

Músicas da MPB - J / K
Músicas da MPB - J / K
Jackie Tequila
(Samuel Rosa/Chico Amaral)
Funk lá no morro da Mangueira
Essa menina tá dizendo sim, eu sei
Noite bamba, tudo à beça
Baião na rampa do Cruzeiro
Essa menina tá dizendo don't worry
Cause everything is gonna be alright
Everything, every tune will be played by night
Reggae lá na rádio do Café
Rapaziada que tiver afim vai lá
Eu vou ficar com Jackie
Se é que Jackie vai pra lá
E se não for, já foi
O bonde do desejo segue rumo
Caixa, bumbo e sexo
Saudade na rampa do mundo
Seu nome é Jackie, Jackie Tequila
Seu nome é Jacqueline Misty Tequila
Jackie foi nascer numa cabana e Noa Noa
Sol do Taiti na pele, nowboah
Seu pai cruzou o mar, duas filhas na canoa
Coco pra beber e leite de leao
Jackie é uma menina tão bonita que enjoa
Enjôo de vertigem, viagem de avião
Hálito de virgem, dois olhos de amendôa
Vaca, cadela, macaca e gazela
Linda toda, toda linda ela
Toda beleza se reconhece nela
Jackie Tequila, coca-cola e água
Égua, língua, míngua minha mágoa.
Jack Soul Brasileiro
Já que sou brasileiro
E que o som do pandeiro é certeiro e tem direção
Já que subi nesse ringue
E o país do suingue é o país da contradição
Eu canto pro rei da levada
Na lei da embolada, na língua da percussão
A dança, a muganga, o dengo
A ginga do mamulengo
O charme dessa nação
Quem foi
Que fez o samba embolar?
Quem foi
Que fez o coco sambar?
Quem foi
Que fez a ema gemer na boa?
Quem foi
Que fez do coco um cocar?
Quem foi
Que deixou um oco no lugar?
Quem foi
Que fez do sapo cantor de lagoa? Diz aí, Tião! - Tião?
- Oi.
- Foste?
- Fui.
- Compraste?
- Comprei.
- Pagaste?
- Paguei.
- Me diz, quanto foi?
- Foi quinhentos reais.
- Me diz, quanto é que foi?
- Foi quinhentos reais.
Já que sou brasileiro
Do tempero, do batuque
Do truque, do picadeiro
Do pandeiro e do repique
Do pique do funk-rock
Do toque da platinela
Do samba na passarela
Dessa alma brasileira
Despencando da ladeira
Na zoeira da banguela
Só ponho be-bop no meu samba
Quando o Tio Sam pegar no tamborim
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
Quando ele entender que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar
Miami com Copacabana
Chicletes eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar, vai ficar...
(esta música é dedicada ao Otto. Valeu a inspiração!!!)
Jade
Aqui meu irmão, ela é coisa rara de ver:
É jóia do Xá, retina do mar, de olhar verde
Já derrama-te abriu-se Sésamo em mim.
Há meu irmão, áqua-louca, tara que tem imã.
Mergulha no ar, me abraça, me atrai
Pro fundo do oceano que dá
Pra lá de Babá, pra cá de ali.
Pedra que lasca seu brilho
E que deixa no lábio um quilate de mel,
E que deixa na boca, melante, um gosto
De língua no céu.
Oh, luz-talismã,
Misterioso cubanacã;
Delícia sensual de maçã;
Saborosa manhã.
Vou te eleger,
Vou me despejar de prazer.
Esta noite o que mais quero ser:
Mil e um pra você.
Jade.
Januário
Quando eu voltei lá p´ro sertão e quis zombar de Januário
no meu fole prateado, só de baixo, cento e vinte,
botão bem juntinho, como nego empareiado
mas eu quis fazer bonito e de passagem por Granito
foram logo me dizendo:
de Taboca a Rancharia, de Salgueiro a bodocó
Januário é o maior, é o maior.
E foi aí que me falou meio zangado o véi Jacó
Luiz respeita Januário, Luiz respeita Januário
Luiz tu pode ser famoso mas teu pai é mais tinhoso
e com ele ninguém vai Luiz
respeita os oito baixos do teu pai.
Já Passou
Já passou, já passou
Se você quer saber
Eu já sarei, já curou
Me pegou de mal jeito
Mas não foi nada, estancou
Já passou, já passou
Se isso lhe dá prazer
Me machuquei, sim, supurou
Mas afaguei meu peito
E aliviou
Já falei, já passou
Faz-me rir, faz-me engasgar
Me deixa catatônico
Com a perna bamba
Mas já passou, já passou
Recolha o seu sorriso
Meu amor, sua flor
Nem gaste o seu perfume
Por favor
Que esse filme
Já passou
A Jardineira
(Benedito Lacerda/Humberto Porto)
Oh! Jardineira
Por que estas tão triste
Mas o que foi que te aconteceu
Foi a Camélia que caiu do galho
Deu dois suspiros
E depois morreu
Vem Jardineira
Vem, meu amor
Não fique triste
Que este mundo, é todo seu
Tu es muito mais bonita
Que a Camélia que morreu
Jardins da Babilônia
Suspenderam os Jardins da Babilônia
E eu pra não ficar por baixo
Resolvi botar as asas pra fora
Porque quem não chora dali
Não mama daqui
Diz o ditado
Quem pode, pode, deixa os acomodados
Que se incomodem
Minha saúde não é de ferro, não
Mas meus nervos são de aço
Pra pedir silêncio eu berro
Pra fazer barulho eu mesma faço,
Ou não!
Pegar fogo
Nunca foi atração de circo
Mas de qualquer maneira
Pode ser um caloroso espetáculo
Então o palhaço ri dali
O povo chora daqui
E o show não pára
E apesar dos pesares do mundo
Vou segurar essa barra
Jardins de Infância
É como conto de fadas
Tem sempre uma bruxa pra apavorar
O dragão comendo gente
A bela adormecida sem acordar
Tudo o que o mestre mandar
E a cabra cega roda sem enxergar
E você se escondeu, e você esqueceu
Piques palcos tem distância
Pés pisando em ovos, vejam vocês
Um tal de pular fogueira
Pistolas, morteiros, vejam vocês
Pega malhação de judas
E quebra-cabeças, vejam vocês
E você se escondeu, e você não quis ver
Olha o bobo na berlinda
Olha o pau no gato, polícia e ladrão
Tem carniça e palmatória bem no seu portão
Você vive o faz de conta
diz que é de mentira, brinca até cair
Chicotinho tá queimando, mamãe posso ir?
Piques palcos tem distância
Pés pisando ovos, bruxa, dragão
Um tal de pula fogueira
E a cabra cega vai de roldão
Pega a malhação de judas
E um passarinho morto no chão
E você conheceu, e você aprendeu
João e Maria
Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedéu e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá desse quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no meu mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim
João Valentão
João Valentão é brigão
Pra dar bofetão
Não presta atenção
E nem pensa na vida
A todos João intimida
Faz coisas que até Deus duvida
Mas tem seu momento na vida...
É quando o sol vai quebrando
Lá pro fim do mundo
Pra noite chegar
É quando se ouve mais forte
O ronco das águas na beira do mar,
É quando o cansaço da lida da vida
Obriga João se sentar
É quando a morena se encosta
E chega pro lado querendo agradar.
Se a noite é de lua
A vontade é contar mentira
É se espreguiçar
Deitar na areia da praia,
Que acaba onde a vista
Não pode alcançar.
E assim adormece este homem
Que nunca precisa dormir pra sonhar
Porque não há sonho mais lindo
Do que sua terra não há!!
Jorge da Capadócia
(Jorge Ben) Músicas Incidentais: "Ponto de Oxossi" (Tradicional) "Duro de Jorge" (Carlinhos Brown)
Jorge
Jorge reggae
Jorge xote
Jorge soul
Jorge
Jorge samba
Jorge funk
Jorge n'roll
Jorge sentou praça
Na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também
Sou da sua companhia
Eu estou vestida com as roupas
E as armas de jorge
Para que meus inimigos tenham pés
E não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos
E não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos
E não me vejam
E nem mesmo um pensamento
Eles possam ter para me fazerem mal
Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge
Salve Jorge
Armas de fogo
O meu corpo não alcançarão
Facas e espadas se quebrem
Sem o meu corpo tocar
Cordas e correntes arrebentem
Sem o meu corpo amarrar
Porque eu estou vestida com as roupas
E as armas de Jorge
Oxossi aylodá yamalabê
Yambelequê yorô
Odé matá coroná
Juazeiro
(Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira)
Juazeiro, juazeiro,
Me responda por favor,
Juazeiro, velho amigo,
Onde anda o meu amor,
Ai, juazeiro, ela nunca mais voltou,
Diz, Juazeiro, Onde anda o meu amor,
Juazeiro, não te lembras ,
Quando o nosso amor nasceu,
Toda tarde a tua sombra,
Conversava, ela e eu,
Ai, Juazeiro, como dói a minha dor,
Diz, juazeiro, onde anda o meu amor,
Juazeiro, seja franco,
Ela tem um novo amor,
Se não tem, porque tu choras,
Solidário à minha dor,
Ai, Juazeiro, não me deixe assim roer,
Ai, juazeiro, tô cansado de sofrer,
Juazeiro, meu destino,
Tá ligado junto ao teu,
No teu tronco, tem dois nome,
Ela mesma que escreveu,
Ai, juazeiro, eu não agüento mais roer,
Ai, juazeiro, eu prefiro até morrer,
Ai, juazeiro!
Juntos
(A Turma do Balão Mágico)
É tão bonito
Ver tantos sonhos
Tão diferentes
Vivendo juntos
Aqui na escola
E tão contentes
Já vêm felizes
Lá no ônibus
Nariz no vidro
Olhando o trânsito
Criando um mundo
Feito mágicos
Cantando até ficar afônicos
Vivendo juntos
Juntos
Um dia entre nós
Parece muito mais que um dia
Juntos
A tia pra nós
É muito boa companhia
Eu quero assim
Crianças sempre perto de mim
Juntos
Um dia pra nós
Parece feito de alegria
Juntos
Qualquer situação é boa
Pra uma cantoria
Eu quero assim
Crianças sempre perto de mim
Vamos vivendo
As nossas vidas alegremente
Cada segundo pode ser grande
E de repente
Segunda-feira é como o sábado
O nosso mundo é mesmo mágico
Vivendo juntos!
Juramento Falso
(J.Cascata/Leonel Azevedo)
Um juramento falso faz a gente sofrer
Um sorriso fingido dos lábios de uma mulher
Quando se tem amizade, sofre-se dor de verdade
Sempre com os olhos fitos na felicidade.
É duro, é triste, é cruel, a dor de uma saudade
Quando se teve nas mãos a felicidade
Foi um sonho que feneceu
Foi mais uma quimera que se desfez
Eu já fiz um juramento
E não amo outra vez.
Eu que sempre acreditei na possibilidade
De ver passar este amor para a eternidade
Quanto fui tolo, confesso,
Isso é conto de fada, é tapeação
O amor nunca existiu
É interesse, é ilusão.
Kátia Flávia, a Godiva do Irajá
(Carlos Laufer/Fausto Fawcett) Música Incidental: "Garota de Ipanema" (Tom Jovim/Vinícius de Moraes)
Kátia Flávia
É uma louraça Belzebu
Provocante
Uma louraça Lucifer
Gostosona
Uma louraça Satanás
Gostosona e provocante
Que só usa calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas
Dessas com armamentos bordados
Calcinha de morango
Calcinha geladinha
Calcinha de rendinha
Ex-miss Febem
Encarnação do mundo cão
Casada com um figurão contravenção
Ficou famosa por andar num cavalo branco
Pelas noites suburbanas
Toda nua, toda nua
Toda nua, toda nua
Matou o figurão
Foi pra Copacabana
Roubou uma joaninha
E pelo rádio da polícia ela manda o seu recado
Pelo rádio da polícia ela manda o seu recado
Get out, get get out!
Pelo rádio, pelo rádio, pelo rádio, pelo rádio
Pelo rádio da polícia ela manda o seu recado
Alô polícia
Eu tô usando
Um Exocet
Calcinha!
Um Exocet
Calcinha!
Meu nome é Kátia Flávia
Godiva do Irajá
Me escondi aqui em Copa
Alô, alô
Polícia
Polícia pode vir
Polícia Belford Roxo, de Duque de Caxias
Polícia Madureira, polícia Deodoro
São Cristóvão, Bonsucesso, da Benfica
Da Pavuna, da Tijuca, de Quintino, do Catete, Grajaú
Polícia do Flamengo, polícia Botafogo
Da Barra da Tijuca
Polícia, polícia, polícia
Polícia pode vir
Porque
Meu nome é Kátia Flávia
Godiva do Irajá
Me escondi aqui em Copa
Kátia Flávia
É uma louraça Belzebu
Provocante
Uma louraça Lucifer
Gostosona
Uma louraça Satanás
Gostosona e provocante
Que só usa calcinhas comestíveis e calcinhas bélicas
Louraça Belzebu
Calcinha antiaárea
Louraça Lucifer
Calcinha framboesa
Louraça Satanás
Calcinha de morango
Louraça Belzebu
Calcinha
Exocet
Alô polícia
Eu tô usando
Um Exocet
Calcinha!
Um Exocet
Calcinha!
Patrícia Alvarenga,
petrolina@uol.com.br
Última edição em 10 de março de 2002.
PS. Sugestões, críticas, correções e principalmente colaborações são
muito bem vindas! Desde que não me peçam letras (cifradas ou não). :)