

Músicas da MPB - D
Músicas da MPB - D
Da Cor do Pecado
Esse corpo moreno
Cheiroso e gostoso
Que você tem
É um corpo delgado
Da cor do pecado
Que faz tão bem
Esse beijo molhado
Escandalizado que você deu
Tem sabor diferente
Que a boca da gente
Jamais esqueceu
E quando você me responde
Umas coisas com graça
A vergonha se esconde
Porque se revela
A maldade da raça
Esse corpo de fato
Tem cheiro de mato
Saudade, tristeza
Essa simples beleza
Esse corpo moreno; morena enlouquece
Eu não sei bem porque
Só sinto na vida
O que vem de você
Da Lama ao Caos
Posso sair daqui para me organizar
Posso sair daqui para desorganizar
Da lama ao caos
Do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
O sol queimou, queimou a lama do rio
Eu vi um Chié andando devagar
Vi um aratu pra lá e pra cá
Vi um caranguejo andando pro sul
Saiu do mangue, virou gabiru
Oh Josué, eu nunca vi tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça
Peguei o balaio, fui na feira roubar tomate e cebola
Ia passando uma véia, pegou a minha cenoura
Aí minha véia, deixa a cenoura aqui
Com a barriga vazia não consigo dormir
E com o bucho mais cheio comecei a pensar
Que eu me organizando posso desorganizar
Que eu desorganizando posso me organizar
Da lama ao caos
Do caos à lama
Um homem roubado nunca se engana
Dança da Solidão
Solidão é lava que cobre tudo
Amargura em minha boca
Sorri seus dentes de chumbo
Solidão palavra cavada no coração
Resignado e mudo
No compasso da desilusão
| Desilusão, desilusão
| Danço eu dança você
| Na dança da solidão
Camélia ficou viúva, Joana se apaixonou
Maria tentou a morte, por causa do seu amor
Meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado
Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado
|
Quando vem a madrugada, meu pensamento vagueia
Corro os dedos na viola, comtemplando a lua cheia
Apesar de tudo existe, uma fonte de água pura
Quem beber daquela água, não terá mais amargura
|
Dança de Shiva
Dança de Shiva
Repare a dança de Shiva
Enquanto a reta se curva
Cai chuva da nuvem de pó
Fraude do Thomas
Repare a fraude do Thomas
Os deuses todos em coma
Enquanto Exú não dá o nó
Nó se dá um só
Se dói de dó
Se moi na mó
Pulverizar
Se foi na vó
No neto irá
Não, não irá
Quiçá morrerão
Deuses em coma
Homens em vão
Pela ciência
Pela canção
Deuses do sim
Deuses do não
Quem me vir dançar
Verá que quem dança é Shiva
Quem dança, quem dança é Shiva
Quem me vir já não me verá
Verá no Thomas
Por trás da fraude do Thomas
Alguns verazes sintomas
De um passageiro mal-estar
Dancin' Days
(Nelson Motta/Rubens Queiróz)
Abra suas asas
Solte suas feras
Caia na gandaia
Entre nessa festa
Me leve com você
Seu sonho mais louco
Eu quero ver seu corpo
Lindo, leve e solto
A gente às vezes
Sente sofre dança
Sem querer dançar
Na nossa festa vale tudo
Vale ser alguém como eu como você
Abra suas asas...
| Dance bem, dance mal, dance sem parar
| Dance bem, dance até sem saber dançar
| Na nossa festa vale tudo
| Vale ser alguém como eu como você
(|)
Daniel na Cova dos Leões
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo:
De amargo e então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve
E forte e cego e tenso fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão:
Teu corpo é o meu espelho e em ti navego
E sei que tua correnteza não tem direção.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz, quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos.
Daquilo que Eu Sei
(Ivan Lins/Vitor Martins)
Daquilo que eu sei
Nem tudo me deu clareza
Nem tudo foi permitido
Nem tudo me deu certeza
Daquilo que eu sei
Nem tudo foi proibido
Nem tudo me foi possível
Nem tudo me foi concebido
Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Cheirei, toquei, provei
Ah! Eu usei todos os sentidos
Só não lavei as mãos
E é por isso que eu me sinto
Cada vez mais limpo
Cada vez mais limpo
Cada vez mais...
Limpo...
Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Um dia areia branca seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos a água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir prá ver você chegar
E ao se sentir em casa, sorrindo vai chorar
| Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
| Uma história prá contar de um mundo tão distante
| Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
| Um soluço e a vontade de ficar mais um instante
As luzes e o colorido que você vê agora
Nas ruas por onde anda, na casa onde mora
Você olha tudo e nada lhe faz ficar contente
Você só deseja agora, voltar prá sua gente
|
Você anda pela tarde e o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito uma saudade um sonho
Um dia vou ver você chegando num sorriso
Pisando a areia branca que é seu paraíso
|
Dedicado a Você
(Dominguinhos/Nando Cordel)
Vem
Se eu tiver você no meu prazer
Se pudesse ficar com você
Todo o momento, em qualquer lugar
Ah!
Se no desejo você fosse o amor
Durante o frio fosse o calor
Na minha lua, você fosse o mar
Vem, meu coração se enfeitou de céu
Se embebedou na luz do teu olhar
Queria tanto ter você aqui!
Ah! se teu amor fosse igual ao meu
Minha paixão ia brilhar, e eu
Completamente ia ser feliz!
De Frente pro Crime
Tá lá o corpo estendido no chão
Em vez de rosto a foto de um gol
Em vez de reza uma praga de alguém
E um silêncio servindo de amém
O bar mais perto depressa lotou
Malandro junto com trabalhador
Um homem subiu na mesa do bar
E fez dircurso pra vereador
Veio o camelô vender anel
Cordão, perfume barato
Baiana vai fazer pastel
E um bom churrasco de gato
Quatro horas da manhã baixou
Um santo na porta-bandeira
E amoçada resolveu parar
E então...
Tá lá o corpo estendido no chão
Em vez de rosto a foto de um gol
Em vez de reza uma praga de alguém
E um silêncio servindo de amém
Sem pressa foi cada um pro seu lado
Pensando numa mulher ou num time
Olhei o corpo no chão e fechei
Minha janela de frente pro crime
Veio o camelô vender anel
Cordão, perfume barato
Baiana vai fazer pastel
E um bom churrasco de gato
Quatro horas da manhã baixou
Um santo na porta-bandeira
E a moçada resolveu parar
E então...
Deixa
(Baden Powell/Vinícius de Moraes)
Deixa
Fale quem quiser falar, meu bem
Deixa
Deixe o coração falar também
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Então a gente deixa, deixa, deixa, deixa
Ninguém vive mais do que uma vez
Deixa
Diz que sim prá não dizer talvez
Deixa
paixão também existe
Deixa
Não me deixe ficar triste
Deixa Chover
Certos dias de chuva
Nem é bom sair de casa ,agitar
é melhor dormir
Se você tentou e não aconteceu valeu
Infelizmente nem tudo é
Exatamente como a gente quer
As pessoas sempre têm chance de jogar
De novo e errar
ver o que convém
Receber alguém
no seu coração , ou não
Infelizmente nem tudo é
Exatamente como a gente quer
Deixa chover ô ô ô
deixa a chuva molhar
Dentro do peito tem um fogo ardendo
Que nuca vai se apagar
Deixa chover
Deixa a chuva molhar
Dentro do peito tem um fogo ardendo
Que nunca, nada,
nada vai apagar.
Deixa Clarear
(Jorge de Altinho/Joãozinho Soares)
| Quero ver amanhecer
| Deixa o dia clarear
| Eu quero ver poeira nessa brincadeira
| Até o sol raiar
(repete)
Vim de tão longe pra ficar contigo
E pra ficar comigo vieste também
Deixa o forró chegar de manhãzinha
Hoje és minha e eu sou teu meu bem
Tô satisfeito coração no peito
Batendo desse jeito
É grande emoção
Deixa o amor matar essa saudade
Que felicidade "eita" tentação
(refrão)
Deixar Você
Deixar você ir
Não vai ser bom, não vai ser
Bom pra você, nem melhor pra mim
Pensar que é só
Deixar de ver e acabou
Vai acabar muito pior
Pra que mentir e
Fingir que o horizonte
Termina ali defronte
E a ponte acaba aqui?
Vamos seguir
Reinventar o espaço
Juntos manter o passo
Não ter cansaço
Não crer no fim
O fim do amor, oh, não
Alguma dor, talvez sim
Que a luz nasce na escuridão
Deixe a Menina
Não é por estar na sua presença meu prezado rapaz
Mas você vai mal, mas vai mal demais
São dez horas, o samba tá quente
deixe a morena contente
deixe a menina sambar em paz
Eu não queria jogar confete, mas tenho que dizer
'cê tá de lascar, cê tá de doer
e se vai continuar enrustido
com essa cara de marido
a moça é capaz de se aborrecer
Por trás de um homem triste há sempre uma mulher feliz
e atrás dessa mulher mil homens sempre tão gentis
Por isso para o seu bem
ou tire ela da cabeça ou mereça a moça que você tem
Não sei se é pra ficar exultante meu querido rapaz
Mas aqui ninguém o agüenta mais
São três horas o samba tá quente
deixe a morena contente
deixe a menina sambar em paz
Delícia para Ti
(Tuninho Villas/Antônio Braga)
Ha! Ha! Delícia
Vilas do Atlântico
Barra, Arpoador ê
Cabo Frio, Arraial, Parati
Ha! Ha! Delícia
Vilas do Atlântico
Barra, Arpoador ê
Copa, Posto Nove, é lá que rola o som
Caminhando por aqui e por ali
Nas praias do deserto
Saquarema, Muriqui, Peró, Ilha do Melo
Jeriquaquara, Ibicuí, que eu te conheci
Foi ali
Numa duna nem me lembro se foi lá
Foi Tramandaí, Praia do Forte, Geribá
Me fiz amante, quando pude lhe beijar
Na Pedra do Elefante, Maricá
Ha! Ha! Delícia
Aldeia na areia
Morena sereia
Beleza do mar
Andando por ali entrando lá
Em Itacoatiara lindas deusas moram lá
Trancoso, Camboinhas, Itaipu, Prainha
Itaúna, Ipanema e Guarujá
Cantando quase entro em apuros
No Arraial da Ajuda,
Dentro de Porto Seguro
Morri de susto
Uma gatinha nuazinha me disse:
Passe óleo no meu busto
Ha! Ha! Delícia, aldeia na areia
Morena, sereia, beleza do mar
Vilas do Atlântico, Barra, Arpoador ê ê
Jaguaribe, Aleluia, Salvador
Pê - Pê - Pê pino, Iparana
Pituba, Icaraí
Cabo Frio, Arraial, Parati
Canoa Quebrada, Morro de São Paulo
Praia do Futuro, Leblon
Chiclete com Banana é quem faz esse som
Você que está curtindo ainda tem mais de mil
Essa onda toda é litoral do Brasil
Demais
(Tom Jobim/Aloysio de Oliveira)
Todos acham
QUe eu falo demais
E que ando bebendo demais
Que esta vida agitada
Não serve pra nada
Andar por aí, bar em bar
Bar em bar
Dizem até que ando rindo demais
E que conto anedotas demais
Que eu não largo cigarro
E dirijo meu carro
Correndo, chegando num mesmo lugar
Ninguém sabe
É que isto acontece
Porque vou passar minha vida
Esquecendo você
E a razão porque vivo estes dias banais
E porque ando triste
Ando triste demais
É por isso que eu falo demais
É por isso que eu bebo demais
E a razão porque eu vivo essa vida
Agitada demais
É porque o meu amor por você
É tão grande
O meu amor por você é imenso
É porque o meu amor por você é enorme
Demais
De Mais Ninguém
(Marisa Monte/Arnaldo Antunes)
Se ela me deixou, a dor
é minha só, não é de mais ninguém.
Aos outros eu devolvo a dó,
Eu tenho a minha dor.
Se ela preferiu ficar sozinha,
ou já tem um outro bem.
Se ela me deixou a dor é minha,
a dor é de quem tem.
| É meu troféu, é o que restou,
| é o que me aquece sem me dar calor.
| Se eu não tenho o meu amor,
| eu tenho a minha dor.
A sala, o quarto, a casa está vazia,
a cozinha, o corredor.
Se nos meus braços ela não se aninha,
a dor é minha.
| É o meu lençol, é o cobertor,
| É o que me aquece sem me dar calor.
| Se eu não tenho o meu amor
| eu tenho a minha dor (...)
O Dengo que a Nega Tem
É dengo, é dengo, é dengo, meu bem
O dengo que a nega tem
Tem dengo no remelexo, meu bem
Tem dengo no falar também
Quando se diz que no falar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo, tem
Quando se diz que no andar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo, tem
Quando se diz que no sorrir tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo, tem
Quando se diz que no sambar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo, tem
É dengo, é dengo, é dengo, meu bem
O dengo que a nega tem
Tem dengo no remelexo, meu bem
Tem dengo no falar também
Quando se diz que no quebrar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo, tem
Quando se diz que no bulir tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo, tem
Quando se diz que no cantar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo, tem
Quando se diz que no olhar tem dengo
Tem dengo, tem dengo, tem dengo, tem
É no mexido, é no descanço, é no balanço
É no jeitinho requebrado que essa nega tem
Que todo mundo fica enfeitiçado
E atrás do dengo dessa nega
Todo mundo vem
De Noite na Cama
De noite na cama
Eu fico pensando
Se você me ama
E quando
Se você me ama
Eu fico pensando
De noite na cama
E quando
De dia eu faço graça
Pra não dar bandeira
Não deixo você ver
De dia tudo passa
Como brincadeira
Por longe de você
Por onde você mora
Pare se demora
Por hora não vou ter
Coragem de dizer
Mas há de haver a hora
Se você for embora
Agora...
Dentro de Você
Você é um Deus vivo
Então se liga porque essa vida é uma ida só
E foi para tantos que deixaram sempre tudo pra depois
E não estão mais aqui
Para poder chorar sorrir lutar sentir ganhar perder sofrer
Viver enfim
Porque o fim pra eles já chegou
Pra alguns antes do tempo pra outros depois que muito tempo passou
Mas todos têm seu tempo e a verdade é essa
Na hora em que a morte aparece por perto nada mais nos interessa
Tanto quanto a vontade de continuar respirando
Não há razão pra lembrar por exemplo quanto dinheiro estamos deixando
Não se pensa no carro nem mesmo na casa isso é tudo merda
Só pensamos nos planos que não realizamos pois da vida nada se leva
"Já era, e quantos sonhos não concretizei
Diziam que quem espera sempre alcança então eu esperei
Mas não alcancei"
É o que eles dizem quando chegam ao fim da linha
A mediocridade foi sua única conquista mas não será a minha
Pois como um alpinista eu subo aos poucos e busco o topo e busco a essência
Da minha existência
Se a gente num vence a montanha ao menos se ganha experiência
"Às vezes numa derrota se encontra a chave da próxima vitória.
Essa mensagem é importante você ouvir" então ouça agora
Muitos não escutam ou não entendem o que é simples demais
E quando encontram algo complexo e complicado vão correndo atrás
Se enrolam mais e mais
Tentando compreender
O que se passa com eles comigo e com você você você e você
Pois todo mundo é igual e no fundo nós somos crianças
Aprendemos a dar importância às diferenças mas não percebemos nossas semelhanças
Vivemos no mesmo planeta e ainda somos estranhos no mesmo ninho
Procuramos etês e cometas mas não conhecemos os nossos vizinhos
Que vida é essa a minha? Que vida é essa a sua?
O homem foi a lua mas a guerra continua
Qual é o preço do pregresso? Pra onde estamos indo?
Às vezes que nem Rita Lee eu penso que: "um dia eu quer ser índio"
Pois o tempo é um rio e jogamos tanto lixo nele e ele sempre varre
Mas quando o rio seca aí já é tarde demais
Então...
Aprenda a viver
Descanse quando morrer
Tudo que você precisa está dentro de você
Porque esperar um milagre dos céus que "diz que Deus dará"
O maior milagre que Deus nos dá é a capacidade de respirar
A V.I.D.A que um dia Ele vai tirar
Então (viva) intensamente a sua enquanto dá
Não tente viver a vida dos outros porque isto é muito escroto
Quando cê vê você tá morto e a sua vida foi embora esgoto a dentro
Mas o momento é sempre esse e a hora é agora
Não perde seu tempo acorda porque há tanta vida lá fora
E aqui dentro... como uma onda... cê vai se afogar
Depois que vira espuma é menos uma
Que não volta a se formar
Então não deixe a sua onda passar não deixe a sua onda passar
É um mar que tem onda pra todos
Mas não deixe ninguém dominar a sua
Você é uma obra prima e não precisa depender
De ninguém, nem um, nem dez, nem cem, pra completar o seu ser
Se der sorte antes da morte pode encontrar aquela tão sonhada cara-metade mas não durma enquanto espera
Cê tem sua própria vida pra viver
Desde feto
Amores te complememtam e te dão afeto mas cê sozinho já é completo. E poderoso
Acredite
Existe um lugar em você onde é impossível que qualquer poder se infiltre
Ninguém pode te roubar
O que está dentro do seu coração da mente e da A.L.M.A.
Calma é bom mas muita calma é perigoso
Muitos esperam até o final por um sinal misterioso
Que nos guie do mal para o bem
Mas às vezes o sinal não vem
E você só sai dessa situação quando passa dessa pra melhor
Pro além
Pro desconhecido
Pro sono eterno
E é ai que cê ta perdido e encontra o verdadeiro inferno
Chegando a conclusão de que morreu e não viveu
Sua vida foi em vão
E só na morte você percebeu
Foi um erro um grande erro que não dá pra consertar
Agora cê chora sem forças
Tá indo embora e não pode voltar
Não consegue gritar
Tá sufocado
No mais amargo sofrimento
Sem ar
Sem paz
Arrependido de não ter vivido
Gritando por dentro: "Ainda é cedo!" (sua hora chegou cumpádi)
"Ainda é cedo" (agora é tarde)
Aceite a morte
Faz parte da vida
Mas se o seu peito ainda bate que bata forte. Viva!
Aprenda a viver
Descanse quando morrer
Tudo que você precisa está dentro de você
De Ouro e Marfim
Aqui estamos reunidos
À beira-mar
Nesta noite de Ano Novo
Nesta festa de Iemanjá
Pra prestar nossa homenagem
De coração
Ao patrono dessa ordem
Venerável da canção
Curumim da mata virgem
De ouro e marfim
Brasileiro de Almeida
Antonio Carlos Jobim
Ê, babá, ê, babá, ê
Antonio Carlos Jobim
Ê, babá, ê, babá, ê
Antonio Carlos Jobim
De Palavra em Palavra
(Miltinho/Maurício Tapajós/Paulo César Pinheiro)
Manhã tão bonita manhã
E muita calma pra pensar
Eu amei ai de mim muito mais
Do que devia amar
Sim, fiz projetos, pensei
Mas esse mundo é cheio
De maldade e ilusão
Pra que trocar sim por não
Se o resultado é solidão
O amor, o sorriso e a flor
Meu sabiá meu violão
O que ficou pra machucar meu coração
Pois é, tantos versos eu fiz
Dizendo a todo mundo
O que ninguém diz
Alimentei a ilusão de ser feliz
O amor é a coisa mais triste
Quando se desfaz
Dói no coração de quem sonhou demais
Eu vivo sonhando ah! que insensatez
Até você voltar outra vez
Eu tenho esse amor para dar
Agora o que é que eu vou fazer
Porque esse é o maior
Que você pode encontrar
Mas de conversa em conversa
Eu só quis dizer
De palavra em palavra
João Gilberto um abraço em você
Depois do Prazer
(Chico Roque/ Sérgio Caetano)
Tô fazendo amor com outra pessoa
Mas meu coração vai ser pra sempre teu
O que o corpo faz a alma perdoa
Tanta solidão quase me enlouqueceu
Vou falar que é amor
Vou jurar que é paixão
E dizer o que sinto com todo carinho pensando em você
Vou fazer o que for
E com toda emoção
A verdade é que eu minto que vivo sozinho não sei te esquecer
E depois acabou
Ilusão que eu criei
Emoção foi embora e a gente só pede pro tempo correr
Já não sei quem me amou
Que será que eu falei
Da pra ver nessa hora que amor só se mede depois do prazer
Fica dentro do meu peito sempre com saudade
Só pensando no teu jeito eu amo de verdade
E quando o desejo vem é teu nome que eu chamo
Posso até gostar de alguém mas é você que eu amo
Derradeira Primavera
(Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
Põe a mão na minha mão
Só nos resta uma canção
Vamos, volta, o mais é dor
Ouve só uma vez mais
A última vez, a última voz
A voz de um trovador
Feche os olhos devagar
Vem e chora comigo
O tempo que o amor não nos deu
Toda a infinita espera
O que não foi só teu e meu
Nessa derradeira primavera
Derretendo Satélites
(Herbert Vianna/Paula Toller)
Abro com as mãos, te deixo olhar
Te levo pra dentro devagar
Sempre venho aqui nesse lugar
Tomar xerez da tua boca
Provar o sal do mar, mostrar um verso
Provar um amor eterno
Onde a sua mão está agora
A minha você sabe bem
Quanto mais tempo demora
Mais violento vem
Falando absurdos
Virando a noite
Perdendo senso
Derretendo satélites
Falando tudo
Voando a noite
Ouvindo estrelas
Derretendo satélites
Uma vez, dez, quinze, vinte, tanto faz
Não tenho mais nada pra fazer
Estou aqui pensando em você
Deixando a água correr
Provei o mar, mostrei um outro verso
Provei um amor eterno
Onde a sua mão está agora
A minha você sabe bem
Quanto mais tempo demora
Mais violento vem, meu bem
Desafinado
Se você disser que eu desafino, amor
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Só privilegiados tem ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
Se você insiste em classificar
Meu comportamento de antimusical
Eu, mesmo mentindo devo argumentar
Que isso é bossa nova, que isso é muito natural
O que você não sabe, nem sequer pressente
É que os desafinados também tem coração
Fotografei você na minha Rolleiflex
Revelou-se a sua enorme ingratidão
Só não poderá falar assim do meu amor
Este é o maior que você pode encontrar, viu!
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados,
No fundo do peito, bate calado...
No peito dos desafinados
Também bate um coração!
Desalento
(Chico Buarque/Vinícius De Moraes)
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim
Diz que eu estive por pouco
Diz a ela que estou louco
Pra perdoar
Que seja lá como for
Por amor
Por favor
É pra ela voltar
Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu rodei
Que eu bebi
Que eu caí
Que eu não sei
Que eu só sei
Que cansei, enfim
Dos meus desencontros
Corre e diz a ela
Que eu entrego os pontos
O Descobridor dos Sete Mares
Uma luz azul me guia com a firmeza e os lampejos do farol
E os recifes lá de cima me avisam dos perigos de chegar
Angra dos Reis e Ipanema, Iracema, Itamaracá
Porto Seguro, São Vicente
Braços abertos sempre a esperar
| Pois bem cheguei, quero ficar bem à vontade
| Na verdade eu sou assim
| Descobridor dos Sete Mares, navegar eu quero
Uma luz me ilumina com a clareza e o brilho do cristal
Transando as cores desta vida vou colorindo a alegria de chegar
Boa Viagem, Ubatuba, Grumari, Leme e Guarujá
Praia Vermelha, Ilha Bela, braços abertos sempre a esperar
|
Desculpe, Mas Eu Vou Chorar
As luzes da cidade acesa
Clareando a foto sobre a mesa
E eu comigo aqui trancado
Nesse apartamento
Olhando o brilho dos faróis
Eu me pego a pensar em nós
Voando na velocidade do meu pensamento
E saio a te procurar
Nas esquinas, em qualquer lugar
E às vezes chego a te encontrar
Num gole de cerveja
E quando vem a lucidez
Estou sozinho outra vez
E então eu volto a conversar
Com minha tristeza
Vou chorar
Desculpe, mas eu vou chorar
Não ligue se eu não te ligar
Faz parte dessa solidão
Desculpe o Auê
(Rita Lee/Roberto de Carvalho)
Desculpe o auê,
Eu não queria magoar você,
Foi ciúme sim,
Fiz greve de fome, guerrilhas, motim,
Perdi a cabeça, esqueça!
Da próxima vez eu me mando,
Que se dane meu jeito inseguro,
Nosso amor vale tanto,
Por você vou roubar os anéis de Saturno!
Desde que o Samba é Samba
A tristeza é senhora,
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura,
a noite e a chuva que cai lá fora
| Solidão apavora,
| tudo demorando em ser tão ruim
| Mas alguma coisa acontece,
| no quando agora em mim
| Cantando eu mando a tristeza embora
O samba ainda vai nascer,
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer,
veja o dia ainda não raiou
O samba é o pai do prazer,
o samba é o filho da dor
O grande poder transformador
Desencontro
A sua lembrança me dói tanto
Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual
Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem porto final
Retrato sem cor
Jogado aos meus pés
E saudades fúteis
Saudades frágeis
Meros papéis
Não sei se você ainda é a mesma
Ou se cortou os cabelos
Rasgou o que é meu
Se ainda tem saudades
E sofre como eu
Ou tudo já passou
Já tem um novo amor
Já me esqueceu
Desenho de Giz
Quem quer viver do amor
Mas não quer de suas marcas
Qualquer cicatriz
É ilusão, meu amor não é risco na areia, desenho de giz
Eu sei o que vocês vão dizer
A questão é querer, desejar, decidir
Aí diz o meu coração:
-Que prazer tem bater se ela não vir?
Aí minha boca me diz:
-Que prazer tem sorrir se ela não me sorri também?
Quem pode querer ser feliz se não for por um bem de amor?
Eu sei o que vocês vão dizer
A questão é querer, desejar, decidir
-E o que vou sonhar só querendo espantar a dor?
Quem pode querer ser feliz se não for por amor?
Desesperar Jamais
Desesperar, jamais
Aprendemos muitos nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada, nada, nada de esquecer
No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora acho que chegou a hora de fazer
Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo
O de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito
Não levanta mais
Deslizes
Não sei porque
Insisto tanto em te querer
Se você sempre faz de mim o que bem quer
Se ao teu lado sei tão pouco de você
É pelos outros que eu sei quem você é
Eu sei de tudo com quem andas
Aonde vais
Mas eu disfarço o meu ciúme
Mesmo assim
Pois aprendi que o meu silêncio vale mais
E desse jeito eu vou trazer você pra mim
E como prêmio eu recebo o teu abraço
Subornando o meu desejo tão antigo
E fecho os olhos para todos
Os teus passos
Me enganando só assim somos amigos
Por quantas vezes me dá raiva te querer
Em concordar com tudo o que você me faz
Já fiz de tudo pra tentar te esquecer
Falta coragem para dizer que nunca mais
Nós somos cúmplices, nós dois
Somos culpados
No mesmo instante em que teu corpo
Toca o meu
Já não existe nem o certo nem errado
Só o amor que por encanto aconteceu
E é só assim que eu perdôo os teus deslizes
E é assim o nosso jeito de viver
Em outros braços tu resolves tuas crises
Em outras bocas
Não consigo te esquecer
Desordem
(Sérgio Britto/Marcelo Fromer/Charles Gavin)
Os presos fogem do presídio,
Imagens na televisão
Mais uma briga de torcidas,
Acaba tudo em confusão
A multidão enfurecida,
Queimou os carros da polícia
Quando estão fora de controle
Não são a regra exceção
Não é tentar o suicídio
Querer andar na contramão?
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Não sei se existe mais justiça,
Nem quando é pelas próprias mãos
Nas invasões nos Linchamentos
Como não ver contradição?
Não sei se tudo vai arder
Igual a um líquido inflamável
O que mais pode acontecer
Neste país rico no entanto miserável
Em que pese isso sempre há, graças a deus
Quem acredite no futuro...
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
É seu dever manter a ordem,
É seu dever de cidadão,
Mas o que é criar desordem,
Quem é que diz o que é ou não?
São sempre os mesmos governantes,
Os mesmos que lucraram antes
Põe a esperança lado a lado
Às filas de desempregados
Que tudo tem que virar óleo
Pra por na máquina do estado
Quem quer manter a ordem?
Quem quer criar desordem?
Detalhes
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo em sua vida
Eu vou viver
Detalhes tão pequenos de nós dois
São coisas muito grandes pra esquecer
E a toda hora vão estar presentes
Você vai ver
Se um outro cabeludo aparecer
Na sua rua
E isto lhe trouxer saudades minhas
A culpa é sua
O ronco barulhento do seu carro
A velha calça desbotada, ou coisa assim
Imediatamente você vai lembrar de mim
Eu sei que um outro deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor como eu falei
Mas eu duvido
Duvido que ele tenha tanto amor
E até os erros do meu português ruim
E nessa hora você vai
Lembrar de mim
A noite envolvida no silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura o meu retrato
Mas da moldura não sou eu quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
E tudo isso vai fazer você
Lembrar de mim
Se alguém tocar seu corpo como eu
Não diga nada
Não vá dizer meu nome sem querer
À pessoa errada
Pensando ter amor nesse momento
Desesperada você tenta até o fim
E até nesse momento você vai lembrar de mim
Eu sei que esses detalhes vão sumir,
Na longa estrada
No tempo que transforma todo amor
Em quase nada
Mas quase também é mais um detalhe
Um grande amor não vai morrer assim
Por isso, de vez em quando, você vai
Lembrar de mim
Não não adianta nem tentar me esquecer...
Durante muito tempo em sua vida eu vou viver
De Todas as Maneiras
De todas as maneiras
Que há de amar
Nós já nos amamos
Com todas as palavras feitas pra sangrar
Já nos cortamos
Agora já passa da hora
Tá lindo lá fora
Larga a minha mão
Solta as unhas do meu coração
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Quando entra o verão
De todas as maneiras que há de amar
Já nos machucamos
Com todas as palavras feitas pra humilhar
Nos afagamos
Agora já passa da hora
Tá lindo lá fora
Larga a minha mão
Solta as unhas do meu coração
Que ele está apressado
E desanda a bater desvairado
Quando entra o verão
Dê Um Grito Aí
Ê o amor
O camaleão se
Apaixonou
Trocou sua pele
Sensual e colorida
Pra ficar mais bonito
Na avenida
E daí, meu bem
Você pode gritar
Há! Que beijo bom
Meu amor só você vai
Me dá
Ê ê eu quero levar
Você
Pra mim
Tu és a linda flor
Hoje eu vou te amar
Dê um grito aí
Faça a festa pra
Valer, Lê lê
Quero ver você
Dançar
Quero relaxar e
Responder
Te amo
Deus (Apareça na Televisão)
(George Israel/Sérgio Dias/Paula Toller)
Sim ele é Deus
E eu sou louca
Mas ninguém desconfia,
Pois disfarçamos muito bem,
Somos imortais
Somos imortais
A morte não existe
Eu vou rezar
Ligar o rádio
Ficar invisível
Pois nada vai te atrapalhar
Nada vai te atrapalhar
Prá me seduzir
Quero te encontrar
Deus, por favor
Apareça na televisão
Quero te beijar
A Deusa da Minha Rua
(Nilton Teixeira/Aldo Cabral)
A deusa da minha rua
Tem uns olhos onde a lua
Costuma se embriagar
Nos seus olhos eu suponho
Que a luz dos dourados sonhos
Vai claridade buscar
Minha rua é sem graça
Mas quando por ela passa
Seu vulto que me seduz
A ruazinha modesta
É uma paisagem de festa
É uma cascata de luz
Na rua uma poça d`água
Espelho da minha mágoa
Transporta o céu para o chão
Tal qual o chão da minha vida
A minh`alma comovida
E o meu pobre coração
Espelho da minha mágoa
Meus olhos são poças d`água
Sonhando com seu olhar
Ela é tão rica e eu tão pobre
Eu sou plebeu, ela é nobre
Não vale a pena sonhar
Deusa do Asfalto
Um dia sonhei um porvir risonho
E coloquei o meu sonho
Num pedestal bem alto
Não devia e por isso me condeno
Sendo do morro e moreno
Amar a deusa do asfalto
Um dia ela casou com alguém
Lá do asfalto também
E dizem que bem me quer
E eu triste boêmio da rua
Casei-me também com a lua
Que ainda é minha mulher
E cantando que carrego a minha cruz
Abraçado ao amigo violão
E a noite de luar já não tem luz
Quem me a braça é a negra solidão
É, é, é, é, é, é cantando que afasto do coração
Esta mágoa que ficou daquele amor
Se não fosse o amigo violão
Eu morria de saudade e de dor.
Deuses da Avenida
(Uma homenagem ao bloco “Os Internacionais”)
(Wadinho/João Fernandes/Rey)
É com esse brilho no olhar
Que eu vou te abraçar
Ao passar na avenida
Quero sentir teu calor
Sentir teu amor, ser feliz
E se rolar algo mais
Num toque de gratidão
Eu sou Internacionais
Como deuses da avenida
Dono do teu coração
Eu vou querer te encontrar
Te dar um cheiro
Pegar tua boca e beijar
Dar um aperto
Sei que você vai gostar
Desse teu nego
Que vai fazer tão bem
Fazer hem... hem... hem...
Deus lhe Pague
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"
Pela pida no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscar-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague
Devagar
Quem for feliz no amor que levante o dedo
e me responda sem medo se verdade for
Quem já bebeu dessa água e banhou-se no rio
sabe o gosto que sentiu, a marca que ficou
Quando a paixão corre fundo por dentro da gente
tantas são as ilusões para um só sonhador
Enquanto a cabeça não sabe o coração não sente
navega o corpo vadio em mares de amor
|Devagar que o santo é de barro,
|devagar que ele pode cair
Devagar, Devagarinho
| É devagar
| É devagar
| É devagar é devagar devagarinho
| É devagar
| É devagar
| É devagar é devagar devagarinho
Devagarinho é que a gente chega lá
Se você não acredita você pode tropeçar
E tropeçando o seu se arrebenta
Com certeza não aguenta
E vai xingar
(|)
Eu conheci um cara
Que queria o mundo abarcar
Mas de repente deu com a cara no asfalto
Se virou olhou pro alto
Com vontade de chorar
(|)
Sempre me deram a fama
De ser muito devagar
E desse jeito vou driblando os espinho
Vou seguindo o meu caminho
Sei aonde vou chegar
(|)
De Volta pro Aconchego
(Dominguinhos/Nando Cordel)
Estou de volta pro meu aconchego
Trazendo na mala bastante saudade
Querendo um sorriso sincero, um abraço
Pra aliviar meu cansaço
E toda essa minha vontade
Que bom poder tá contigo de novo
Roçando teu corpo beijando você
Pra mim, tu és a estrela mais linda
Seus olhos me prendem e fascinam
A paz que eu gosto de ter
É duro ficar sem você
Vez em quando
Parece que falta um pedaço de mim
Me alegro na hora de regressar
Parece que vou mergulhar
Na felicidade sem fim.
Devolva-Me
(Renato Barros/Lilian Knapp)
Rasgue as minhas cartas
E não me procure mais
Assim será melhor meu bem
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
Deixe-me sozinho
Porque assim eu viverei em paz
Quero que sejas bem feliz
Junto do seu novo rapaz
O retrato que eu te dei
Se ainda tens não sei
Mas se tiver devolva-me
Dia Branco
(Geraldo Azevedo/Renato Rocha)
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo
Eu te prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto esse canto de amor
Se você quiser e vier
Por que der e vier comigo.
Um Dia de Cão
(Enriquez/Bardotti - versão: Chico Buarque)
Apanhar a bola-la
Estender a pata-ta
Sempre em equilíbrio-brio
Sempre em exercício-cio
Corre, cão de raça
Corre, cão de caça
Corre, cão chacal
Sim, senhor
Cão policial
Sempre estou
Às ordens, sim, senhor
Bobby, Lulu,
Lulu, Bobby
Snoopy, Rocky
Rex, Rintintin
Lealdade eterna-na
Não fazer baderna-na
Entrar na caserna-na
O rabo entre as pernas-nas
Volta, cão de raça
Volta, cão de caça
Volta, cão chacal
Sim, senhor
Cão policial
Sempre estou
Às ordens, sim, senhor
Bobby, Lulu
Lulu, Bobby
Snoopy, Rocky
Rex, Rintintin
Bobby, Lulu
Lulu, Bobby
Snoopy, Rocky
Estou às ordens
Sempre, sim, senhor
Fidelidade
À minha farda
Sempre na guarda
Do seu portão
Fidelidade
À minha fome
Sempre mordomo
E cada vez mais cão
Dia de Festa
(versão: Edgard B. Poças)
Quando o dia tem cheiro de festa
Ser feliz é muito bom
Sonho brilham no meio da testa
Bate forte o coração
Quando chega a hora do bolo
Todo mundo dá as mãos
Enche o peito e sopra as velas
Feito um furacão
Nós queremos viver
Brincar, deitar e rolar
Queremos uma festa
Que dure a noite inteira
E que a vida tenha
Um pouco mais de brincadeira
Vem cá, meu coração
Esqueça já da hora
Me dê a sua mão não vá embora.
Atirei um pau no gato to to
Mas o gato to
Não morreu reu reu
Dona Chica ca
Admirou-se se
Do berrou do berrou
Que o gato deu.
Dia dos Pais (Mi Amigo Felix)
(F. Don Diego, A. Araujo/versão: Edgard B. Poças)
Um passarinho
Me acordou cedinho
Cantando lindo
Que nem rouxinol
E o céu sorrindo
Azul, azul, limpinho
Abriu caminho
Pra passar o sol
Um dia lindo
Com todas as cores
Um arco-íris
Garantiu que sai
E o bem-te-vi disse
Que viu as flores
Vindo enfeitar
O dia do papai
Amigo velho
Eu queria falar
Meu velho amigo
Foi tão bom te encontrar
Amigo velho
Eu te amo demais
Meu velho amigo
Todo dia é dos pais
Eu convidei o gato
E o cachorro
Nem um amigo
Vai poder faltar
Super-herói, também
Tarzan e Zorro
E o Pererê não vai poder mancar
Vai ter pelada
E muita brincadeira
Toda alegria vem nos visitar
Queria tanto
Que esta festa inteira
Fosse um presente
Pra poder te dar
Diamante Verdadeiro
Nesse universo todo de brilhos e bolhas
Muitos beijinhos, muitas rolhas
Disparadas nos pescoços das Chandon
Não cabe um terço de meu berço de menino
Você se chama grã-fino e eu afino
Tanto quanto desafino do seu tom
Pois francamente meu amor
Meu ambiente é o que se instaura de repente
Onde quer que chegue, só por eu chegar
Como pessoa soberana nesse mundo
Eu vou fundo na existência
E para nossa convivência
Você também tem que saber se inventar
Pois todo toque do que você faz e diz
Só faz fazer de Nova Iorque algo assim como Paris
Enquanto eu invento e desinvento moda
Minha roupa, minha roda
Brinco entre o que deve e o que não deve ser
E pulo sobre as bolhas da champanhe que você bebe
E bailo pelo alto de sua montanha de neve
Eu sou primeiro, eu sou mais leve, eu sou mais eu
Do mesmo modo como é verdadeiro
O diamante que você me deu.
Diana (Beguin)
(Paul Anka - Versão de Fred Jorge)
Não te esqueças, meu amor
Que quem mais te amou fui eu
Sempre foi o teu calor
Que minh'alma aqueceu
E no sonho para dois viveremos a cantar
A cantar o amor, Diana
Nos teus braços, sem querer
Quase sempre vou parar
Não consigo te esquecer
Oh! Diana, vem sonhar
E eu te quero, meu amor
Vem trazer-me o teu calor
Vem viver prá mim, Diana
Vem querida, minha vida
Vem depressa, e eu te espero
E eu te quero, com paixão
Só você (Only you) pode fazer-me feliz,
Só você (Only you) é tudo aquilo que eu quis,
Para mim, tu és a felicidade,
E sem ti, eu vou morrer de saudade,
Vem amor, vem, amor,
Por favor, vem pra mim,
Vem viver,
Pra mim,
Diana.
Diariamente
Para calar a boca: Rícino
Para lavar a roupa: Omo
Para viagem longa: Jato
Para difíceis contas: Calculadora
Para o pneu na lona: Jacaré
Para a pantalona: Nesga
Para pular a onda: Litoral
Para lápis ter ponta: apontador
Para o Pará e o Amazonas: Látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer à tona: Homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria
Para o presente da noiva: Marzipã
Para adidas o conga: Nacional
Para o outono a folha: Exclusão
Para embaixo da sombra: Guarda-sol
Para todas as coisas: Dicionário
Para que fiquem prontas: Paciência
Para dormir a fronha: Madrigal
Para brincar na gangorra: Dois
Para fazer uma toca: Bobs
Para beber uma coca: Drops
Para ferver uma sopa: Graus
Para a luz lá na roça: 220 volts
Para vigias em ronda: Café
Para limpar a lousa: Apagador
Para o beijo da moça: Paladar
Para uma voz muito rouca: Hortelã
Para a cor roxa: Ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser moda: Melancia
Para abrir a rosa: Temporada
Para aumentar a vitrola: Sábado
Para a cama de mola: Hóspede
Para trancar bem a porta: Cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen
Para quem não acorda: Balde
Para a letra torta: Pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: Amnésia
Para estourar pipoca: Barulho
Para quem se afoga: Isopor
Para levar na escola: Condução
Para os dias de folga: Namorado
Para o automóvel que capota: Guincho
Para fechar uma aposta: Paraninfo
Para quem se comporta: Brinde
Para a mulher que aborta: Repouso
Para saber a resposta: Vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: Hipofagi
Para a comida das orcas: Krill
Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você o que você gosta: diariamente
Dias Assim
(Beto Guedes/Chico Amaral)
Céu de janeiro aberto, sol dourado na areia
Rua cheia, a cidade a se animar
Vai pela rua calma, minha alma está desperta
Entra em cada loja aberta, em cada olhar
Alguém me vê
Decerto é meu amor
Ou só a moça simples que canta uma canção
E eu então
Que sou tão só
Deixo a canção
Ao meu redor
Porque jamais se ouviu
Alguém cantar assim, feliz
E tão sozinha no seio da canção
Céu de janeiro intenso, sol suspenso no céu liso
E eu diviso uma cidade a se aninhar
Vai pela praia antiga minha amiga tão dispersa
Vai sobre o tapete persa do areal
Alguém te vê
Decerto é meu amor
Ou mais, a bela estrela no céu do criador
E eu então
Que sou tão só
Quero esse sol
Ao meu redor
Dias assim
Sem direção
No céu sem fim
No coração
E eu então
Que sou tão só
Quero esse sol
Ao meu redor
Dias assim
Dias de paz
No céu sem fim
No coração
Dias de Chuva
("Rainy Days And Mondays" P.Williams/R.Nichols - versão: Beto Guedes/Ronaldo Bastos)
Sim, a gente se desentendeu
Pense não ser bom fugir
Da paixão se proteger
Volta ao normal
Antes de nsacer o sol
Se pintar tristeza, ouça o coração
Vi que ficou cinza a cor do azul
Mas por que chamar a dor
Antes de acontecer
Traga com o Sol
Paz aqui pro coração
Peça pra esse inverno chamar o verão
Bom demais sentir você por perto mesmo sem te ver
Estar feliz a todo tempo
Claro para nós que não há nada mais a se fazer
Fazer voltar os bons momentos
Eu já sei de cor a cor do azul
Passou o vendaval
Voltou a brilhar o Sol
Tudo é amor
Se a paixão nos fez chorar
Não passou de chuvas, chuvas de verão
Bom demais sentir você por perto mesmo sem te ver
Estar feliz a todo tempo
Claro para nós que não há nada mais a se fazer
Fazer voltar os bons momentos
Me perdoa por você chorar
Dias de chuva são
Véspera de tempo bom
Sigo com o Sol
Cai a chuva pelo chão
Deixo a tristeza e ouço o coração
Siga com o Sol
Cai a chuva pelo chão
Deixa a tristeza e ouça o coração
Um Dia Um Adeus
Só você
Pra dar à minha vida a direção
O tom
A cor
Me fez voltar a ver
A luz
Estrela no deserto
A me guiar
Farol no mar
Da incerteza
Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura
Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Pra você me perdoar
Ah, que bom
Seria se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar
O carinho que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais
Ninguém mais
Como ninguém jamais te amou
Ninguém jamais
Te amou, te amou...
...como eu,
Como eu.
Diga Lá, Coração
São coisas dessa vida tão cigana,
caminhos como as linhas dessa mão.
Vontade de chegar e olha eu chegando
e vem esta cigarra no meu peito
já querendo ir cantar noutro lugar.
Diga lá, meu coração, da alegria de rever essa menina
e abraçá-la e beijá-la.
Diga lá, meu coração, conte as histórias das pessoas
nas estradas dessa vida.
Chore essa saudade estrangulada,
fale sem você não há mais nada,
olhe bem nos olhos da morena
e veja lá no fundo a luz daquelaprimavera.
Durma qual criança no seu colo,
sinta o cheiro forte do teu solo,
passe a mão nos seus cabelos negros,
diga um verso bem bonito
e de novo, vá embora.
Diga lá, meu coração, que ela está dentro em meu peito e bem guardada
e que é preciso, mais que, nunca prosseguir.
Diga pra Mim
Teretê, teretê, tetê oba
Teretê, terê vou namorar
Diga prá mim
Se esse sorriso é desejo de me
Namorar
Diga prá mim
Se fica comigo, se vem serenar
Diga prá mim
Se guardas na boca, esse beijo
Que tens prá me dar
Diga prá mim
Que me dera um coração pra te amar
Teretê, teretê, tetê oba
Teretê, terê vou namorar
E sem dizer nada
Encontro o amor
Que abra-me os braços
E eu estou feliz
Monte de pelos, cabelos,
Sorriso, gemidos
Meu corpo aguarda as delícias
Que eu sempre quis
Teu corpo amar eu vou
Me deixa te namorar
Teu corpo amar eu vou
Vou sim, eu vou te amar
Diga que Valeu
Um beijo em você eu
Quero dar
Saudade presa no meu
Coração
Eu ando louco
Alucinado
Muito doido e
Apaixonado por você
É pena que esse amor
Não possa mais ficar
É pena que esse amor
Não vai poder se
Eternizar
| Então diga que valeu
| O nosso amor valeu
| Demais
| Foi lindo, ficou pra
| Trás
(2x)
Faz tanto tempo que
Eu te conheço
Mas você mudou
Comigo
Minha flor bonita,
Minha linda flor
Dindi
(Tom Jobim/Aloysio de Oliveira)
Céu, tão grande é o céu
E bandos de nuvens que passam ligeiras
Prá onde elas vão
Ah! eu não sei, não sei
E o vento que fala nas folhas
Contando as histórias
Que são de ninguém
Mas que são minhas
E de você também
Ah! Dindi
Se soubesses do bem que eu te quero
O mundo seria, Dindi, tudo, Dindi
Lindo Dindi
Ah! Dindi
Se um dia você for embora me leva contigo, Dindi
Fica, Dindi, olha Dindi
E as águas deste rio aonde vão eu não sei
A minha vida inteira esperei, esperei
Por você, Dindi
Que é a coisa mais linda que existe
Você não existe, Dindi
Olha, Dindi
Adivinha, Dindi
Deixa, Dindi
Que eu te adore, Dindi... Dindi
Discussão
(Tom Jobim Jobim/Newton Mendonça)
Se você pretende sustentar opinião
E discutir por discutir
Só pra ganhar a discussão
Eu lhe asseguro, pode crer
Que quando fala o coração
Às vezes é melhor perder
Do que ganhar, você vai ver
Já percebei a confusão
Você quer ver prevalecer
A opinião sobre a razão
Não pode ser, não pode ser
Pra que trocar o sim por não
Se o resultado é solidão
Em vez de amor, uma saudade
Vai dizer quem tem razão
Disparada
Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
A morte o destino tudo, a morte o destino todo
Estava fóra de lugar, eu vivo pra consertar.
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada, cujo o vaqueiro morreu
Boiadeiro muito tempo, laço firme braço forte
Muito gado, muita gente, pela vida seguirei
Seguia como num sonho, que boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei
Então não pude seguir, valente lugar tenente
E o dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente
Se você não concordar, não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar
Na boiada, já fui boi, boiadeiro, já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu, querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei, agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte, de um reino que não tem rei!
Dizer Não É Dizer Sim
(George Israel/Paula Toller)
Dizer não é dizer sim
Saber o que é bom pra mim (refrão)
Não é só dar um palpite
Dizer não é dizer sim
Dar um não ao que é ruim
É mostrar o meu limite
Pra não ter complicação
E completar a ligação
Basta sinceridade
Basta disposição
(refrão)
Não é preciso ficar inseguro
Não é possível concordar em tudo
Somos amigos e isso é um bom motivo
Prá gente ficar junto
Diz que Fui por Aí
Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí
Levando um violão debaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
E se houver motivo, é mais um samba que faço
Se quiserem saber se eu volto, diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói e em meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí, sempre pensando nela
Doce Desejo
(Claúdia Leite/Luciano Pinto/Sérgio Rocha)
Tá no jeito de olhar
Tá no gosto do beijo
Na expressão do sorriso
Tá no meu paraíso
Tá no doce desejo
Tá no cheiro da flor
Estampado na cara
Tá na força do amor
Na beleza da cor
Tá pulsando e não pára
Meu amor é só seu
Seu amor é só meu
Nosso amor é assim
Eu só sei te querer
Também sei que você
Só tem olhos pra mim
Doce Obsessão
Você chegou,
Me encontrou tão amarga e vazia
Me entregou seu amor com carinho
Acabou com a minha solidão
O seu amor,
É uma lua de mel meu amado
que ilumina meu céu estrelado
minha doce obsessão
Confesso que não estava
Assim tão preparada
Prá ver todo este amor, me conquistar, não
Te peço que você não me abandone não
Não deixe esta chama se apagar!
|Eu quero te beijar, te abraçar
|Preciso deste amor
|E quando anoitecer, confessar
|Que eu amo você
(bis)
Doce Vampiro
Venha me beijar
Meu doce vampiro
Na luz do luar
Venha sugar o calor,
De dentro do meu sangue vermelho,
Tão vivo, tão eterno veneno,
Que mata sua sede,
Que me bebe quente como um licor,
Brindando à morte e fazendo amor
Meu doce vampiro
Na luz do luar
Me acostumei com você,
Sempre reclamando da vida
Me ferindo, me curando a ferida
Mas nada disso importa,
Vou abrir a porta pra você entrar
Beijar minha boca,
Até me matar... de amor!
Dois Corações
(Ronaldo Bastos/André Sperling)
De que é feito o amor?
Dizem que o amor é pai
O que o amor me deu
Ninguém vai me tirar
O meu amor só crê
Nas visões que o amor me dá
Se uniu dois corações
Não vai mais separar
Uniu dois mundos em vidas tão separadas
Juntou caminhos, mas separou as estradas
Cadê o amor, cadê?
Sinto que ele vai chegar
Posso morrer de amor
Ou por amor calar
O meu amor só crê
Nas visões que o amor me dá
Se uniu dois corações
Não vai mais separar
Dois pra Lá, Dois pra Cá
Sentindo frio em minh'alma
Te convidei pra dançar
A tua voz me acalmava
São dois pra lá, dois pra cá
Meu coração traiçoeiro
Batia mais que o bongô
Tremia mais que as maracas
Descompassado de amor
Minha cabeça rodando
Rodava mais que os casais
O teu perfume gardênia
E não me pergunte mais
A tua mão no pescoço
As tuas costas macias
Por quanto tempo rondaram
As minhas noites vazias
No dedo um falso brilhante
Brincos iguais ao colar
E a ponta de um torturante
Band-aid no calcanhar
Eu hoje me embriagando
de uísque com guaraná
Ouvi tua voz sussurrando:
"São dois pra lá, dois pra cá"
Do Japão
Do Japão
Quero uma máquina de filmar sonhos
Pra registrar nas noites de verão
Meu corpo astral leve, feliz, risonho
Voando alto como um gavião
Que filme dentro de minha cabeça
Todo pensamento raro que eu mereça
Toda ilusão a cores que apareça
Toda beleza de sonhar em vão
Do Japão
Quero também um trem-bala-de-coco
Pra atravessar túneis do dissabor
Quero um microcomputador barroco
Que seja louco e desprograme a dor
Visitar um templo zen-desbundista
Conversar com um samurai futurista
Que me dê pistas sobre o sol-nascente
Que me oriente sobre o novo amor
Do Japão
Quero uma gueixa que em poucos minutos
Da minha queixa faça uma paixão
Descubra novos sentimentos brutos
E, enfeitiçada, tome um avião
E a gente vá viver num outro mundo
Pra lá do Terceiro ou Quarto ou Quinto Mundo
Onde a rainha seja uma açucena
E a divindade, a pena do pavão
Dom de Iludir
Não me venha falar
Na malícia de toda mulher
Cada um sabe a dor
E a delícia de ser o que é
Não me olhe como se a polícia
Andasse atrás de mim
Cale a boca
E não cale na boca
Notícia ruim
Você sabe explicar
Você sabe entender
Tudo bem
Você está
Você é
Você faz
Você quer
Você tem
Você diz a verdade
E a verdade é o seu dom de iludir
Como pode querer que a mulher
Vá viver sem mentir
Domingo
(Toni Belloto/Sérgio Brito)
Não sei o que fazer
Não sei o que fazer
Eu saio por aí
Sem ter aonde ir
Não é sete de setembro
Nem dia de finados
Não é sexta-feira santa
Nem um outro feriado
E antes que eu esqueça aonde estou
Antes que eu esqueça aonde estou
Aonde estou com a cabeça?
Tudo está fechado
Tudo está fechado
Domingo é sempre assim
E quem não está acostumado?
É dia de descanso
Nem precisava tanto
É dia de descanso
Programa Sílvio Santos
E antes que eu confunda o domingo
Antes que eu confunda o domingo
O domingo com a segunda
Domingo eu quero ver o domingo passar
Domingo eu quero ver o domingo acabar
Domingo eu quero ver o domingo passar
Domingo eu quero ver o domingo acabar
Até o próximo, até o próximo, até o próximo domingo
Domingo
(Alexandre Pires/Fernando Pires)
Domingo
Quero te encontrar
E desabafar
Todo meu sofrer
Estar ao teu lado
Esquecer de tudo
Tudo que o amor
Até hoje nos fez sofrer
Esquecer a briga
Que deixou ferida
E que até hoje
Não cicatrizou
Te amar de novo
Faz parte da vida
Abre o coração
Tudo tem sentido e tem razão
Cola teu rosto no meu
Chega mais perto de mim
Faça de conta que eu
Sou teu namorado, namorado
Amar você é bom demais
É tudo que eu posso querer
Se tudo você tem melhor
Pior é te perder
Domingo no Candeal
(Lucas Santana/Quito Ribeiro)
Timbalar, de bailar, de bailar
De balaio, de baleiro, timbaleiro
Timbaleiro no gueto
Olha o baleiro
Timbalar, de bala, de bala, de bala
De balaio, de balaio,
De baleiro, Timbaleiro
Timbaleiro no gueto
Olha o baleiro
Quito, chockito de coco
No tabuleiro da baiana de tarso
O que é que a baiana tem?
Que o (tim) baleiro tem?
Prestígio de vatapá
Ploc-banana no cesto de iaiá
Look de lupa e timbau
Tênis "Reebok" e relógio "Shock"
Espalhando, espelhando...
A figura de Brown
É domingo de tarde no candeal
Domingo no Parque
O rei da brincadeira - ê, José
O rei da confusão - ê, João
Um trabalhava na feira - ê, José
Outro na construção - ê, João
A semana passada, no fim da semana
João resolveu não brigar
No domingo de tarde saiu apressado
E não foi pra Ribeira jogar
Capoeira
Não foi pra lá pra Ribeira
Foi namorar
O José como sempre no fim da semana
Guardou a barraca e sumiu
Foi fazer no domingo um passeio no parque
Lá perto da Boca do Rio
Foi no parque que ele avistou
Juliana
Foi que ele viu
Juliana na roda com João
Uma rosa e um sorvete na mão
Juliana, seu sonho, uma ilusão
Juliana e o amigo João
O espinho da rosa feriu Zé
E o sorvete gelou seu coração
O sorvete e a rosa - ô, José
A rosa e o sorvete - ô, José
Oi, dançando no peito - ô, José
Do José brincalhão - ô, José
O sorvete e a rosa - ô, José
A rosa e o sorvete - ô, José
Oi, girando na mente - ô, José
Do José brincalhão - ô, José
Juliana girando - oi, girando
Oi, na roda gigante - oi, girando
Oi, na roda gigante - oi, girando
O amigo João - João
O sorvete é morango - é vermelho
Oi, girando, e a rosa - é vermelha
Oi, girando, girando - é vermelha
Oi, girando, girando - olha a faca!
Olha o sangue na mão - ê, José
Juliana no chão - ê, José
Outro corpo caído - ê, José
Seu amigo, João - ê, José
Amanhã não tem feira - ê, José
Não tem mais construção - ê, João
Não tem mais brincadeira - ê, José
Não tem mais confusão - ê, João
Dona
Dona
desses traiçoeiros
Sonhos
sempre verdadeiros
Oh, dona
desses animais
Dona
dos teus ideais
Pelas ruas onde andas
onde manda todos nós
Somos sempre mensageiros
esperando tua voz
Seus desejos uma ordem
na denúncia nunca é não
Porque tens essa certeza
dentro do teu coração
Tam, tam, tam batendo à porta
não precisa ver quem é
Pra sentir a impaciência
do teu corpo de mulher
Um olhar me atira à cama
um beijo me faz amar
Não levanto, não me escondo
porque sei que és minha
Dona
Não há febre em teu caminho
não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade
que te impeçam de voar
Entre a cobra e o passarinho
entre a pomba e o gavião
Ou teu ódio ou teu carinho
nos carregam pela mão
É a moça da cantiga
a mulher da criação
Umas vezes nossa amiga
outras nossa perdição
O poder que nos levanta
a força que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe
que isso tudo é que faz
Dona, ah, ah
Dora
Dora
Rainha do frevo
E do Maracatu
Dora
Rainha cafuza de um maracatu
Te conheci no Recife
Dos rios cortados de pontes
Dos bairros das fontes, Coloniais,
- Dora - Chamei
- Ô Dora! Ô Dora...
Eu vim a cidade
Pra ver meu bem passar
Ô Dora...
Agora... no meu pensamento
Eu te vejo, requebrando pra cá,
Ora pra lá, meu bem,
Os clarins da banda militar
Tocam para anunciar,
A tua Dora agora vai passar,
Venham ver o que é bom!...
Ô Dora, rainha do frevo e do Maracatu,
Ninguém requebra nem dança melhor do que tu!
Doralice
(Dorival Caymmi/Antônio de Almeida)
Doralice, eu bem que te disse
Amar é tolice, é bobagem, é ilusão
Eu prefiro viver tão sozinho
Ao som do lamento do meu violão
Doralice, eu bem que te disse
Olha essa embrulhada em que vou me meter
Agora amor, Doralice, meu bem
Como é que nós vamos fazer?
Um belo dia você me surgiu
Eu quis fugir mas você insistiu
Alguma coisa bem que andava me avisando
Até parece que eu estava adivinhando
Eu bem que não queria me casar contigo
Bem que não queria enfrentar esse perigo, Doralice
Agora você tem que me dizer
Como é que nós vamos fazer?
Dos Margaritas
Fazer um desenho nas costas da mão
despir a consciência das dores morais
jogar uma vaca do décimo andar
viajar sob a lua que varre os sertões
uma ostra chilena
um beijo em paris
se cortasse o cabelo e mudasse o nariz
se vital escrevesse a constituição
se eu nunca quisesse quem nunca me quis
| Ser dois e ser dez e ainda ser um
| se a vingança pagasse a dor que eu senti
| seco reto isento à moral
| se eu nunca lembrasse o estrago que eu fiz
| Tudo isso me faria feliz
| absurdos me fariam feliz
| pero nada me hara tan feliz como dos margaritas
Fazer um desenho nas costas da mão
despir a consciência das dores morais
jogar uma vaca do décimo andar
viajar sob a lua que varre os sertões
uma ostra chilena
um beijo em paris
se cortasse o cabelo e mudasse o nariz
se vital escrevesse a constituição
se eu nunca quisesse quem nunca me quis
|
Doutor
Oh, doutor!
Tem que me ajudar!
Eu tô com dor, não sei doutor, o que vai dar!
Oh, doutor! Tem que me ajudar!
Eu tô com dor, não sei doutor, o que vai dar!
Desci pro asfalto, subi na vida, e depois vi
Que a intenção da autoridade não resume nada aqui!
Desci pro asfalto, subi na vida, e depois vi
(que , que , que , que !)
Que a intenção da autoridade não resume nada aqui!
Aqui estou! Sua licença para aproxegar!
Cê me desculpe mas eu vou falar!
Sou nordestino, honesto, trabalhador.
Com oito bocas para sustentar.
E a nêga disse: "Tem mais um pra chegar!"
Subi o morro onde sou morador,
Mão na cabeça, encosta pra lá!
Félix Pacheco não adiantou.
Não tenho culpa se por lá rolou
De madrugada rolou bam-bam-bam!
De madrugada rolou bam-bam-bam-bam-bam!
Eu vou, vou voltar pro meu sertão!
Pois aqui não fico, não!
Quero mais que água pra viver!
Descobri um caminho de ilusão!
Conterrâneo coração,
Nesta terra não quer mais sofrer!
Eu vou, vou voltar pro meu sertão!
Pois aqui não fico, não!
Quero mais que água pra viver!
Descobri um caminho de ilusão!
Conterrâneo coração,
Nesta terra não quer mais sofrer!
Oh, doutor! Tem que me ajudar!
Eu tô com dor, não sei doutor, o que vai dar!
Oh, doutor! Tem que me ajudar!
Eu tô com dor, não sei doutor, o que vai dar! (bam-bam!)
Lá vem promessa do planalto central! (bam-bam!)
Tanta conversa e a gente sem comer! (bam-bam!)
Currais Novos, Talo Seco, Manguezal (bam-bam!)
Balbuciar de economês pra te envolver!
Downtown
Eu fui... Eu fui... Eu fui... Eu fui... Eu fui... Eu fui...
Pro outro lado de lá
Eu fui... Eu fui... Eu fui... Eu fui... Eu fui... Eu fui...
Brasil, Jamaica
Sou brasileiro, sou muito feliz
Ouvi seu nome muito além de Paris
Saímos pra tocar, fomos pro lado de lá
América, Europa, de que tanto ouvi falar.
Ouvi muitas histórias, "Mundo novo é aqui"
Terra das maravilhas, Disneylandia e Mickey Mouse
Tocar com Ziggy Marley em Miami foi legal
Todas as potências do reggae mundial, então
E Jimmy Cliff na baixada uma hora nos falou
Que na Jamaica em Montego Bay
Numa favela ele viu nascer um rei
Sua mensagem que muito nos marcou
"Pois o reggae quando bate você
Nunca sente dor"
Assim dizia o rei que o mundo encantou
Assim dizia o rei que ao mundo provou
Que a liberdade e a sapiência
A sapiência...
São peças chaves pra maior inteligência
Um grande sonho a se realizar
Reggae, Brasil, estou louco pra tocar
Shabba Ranks, Pato Banton, Burning spear
Wailing souls, Big Youth ,Cocotea,
Sinto muito mas eu tenho que partir...
Sinto muito mas eu tenho que partir...
Na baixada uma hora nos falou
Que na Jamaica em Montego Bay
Numa favela ele viu nascer um rei
Sua mensagem que muito
nos marcou
"Pois o reggae quando bate você
Nunca sente dor"
Assim dizia o rei que o mundo encantou
Assim dizia o rei que ao mundo provou
Que a liberdade e a sapiência
A sapiência...
São peças chaves pra maior inteligência
Um grande sonho a se realizar
Reggae, Brasil, estou louco pra tocar
Shabba Ranks, Pato Banton, Burning spear
Wailing souls, Big Youth,
Sinto muito mas eu tenho que partir
Sinto muito mas eu tenho que partir
Drão
Drão
O amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer!
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura
Drão
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se, infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer!
Nossa caminha dura
Cama de tatame
Pela vida afora
Drão
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão!
Morrenasce, trigo
Vivemorre, pão
Drão
Drops de Hortelã
Eu andava meio estranho
Sem saber o que fazia, eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria uma canção
E a melodia, eu não sei
Andava assim,eu não sei
Se era feliz
Eu achava que faria tudo que não sei
Que amaria, eu não sei, fazer desenhos com giz
Eu achava que faria uma canção nissei
Eu me sentia, eu não sei, um americano em Paris
Eu achava que tamanho
Tinha a ver com poesia, eu não sei
E toda vida eu deixei
A vida entrar no nariz
Me mandei pra Curitiba
E como gosto dessa vida!
Ah! Eu sei que paixão que eu falei
Me lembra o anis
| Fiz um drops de hortelã da bala que eu te dei
| Para atirar no porém da frase que eu nunca fiz (2x)
Duas Paixões
Eu hoje estou tao dividido, sem saber o que fazer
Uma esta sempre comigo e a outra eu sempre quis ter
Será que isso é meu castigo, não sei se ligo ou não ligo
Namorar com duas é um perigo, tem que tomar cuidado com o que vai dizer
Adoro minha namorada, que é minha amiga e eu a conheço bem
Mas desejo uma morena linda, que já faz parte da minha vida
Eu sempre diqo que a amo meu bem, eu nunca digo isso pra ninguém
Mas se estou com minha namorada eu digo tam.....bém
Pra Ter as duas paixões nao tem jeito, só tendo dois corações no meu peito
Mas eu só tenho um, pra suportar esse amor em comum
Eu sei que hoje estou dividido, quem sabe um dia talvez decidido
Dueto
ELA:
Conta nos astros
Nos signos
Nos búzios
Eu li num anúncio
Eu vi no espelho
Tá lá no evangelho
Garantem os orixás
Serás o meu amor
Serás a minha paz
ELE:
Consta nos autos
Nas bulas
Nos dogmas
Eu fiz uma tese
Eu li num tratado
Está computado
Nos dados oficiais
Serás o meu amor
Serás a minha paz
ELA: Mas se a ciência provar o contrário
ELE: E se o calendário nos contrariar
OS DOIS:
Mas se o destino insistir
Em nos separar
Danem-se
ELA: Os astros
ELE: Os autos
ELA: Os dogmas
ELE: Os búzios
ELA: As bulas
ELE: Anúncios
ELA: Tratados
ELE: Ciganas
ELA: Projetos
ELE: Profetas
ELA: Sinopses
ELE: Espelhos
ELA: Conselhos
OS DOIS:
Se dane o evangelho
E todos os orixás
Serás o meu amor
Serás, amor, a minha paz
ELE: Consta na pauta
ELA: No Karma
ELE: Na carne
ELA: Passou na novela
ELE: Está seguro
ELA: Pixaram no muro
ELE: Mandei fazer um cartaz
OS DOIS:
Serás o meu amor
Serás a minha paz
ELE: Consta nos mapas
ELA: Nos lábios
ELE: Nos lápis
ELA: Consta nos Ovnis
ELE: No Pravda
ELA: Na vodca
Durvalino Meu Rei
(Bell Marques/Tonho Matéria)
Quem me dera ter
Um barco novo
Pescar peixe na baía
Sem sua companhia - meu bem
Joga o anzol, nessa praia
Joga o anzol, saia de malha
É federal - mormaço de praia
Cara de pau - é o rei da gandaia
Utererê - larará
Suba esta escada
Que eu não conto pra ninguém
Se vista de pantera
Se descubra neném
Alô Durvalino meu rei
Pega essa onda
Deixe de milonga
Que eu quero é dançar
Patrícia Alvarenga,
petrolina@uol.com.br
Última edição em 28 de junho de 2005.
PS. Sugestões, críticas, correções e principalmente colaborações são
muito bem vindas! Desde que não me peçam letras (cifradas ou não). :)