
Hé de o sonho ficar
Sozinho estarei
E alguém eu irei procurar
Eu sei que outro amor posso ter
E um novo romance viver
Mas sei que também
Assim como tu
Mais ninguém.
Alguém Me Avisou
Foram me chamar, eu estou aqui, o que é que há?
Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininho
Mas eu vim de lá, pequenininho
Alguém me avisou prá pisar neste chão devagarinho
Alguém me avisou prá pisar neste chão devagarinho
Sempre fui obediente, mas não pude resistir
Foi numa roda de samba que juntei-me aos bambas
Prá me distrair
Quando eu voltar prá Bahia, terei muito que contar
Ô painho, não se zangue,
Que eu nasci com o samba e não posso parar
Alguém Me Disse
(Ewaldo Gouveia/Jair Amorim)
Alguém me disse
Que tu andas novamente
De novo amor, nova paixão
Toda contente
Conheço bem tuas promessas
Outras ouvi, iguais a essas
Esse teu jeito de enganar
Conheço bem
Pouco me importa
Que te vejam tantas vezes
E que tu mudes de paixão
Todos os meses
Se vais beijar, como eu bem sei
Fazer sonhar como eu sonhei
Mas sem ter nunca
Amor igual ao que eu te dei
Álibi
Havia ...
mais que um desejo
a força do beijo
por mais que vadia
não sacia mais
Meus olhos
lacrimejam teu rosto
exposto à mentira
Do calor da ira
do afã de um desejo
que não contraíra
No amor
A tortura está por um triz
Mas a gente atura e até se mostra feliz
quando se tem o álibi
de ter nascido ávido
e convivido inválido
mesmo sem ter havido
Alice (Não Me Escreva Aquela Carta de Amor)
(Leoni/Paula Toller/Bruno Fortunato)
Tantos sonhos morem
Em poucas palavras
Um bilhete curto
E já não é nada
Alice não se esqueça
Do nosso amor
Será que eu tenho sempre
Que te lembrar
Todo dia, toda hora
Eu te imploro
Por favor
Alice não me escreva
Aquela carta de amor
Sempre tive medo
Das suas idéias
Porque você precisa
Ser tão sincera
Alice eu tô treinando
Prá te enfrentar
Tenho mil motivos prá
Você me suportar
Fica mais uma semana
Nesse tempo a gente engana
Alice não me escreva
Aquela carta de amor...
Alívio Imediato
O melhor esconderijo
a maior escuridão
Já não servem de abrigo
já não dão proteção
Holofotes iluminam
a libido e o vírus
o álibi perdido
o elo de ligação
Não há nada de concreto
entre nossos lábios
Só um muro de batom
e frases sem fim
É que tido se divide
tudo se separam
Uma república no pampa
com pompas circunstâncias
um muro nos divide
uma grade nos separa
O melhor esconderijo
a maior escuridão
Já não servem de abrigo
já não dão proteção
A noite cai de alturas clandestinas
Cai o aparelho
o espelho vai ao chão
Que a chuva caia como uma luva
um dilúvio um delírio
Que a chuva traga
alívio imediato
que a noite caia de repente caia
tão demente quanto um raio
Que a chuva traga
alívio imediato
Que a chuva caia como uma luva
um dilúvio um delírio
Que a chuva traga
alívio imediato
Que a noite caia de repente caia
Tão demente quanto um raio
que a chuva traga alívio imediato
O melhor esconderijo
a maior escuridão
Já não servem de abrigo
já não dão proteção
A Líbia bombardeada
a libido e o vírus
o poder e o pudor
os lábios e o batom
os lábios e o batom
O melhor esconderijo
a maior escuridão
Já não servem de abrigo
já não dão proteção
A Líbia bombardeada
a libido e o vírus
o poder e o pudor
os lábios e o batom
Que a chuva caia como uma luva
um dilúvio um delírio
Que a chuva traga
alívio imediato
Que a noite caia de repente caia
Tão demente quanto um raio
que a noite traga alívio imediato
Há espaço pra todos
há um imenso vazio
Nesse espelho quebrado
por alguém que partiu
a noite cai
de alturas impossíveis
e quebra o silêncio
e parte o coração
Há um muro de concreto
entre nossos lábios
Há um muro de Berlim
dentro de mim
Tudo se divide
tudo se separam
duas Alemanhas
duas Coréias
tudo se divide
tudo se separam
Que a chuva caia como uma luva
um dilúvio um delírio
Que a chuva traga
alívio imediato
Que a noite caia de repente caia
Tão demente quanto um raio
que a noite traga alívio imediato
Que a chuva caia como uma luva
um dilúvio um delírio
Que a chuva traga
alívio imediato
Que a noite caia de repente caia
Tão demente quanto um raio
que a noite traga alívio imediato
Almanaque
Ô menina vai ver nesse almanaque como é que isso tudo começou
Diz quem é que marcava o tique-taque e a ampulheta do tempo disparou
Se mamava de sabe lá que teta o primeiro bezerro que berrou
Me responde, por favor
Pra onde vai o meu amor
Quando o amor acaba
Quem penava no sol a vida inteira, como é que a moleira não rachou
Me diz, me diz
Quem tapava esse sol com a peneira e quem foi que a peneira esfuracou
Quem pintou a bandeira brasileira que tinha tanto lápis de cor
Me responde por favor
Pra onde vai o meu amor
Quando o amor acaba
Diz quem foi que fez o primeiro teto que o projeto não desmoronou
Quem foi esse pedreiro, esse arquiteto, e o valente primeiro morador
Diz quem foi que inventou o analfabeto e ensinou o alfabeto ao professor
Me responde por favor
Pra onde vai o meu amor
Quando o amor acaba
Quem é que sabe o signo do capeta, o ascendente de Deus Nosso Senhor
Quem não fez a patente da espoleta explodir na gaveta do inventor
Quem tava no volante do planeta que o meu continente capotou
Me responde por favor
Pra onde vai o meu amor
Quando o amor acaba
Vê se tem no almanaque, essa menina, como é que termina um grande amor
Se adianta tomar uma aspirina ou se bate na quina aquela dor
Se é chover o ano inteiro chuva fina ou se é como cair o elevador
Me responde por favor
Pra que tudo começou
Quando tudo acaba
Alô, Alô Marciano
(Rita Lee/Roberto de Carvalho)
Alô, alô marciano
Aqui quem fala é da Terra
Pra variar, estamos em guerra
Você não imagina a loucura
O ser humano tá na maior fissura porque
Tá cada vez mais down no high society!
Alô, alô marciano
A crise tá virando zona
Cada um por si, todo mundo na lona
E lá se foi a mordomia
Tem muito rei aí pedindo alforria porque
Tá cada vez mais down no high society!
Alô, alô marciano
A coisa tá ficando ruça
Muita patrulha, muita bagunça
O muro começou a pichar
Tem sempre um aiatolá prá atolá, Aláh!
Tá cada vez mais down no high society!
Alô, Paixão
Eu não vou perder você
Faz parte dessa história
Revelo o segredo
Existente na memória
Vou aqui andando
Caminhando pela vida
Quero te encontrar, sonhando
Sempre em cada esquina
Vivo a embalar e dançar
Em plena multidão
De amor explode a paixão, meu coração
Não vou deixar
Vou me revelar pra esse amor
Alô, paixão
Alô, doçura
Doce ilusão
De um coração
Os Alquimistas Estão Chegando
Os alquimistas estão chegando
Estão chegando os alquimistas
Eles são discretos e silenciosos
Moram bem longe dos homens
Escolhem com carinho a hora
E o tempo do seu precioso trabalho
São pacientes, assíduos e perseverantes
Executam, segundo as regras herméricas
Desde a trituração a fixação
A destilação e a coagulação
Trazem consigo cadinhos
Vasos de vidro, copos de louça
Todos bem, e iluminados
Evitam qualquer relação com pessoas
De temperamento sórdido
Os alquimistas estão chegando
Estão chegando os alquimistas
Os alquimistas estão chegando os alquimistas
Jorge ben
Os alquimistas estão chegando
Estão chegando os alquimistas
Eles são discretos e silenciosos
Moram bem longe dos homens
Escolhem com carinho a hora
E o tempo do seu precioso trabalho
São pacientes, assíduos e perseverantes
Executam, segundo as regras herméricas
Desde a trituração a fixação
A destilação e a coagulação
Trazem consigo cadinhos
Vasos de vidro, copos de louça
Todos bem, e iluminados
Evitam qualquer relação com pessoas
De temperamento sórdido
Os alquimistas estão chegando
Estão chegando os alquimistas
Alta Noite
Alta noite já se ia
ninguém na estrada andava
No caminho que ninguém caminha
alta noite já se ia
ninguém com os pés na água
Nenhuma pessoa sozinha ia
Nenhuma pessoa vinha
Nem a manhãzinha
Nem a madrugada
Alta noite já se ia
ninguém na estrada andava
No caminho que ninguém caminha
alta noite já se ia
ninguém com os pés na água
Nenhuma pessoa, sozinha ia
Nenhuma pessoa vinha
Nem a estrela guia
Nem a estrela-d'alva
Alvorada
(Cartola/Hermínio Belo de Carvalho/Carlos Cachaça)
Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
( a alvorada )
Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
Mas o que me resta é tão pouco
Ou quase nada, do que ir assim, vagando
Nesta estrada perdida.
Amada Amante
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Esse amor demais antigo
Amor demais amigo
Que de tanto amor viveu
Que manteve acesa a chama
Da verdade de quem ama
Antes e depois do amor
E você amada amante
Faz da vida um instante
Ser demais para nós dois
Esse amor sem preconceito
Sem saber o que é direito
Faz as suas próprias leis
Que flutua no meu peito
E supera o que já fez
Neste mundo desamante
Só você amada amante
Faz o mundo de nós dois.
Amanhã
Amanhã, será um lindo dia, da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã, redobrada força p'ra cima, que não cessa
Há de vingar
Amanhã, mais nenhum mistério, acima do ilusório
O astro-rei vai brilhar
Amanhã a luminosidade, alheia a qualquer vontade
Há de imperar
Amanhã está toda esperança por menor que pareça
Existe, e é p'ra vicejar
Amanhã, apesar de hoje, será a estrada que surge
P'ra se trilhar
Amanhã, mesmo que uns não queiram
será de outros que esperam
Ver o dia raiar
Amanhã, ódios aplacados,
temores abrandados, será pleno.
O Amanhã É Distante
E se hoje não fosse essa estrada,
e se a noite não tivesse tanto atalho
o amanhã não fosse tão distante
solidão seria nada pra você
Se ao menos o meu amor estivesse aqui
e eu pudesse ouvir seu coração
se ao menos mentisse ao meu lado
estaria em minha cama outra vez
Meu reflexo eu não consigo ver na água
vem fazer canções sem nenhuma dor
se ouvisse os ecos dos meus passos
e lembrar meu nome quando alguém chamou
A beleza no rio do meu pranto
a beleza em tudo o que há no céu
porém nada com certeza é mais bonito
quando eu lembro dos olhos do meu bem
Amanhã É 23
(George Israel/Paula Toller)
As entradas no meu rosto e os meus cabelos brancos
Aparecem a cada ano no final do mês de agosto
Há vinte você nasceu
Ainda guardo um retrato antigo
Mas agora que você cresceu
Não se parece nada comigo
Esse seu ar de tristeza
Alimenta a minha dor
Tua pose de princesa
De onde você tirou
Amanhã é 23
São 8 dias para o fim do mês
Faz tanto tempo que eu não te vejo
Queria o seu beijo outra vez
Amanhã Não Se Sabe
Como as folhas, com o vento
Até onde vai dar o firmamento
Toda hora enquanto é tempo
Vivo aqui este momento
Hoje aqui, amanhã não se sabe
Vivo agora antes que o dia acabe
Esta instante, nunca é tarde
Mal começou eu já estou com saudades
Me abraça, me aceita
Me aceita assim como eu sou
E deixa ser o que for
Como as ondas, como a maré
Até onde não vai mais dar pé
Este instante tal e qual
Vivo aqui e seja o que Deus quiser
Hoje aqui não importa pra onde vamos
Vivo agora não tenho outros planos
E é tão fácil viver sonhando
Enquanto isso a vida vai passando
Me abraça, me aceita
Me aceita assim meu amor
Me abraça, me beija
Me aceita assim como eu sou
E deixa ser o que for
Amantes Cinzas
(Carlinhos Brown/Arnaldo Antunes)
Agora que nós somos dois amantes, cinzas
Agora que o carnaval passou
Agora que nós somos duas partículas
Colombina e Pierrot, samba sou
Agora que nós somos dois amantes, cinzas
Agora que o carnaval passou
Agora que nós somos duas partículas
Colombina e Pierrot, samba sou
Ah!ah!ah!
Tchublac, Tchublic, Tchublic, Tchublic, Tchublá
Ah!ah!ah!
Tchublac, Tchublic, Tchublic, Tchublic, Tchublá
Ah!ah!ah!
Tchublac, Tchublic, Tchublic, Tchublic, Tchublá
Ah!ah!ah!
Tchublac, Tchublic, Tchublic, Tchublic, Tchublá
Amarra o Teu Arado a uma Estrela
Se os frutos produzidos pela terra
Ainda não são
Tão doces e polpudos quanto as peras
Da tua ilusão
Amarra o teu arado a uma estrela
E os tempos darão
Safras e safras de sonhos
Quilos e quilos de amor
Noutros planetas risonhos
Outras espécies de dor
Se os campos cultivados neste mundo
São duros demais
E os solos assolados pela guerra
Não produzem a paz
Amarra o teu arado a uma estrela
E aí tu serás
O lavrador louco dos astros
O camponês solto nos céus
E quanto mais longe da terra
Tanto mais longe de Deus
Amar Você Não Dói
(Bell Marques/Wadinho Marques)
Sempre me lembro de você
Desse jeito tão estranho
Do segredo desse amor
Seja ele como for
Amar você, não dói
Um pedaço de você
Alucina meu juízo
Você é meu paraíso
É só sonhar
Ôh, ôh, ôh, ôh
Meu bem, meu bem, me dá
Ôh, ôh, ôh, ôh
Meu bem, meu bem, me dá
Aventura no teu beijo
Ôh, ôh, ôh, ôh
Meu bem, meu bem, me dá
Ôh, ôh, ôh, ôh
Meu bem, meu bem, me dá
Teu silêncio, teu prazer
Quero você e o sol
Num grande amor sem fim
Dentro de um céu azul
Âmbar
Tá tudo aceso em mim
Tá tudo assim tão claro
Tá tudo brilhando em mim
Tudo ligado
Como se eu fosse um morro iluminado
Por um âmbar elétrico
Que vazasse dos prédios
E banhasse a Lagoa até São Conrado
E ganhasse as Canoas
Aqui do outro lado
Tudo plugado
Tudo me ardendo
Tá tudo assim queimando em mim
Como salva de fogos
Desde que sim eu vim
Morar nos seus olhos
Americanos
(Michael Jackson/Caetano Veloso)
Americanos pobres na noite da Louisiana
Turistas ingleses assaltados em Copacabana
Os pivetes ainda pensam que eles eram americanos
Turistas espanhóis presos no Aterro do Flamengo
Por engano
Americanos ricos já não passeiam por Havana
Veados americanos trazem o vírus da AIDS
Para o Rio no carnaval
Veados organizados de São Francisco conseguem
Controlar a propagação do mal
Só um genocida potencial
- de batina, de gravata ou de avental -
Pode fingir que não vê que os veados
- tendo sido o grupo-vítima preferencial -
Estão na situação de liderar o movimento
Para deter a disseminação do HIV
Americanos são muito estatísticos
Têm gestos nítidos e sorrisos límpidos
Olhos de brilho penetrante que vão fundo
No que olham, mas não no próprio fundo
Os americanos representam boa parte
Da alegria existente neste mundo
Para os americanos branco é branco, preto é preto
(E a mulata não é a tal)
Bicha é bicha, macho é macho,
Mulher é mulher e dinheiro é dinheiro
E assim ganham-se, barganham-se, perdem-se
Concedem-se, conquistam-se direitos
Enquanto aqui embaixo a indefinição é o regime
E dançamos com uma graça cujo segredo
Nem eu mesmo sei
Entre a delícia e a desgraça
Entre o monstruoso e o sublime
Americanos não são americanos
São velhos homens humanos
Chegando, passando, atravessando.
São tipicamente americanos.
Americanos sentem que algo se perdeu
Algo se quebrou, está se quebrando.
Amigo
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Você meu amigo de fé,
Meu irmão camarada,
Amigo de tantos caminhos, de tantas jornadas,
Cabeça de homem, mas o coração de menino,
Aquele que está do meu lado em qualquer caminhada,
Me lembro de todas as lutas, meu bom companheiro,
Você tantas vezes provou que é um grande guerreiro,
O seu coração é uma casa de portas abertas,
Amigo, você é o mais certo, das horas incertas!
Às vezes em certos momentos difíceis da vida,
Em que precisamos de alguém pra ajudar na saída,
A sua palavra de força, de fé e de carinho,
Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho,
Você meu amigo de fé,
Meu irmão camarada,
Sorriso e abraço festivo, na minha chegada,
Você, que me diz as verdades, com frases abertas,
Amigo, você é o mais certo das horas incertas,
Não preciso nem dizer,
Tudo isso que eu lhe digo,
Mas é muito bom saber,
Que eu tenho um grande amigo!
Amigo e Companheiro
(Teddy Juaren - Tulio de RoseVers/versão: Carlos Pedro Ferreira)
Amigo
Companheiro de colégio
Hoje eu canto de alegria
Por de novo te encontrar
Nas férias, eu brincava todo dia
Mas no fundo o que eu queria
Era mesmo estar aqui
Uma pipa no céu todo azul
É tão linda de se ver
E brincar de boneca pra mim
Fez meu tempo não correr
Mas a escola é a luz
Que ilumina o caminho da gente
E é por isso amiguinho
Que hoje eu estou tão contente
Toda volta pra escola é assim
Tanta história pra contar
Todo mundo querendo se ver
Todo mundo querendo falar
A escola é a luz
Que ilumina o caminho da gente
E é por isso amiguinha
Que hoje eu estou tão contente
Amigo É pra Essas Coisas
(Silvio da Silva Junior/Aldir Blanc)
Salve (como é que vai?)
Amigo,há quanto tempo (um ano ou mais)
Posso sentar um pouco (faça o favor)
A vida é um dilema (nem sempre vale a pena)
Pois, (o que é que há?)
Rosa acabou comigo (meu Deus, por quê ?)
Nem Deus sabe o motivo (Deus é bom)
Mas não foi bom prá mim
(Todo amor um dia chega ao fim)
Triste, (é sempre assim)
Eu desejava um trago, (garçon, mais dois)
Não sei quando eu lhe pago (se vê depois)
Estou desempregado (você está + velho)
É, (vida ruim)
Você está bem disposto (também sofri)
Mas não se vê no rosto (pode ser)
Você foi mais feliz (Dei mais sorte com a Beatriz)
Pois é (vivo bem)
Prá frente é que se anda (Você se lembra dela?)
Não me apresentei
Minha memória é fogo (e o l'argent?)
Defendo algum no jogo (e amanhã?)
Que bom se eu morresse (prá quê, rapaz?)
Talvez Rosa sofresse (vá atrás ...)
Na morte a gente esquece
(Mas no amor a gente fica em paz)
Adeus (toma mais um)
Já amolei bastante (de jeito algum)
Muito obrigado, amigo (não tem de quê)
Por você ter me ouvido (amigo é prá essas coisas)
Vai (toma um Real)
Sua amizade basta (pode faltar)
O apreço não tem preço, eu vivo ao Deus-dará
Amigo Leal
(Benedito Lacerda/Aldo Cabral)
Escute meu grande amigo
Preste atenção no que digo
Vim despedir-me de ti
Trocamos um abraço forte
Desejos de boa sorte
Incontinenti eu parti.
A tristeza mal contendo
Até hoje estou vivendo
Como meu destino quer
E este amigo até agora
Não sabe que eu vim me embora
Por causa de uma mulher.
Pra não cometer um erro
Preferi este desterro
Com toda resignação
Pra eles a vida é bela
Hoje ele vive com ela
E ela no meu coração.
Amigos do Peito
(Erik Vonn e Memo Mendez Guiu/versão: Edgard B. Poças)
Meu nome é Mike
Gosto muito de brincar
Eu sou o Tob
Não me canso de cantar
Sou Simony
E queria apresentar
Novos amigos
Que acabaram de chegar
Sou Jairzinho
O mais novo do balão
Eu sou o Fábio
Também vou nessa canção
Somos amigos
E queremos divertir
Nossos amigos
Do balão
Que vai subir
Somos amigos
Amigos do peito
Amigos de uma vez
Somos amigos
Amigos do peito
Amigos de vocês
Viver a vida
Viajando nas canções
Viver cantando
Alegrando os corações
Viver os sonhos
Tudo o que acontecer
Fazer amigos
Mas amigos pra valer
Amolação
(Samuel Rosa/Chico Amaral)
Deus lá de cima sabe muito bem
Qual a minha sina; o que que me convém
Bicho do mato ela veio comigo
Teve ninho, carinho, broa, abrigo
Labutei na roça, labutei no milharal
Labutei passando bem
Labutei passando mei mal
Bruma do cérebro dela de repente
Brus tão brusca, bruscamente
Deixa de gostar, deixa de tratar bem
Começa a gostar de deixar de me tratar bem
Minha manhosa, nhem nhem nhem
Eu só penso nela, ela só em se mudar.
Quanto mais eu brigo mais me grudo aqui
Quanto mais eu fujo mais eu tô apaixonado
Bruma no cérebro dela de repente
Brus tão brusca, bruscamente
Dois guris dos oito que a gente tem
Ela apanhou na rua com alguém
Mesmo assim eu fui pai pros pobrezinhos
Na lei da humildade conforme Jesus Cristo
Mas vem esse ódio em câmera lenta
Brrr a serpente pinotiza e me tenta
Eu procuro uma razão em cada ato meu
Deve ser my own fall, deve ser só eu
Que amolação, que amolação
Meu Deus essa mulher só me deu amolação
Patrícia Alvarenga,
petrolina@uol.com.br
Última edição em 07 de abril de 2003.
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