

Músicas da MPB - L
Músicas da MPB - L
Lábios que Beijei
(J. Cascata/Leonel Azevedo)
Lábios que eu beijei
Mãos que eu afaguei
Numa noite de luar, assim,
O mar na solidão bramia,
E o vento a soluçar pedia
Que fosses sincera para mim...
Nada tu ouviste
E, logo partiste,
Para os braços de outro amor
Eu fiquei chorando
Minha mágoa cantando
Sou a estatua perenal da dor.
Passo os dias soluçando,
Com meu pinho,
Carpindo a minha dor sozinho,
sem esperança de vê-la jamais
Deus, tem compaixão deste infeliz
( Porque sofrer assim ? )
Compadecei-vos dos meus ais,
Tua imagem permanece, imaculada
Em minha retina cansada,
De chorar por teu amor,
Lábios que eu beijei,
Mãos que eu afaguei,
Volta,
Dá lenitivo à minha dor...
Ladeira do Pelô
Olodum, negro elite
É negritude
Deslumbrante por ter magnitude
Integra no canto toda a massa
Que vem para a praça se agitar
Salvador se mostrou mais alerta
Com o Bloco Olodum
Lê lê ô
Lê lê lê ô
Lê lê lê ô
Ê aê a
Ê aê a
Aganj, alujã, muito axé
Canta o povo de origem nagô
O seu corpo não fica mais inerte
Que o bloco Olodum já pintou
Lê lê ô
Lê lê lê ô
Lê lê lê ô
Ê aê a
Ê aê a
E eu vou (4X)
Vou subindo a ladeira do Pelô
E eu vou
E eu vou ô ô
E eu vou
Na sexta-feira eu vou
Vou subindo a ladeira do Pelô
Balançando a banda pra lá
Ôi, balança a banda pra cá
Balançando a banda pra lá
Ôi, balança a banda pra cá
Eu falei Olodum
Olodum
Salvador, minha Bahia, capital
Eu falei Olodum
Olodum
Salvador, minha Bahia, capital
Me leva que eu vou
Sou Olodum, Deus dos Deuses
Vulcão africano do Pelô
Aganju, alujã, muito axé
Canta o povo de origem nagô
O seu corpo não fica mais inerte
Que o Bloco Olodum já pintou
Lê lê ô
Lê lê lê ô
Lê lê lê ô
Ê aê a
Ê aê a
Lê, lê, lê, ô
Lágrima de Uma Mulher
Que mistério pode haver
Na lágrima de uma mulher
Quando abre o seu segredo?
Que momentos de aflição
Há no tremor da sua mão
Onde esconde os seus medos?
No abandono do teu pranto eu me perdi
Não sabia o que dizer pra consolar
Tive raiva
Dessas mágoas que puseram em você
Tive pena
Dos que nunca te puderam conhecer
Que mistério pode haver...
Eu sinto muito cada dor que te marcou
Ou que modificou seu jeito de amar
Os estragos improváveis
De um carinho te curar
Os escudos invisíveis
Para um homem penetrar
Que mistério pode haver...
Lágrimas e Chuva
(Leoni/Bruno Fortunato/George Israel)
Eu perco o sono e choro
Sei que quase desespero
Mas não sei porque
A noite é muito longa
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer
Será que alguma coisa
Nisso tudo faz sentido
A vida é sempre um risco
Eu tenho medo do perigo
Lágrimas e chuva
Molham o vidro da janela
Mas ninguém me vê
O mundo é muito injusto
Eu tô contando os meus problemas
Que eu quero esquecer
Será que existe alguém
Ou algum motivo importante
Que justifique a vida
Ou pelo menos nesse instante
Refrão:
|Eu vou contando as horas
|E fico ouvindo passos
|Quem sabe o fim da história
|De mil e uma noites
|De suspense no meu quarto
Lambada de Serpente
Cuidar do pé de milho
que demora na semente
meu pai disse "meu filho noite fria,
tempo quente"
Lambada de serpente a traição me enfeitiçou
Quem tem amor ausente já viveu a minha dor
No chão da minha terra
num lamento de corrente
um grão de pé de guerra
pra colher dente por dente
Lambada de serpente a traição me enfeitiçou
Quem tem amor ausente já viveu a minha dor
No chão da minha terra
num lamento de corrente
um grão de pé de guerra
pra colher dente por dente
Lambada de serpente a traição me enfeitiçou
Quem tem amor ausente já viveu a minha dor
Lamentos
(Vinícius de Moraes/Pixinguinha)
Morena tem pena
Ouve o meu lamento
Tentei em vão te esquecer
Mas olhe o meu tormento é tanto
Que eu vivo em pranto, sou tão infeliz
Não tem coisa mais triste, meu benzinho
que esse xorinho que eu te fiz
Sozinho moreno, você nem tem pena
Ai ai meu bem, fiquei tão só
Tem dó, tem dó de mim
Porque estou triste assim
Por amor de você
Não tem coisa mais linda nesse mundo
Que o meu carinho por você
Lança Perfume
(Rita Lee/Roberto de Carvalho)
Lança menina
Lança todo esse perfume
Desbaratina
Não dá pra ficar imune
Ao teu amor
Que tem cheiro de coisa maluca
Vem cá, meu bem
Me descola um carinho
Eu sou neném
Só sossego com beijinho
Vê se me dá
O prazer de ter prazer
Comigo
Me aqueça
Me vira de ponta-cabeça
Me faz de gato e sapato
(E) Me deixa de quatro no ato
Me enche de amor
Lança, lança perfume...
Lance Legal
Caminhar ao seu lado
é como um piquenique
de manhã bem cedo
o contato do seu corpo
é mais que um piquenique
é um banquete e tanto
Pra matar minha fome
de lenhador
saciar minha sêde
e aumentar o calor
tem de ser um lance legal
tem que ter um certo sabor
muita calma durante,
loucuras no final
Meu momento é agora
meu caminho é feliz
se há uma crise lá fora
não fui eu que fiz
então viver é um lance legal
tem que ter um certo sabor
muita calma durante
loucuras no final.
Lanterna Dos Afogados
Quando está escuro e ninguém te ouve
Quando chega a noite e você pode chorar
Há uma luz no túnel dos desesperados
Há um cais de porto prá quem precisa chegar
Eu tô na Lanterna dos Afogados
Eu tô te esperando
Vê se não vai demorar oh! oh!
Uma noite longa prá uma vida curta
Mas já não me importa
Basta poder te ajudar
E são tantas marcas que já fazem parte
Do que eu sou agora mas ainda sei me virar
Eu tô na Lanterna dos Afogados
Eu tô te esperando
Ve se não vai demorar oh! oh!
Laranja da China
Areia branca, areia fina
Vela no mar, luz cristalina
Areia branca, areia fina
Verde no mar, pôr do sol, mensalina
Areia branca, areia fina
Vela no mar, luz cristalina
Risca no céu meu amor, me alucina
Areia branca, areia fina
Vela no mar, luz cristalina
E o meu amor adormeceu
Lambendo mel longe da usina
Areia branca, areia fina
Vela no mar, luz cristalina
Laranja da terra, coca-cola da china
Lapinha
(Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
quando eu morrer me enterre na Lapinha
quando eu morrer me enterre na Lapinha
calça, culote, paletó, almofadinha
calça, culote, paletó, almofadinha
vai meu lamento, vai contar
toda tristeza de viver
ai, a verdade sempre dói
e às vezes traz um mal a mais
ai, só me fez dilacerar
ver tanta gente se entregar
mas não me conformei
indo contra a lei
sei que não me arrependi
tenho um pedido só
último talvez antes de partir
quando eu morrer me enterre na Lapinha
quando eu morrer me enterre na Lapinha
calça, culote, paletó, almofadinha
calça, culote, paletó, almofadinha
sai minha mágoa, sai de mim
há tanto coração ruim
ai, é tão desesperador
o amor perder do desamor
ah! quanto tempo eu vi, lutei
e como perdedor gritei
que eu sou um homem só
sem poder mudar
nunca mais vou lastimar
tenho um pedido só
último talvez antes de partir
quando eu morrer me enterre na Lapinha
quando eu morrer me enterre na Lapinha
calça, culote, paletó, almofadinha
calça, culote, paletó, almofadinha
adeus Bahia, Zum zum zum, Cordão de ouro
eu vou partir porque mataram o meu besouro
A Latinha
(Carlinhos Brown/Alain Tavares)
Estamos sabendo que cachaça não é água
Não tem nada
Não tem nata não
Onde há festa cachasafra pra moçada
Pra rapaziada brincar com animação
Nesse suingue
Na farra de curtição
Vou atrás do caminhão
Com minha lata na mão
Loira gelada
Canto para o povo ver
Carnaval festa de largo
Vou curtir meu bem querer
Eu quero uma latinha
Transbordando você
Eu quero uma latinha
Pra botar o que beber
Ela é livre, ela é free
Ela é dó, ela é mi
A timbalada tá de banda
Tá de bandinha
A timbalada tá de lata
Tá de latinha
O povo todo tá de banda
Tá de bandinha
O povo todo tá de lata
Tá de latinha
Lavagem Cerebral
Racismo preconceito e discriminação em geral
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral
Não seja um imbecil
Não seja um Paulo Francis
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco?
Aliás branco no Brasil é difícil porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda então olhe pra trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura então porque o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou...
Nasceram os brasileiros cada um com a sua cor
Uns com a pele clara outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral
Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
Um sujeito com a cara do PC Farias
Não você não faria isso não...
Você aprendeu que o preto é ladrão
Muitos negros roubam mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa musica você aprender e fazer
A lavagem cerebral
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não para pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Qualquer tipo de racismo não se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo é racista mas não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
E se você é mais um burro
Não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você
Lá Vem O Sol
lá vem o sol
lá vem o Sol
eu já sei
tá legal
minha linda
foi um inverno tão comprido
minha linda
faz eras que você partiu
lá vem o sol
lá vem o Sol
eu já sei
tá legal
minha linda
o riso retornando às bocas
minha linda
tem sido raramente assim
lá vem o sol
lá vem o Sol
eu já sei
tá legal
minha linda
o velho gelo derretendo
minha linda
não nunca mais volte a partir
por que lá vem o sol
lá vem o Sol
eu já sei
tá legal
Leão do Norte
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E eu sou mangue também
Eu sou mameluco
Sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco
Sou o Leão do Norte
Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pifo no meio do Carnaval
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite
Puxando esse cordão
Sou jangadeiro
Na festa de Jaboatão
Eu sou mameluco...
O Leãozinho
Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão, raio da manhã
Arrastando o meu olhar como um imã
O meu coração é o sol, pai de toda cor
Quando ele lhe doura a pele ao léu
Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa
Lembranças
(Raul Sampaio/Benil Santos)
Lembro um olhar,
Lembro um lugar
Teu vulto amado,
Lembro um sorriso
E o paraíso
Que tive a teu lado,
Lembro a saudade
Que hoje invade
Os dias meus
Para meu mal
Lembro afinal
Um triste adeus.
Sou agora no mar desta vida
Um barco a vagar,
Onde está teu olhar,
Onde está teu sorriso
E aquele lugar?
Eu devia sorrir, eu devia,
Para padecer ocultar,
Mas diante de tantas lembranças
Me ponho a chorar
Lenda das Sereias Rainhas do Mar
Oguntê, Marabô
Caiala, e sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina e, Yemanjá
O mar misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
lalaó, oquê, ialoá
Em noite de lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com a doce melodia
Os madrigais vão despertar
Ela mora no mar
Ela brinca na areia
No balanço das ondas
A paz ela semeia
E quem é?
Oguntê, marabô
Caiala, e sobá
Oloxum, Ynaê
Janaina, e Yemanjá
Olha o canto da sereia
lalaó, oquê, ialoà
Em noite de lua cheia
Ouço a sereia cantar
Lenha
Eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer
Eu amo você
Mas não sei o que
Isso quer dizer
Eu não sei por que
Eu teimo em dizer
Que amo você
Se eu não sei dizer
O que quer dizer
O que vou dizer
Se eu digo pare
Você não repare
No que possa parecer
Se eu digo siga
O que quer que eu diga
Você não vai entender
Mas se eu digo venha
Você traz a lenha
Pro meu fogo acender
Lente do Amor
Pela lente do amor
Uma grande angular
Vejo ao lado, acima e atrás
Pela lente do amor
Sou capaz de enxergar
Toda moça em todo rapaz
Pela lente do amor
Vejo tudo crescer
Vejo a vida mil vezes melhor
Pela lente do amor
Até vejo você
Numa estrela da Ursa Maior
Abrir o ângulo, fechar o foco sobre a vida
Transcender, pela lente do amor
Sair do cético, encontrar um beco sem saída
Transcender, pela lente do amor
Do amor
Pela lente do amor
Pela lente do amor
Pela lente do amor
Sou capaz de entender
Os detalhes da alma de alguém
Pela lente do amor
Vejo a flor me dizer
Que ainda posso enxergar mais além
Pela lente do amor
Vejo a cor do prazer
Vejo a dor com a cara que tem
Pela lente do amor
Vejo o barco correr
Pelas águas do mal e do bem
Mostrar ao médico, encarar, curar sua ferida
Transcender, pela lente do amor
Cantar o mântrico, pagar o cármico na lida
Transcender, pela lente do amor
Do amor
Pela lente do amor
Pela lente do amor
Léo e Bia
No centro de um planalto vazio
Como se fosse em qualquer lugar
Como se a vida fosse um perigo
Como se houvesse facas no ar
Como se fosse urgente e preciso
Como é preciso desabafar
Qualquer maneira de amar varia
E Léo e Bia souberam amar
Como se não fosse tão longe
Brasília de Belém do Pará
Como os castelos nascem dos sonhos
Pra no real achar seu lugar
Como se faz com todo cuidado
A pipa que precisa voar
Cuidar de amor exige maestria
E Léo e Bia souberam amar
Levada Louca
(Gilson Babilônia/Lula Carvalho/Alain Tavares)
Chegue, chegue, chegue
Tem festa no candeal
Batuque no canjerê
Eu vou levar meu timbau
Tocar samba pra você
Não fico quieto
Quando vejo num boteco
Tamborim com reco-reco
Xequerê a chacoalhar
Bate, bate, bate
Esquenta a mão nesse couro
Cante, cante, cante
Acorda que o dia nasceu
| Bate, bate, bate
| Esquenta a mão nesse couro
| Cante, cante, cante
| Acorda que o dia nasceu
| Que levada louca
| Levada louca
| Que levada louca, pra dançar
( repete | )
Leva Eu
(Durval Lélis/Cly Loylie)
Ooh, leva eu, Eva, Eva
Leva também o meu amor, Eva, Eva
E vamos juntos na avenida
É carnaval em Salvador
Oh, meu amor
Quero te ver
Em nosso bloco só vai dar eu e você
Me dê sua mão
Vamos brincar
Com alegria tô querendo te beijar
Oh, meu amor
Quero saber
Se o paraíso é tão bom como você
Venha pra cá
Não diga não
Eu já conheço
Esse olhar na multidão
Me leva...
Leva Meu Samba
Leva meu samba
Meu mensageiro
Este recado
Para o meu amor primeiro
Vá dizer que ela é,
A razão dos meus ais,
Não , não posso mais!
(bis)
(leva meu samba)
Eu que pensava
Que podia lhe esquecer
Mas, qual o que,
Aumentou o meu sofrer,
Falou mais alto
No meu peito uma saudade,
E para o caso,
Não há força de vontade,
Aquele samba foi pra ver,
Se comovia o teu coração,
Onde eu dizia,
Vim buscar, o teu perdão,
(leva meu samba)
Lígia [1ª versão]
Eu nunca sonhei com você
Nunca fui ao cinema
Não gosto de samba
Não vou a Ipanema
Não gosto de chuva
Nem gosto de sol
Eu nunca te telefonei
Para que se eu sabia
Eu jamais tentei
E jamais ousaria
As bobagens de amor
Que aprendi com você
Não, Lígia, Lígia
Sair com você de mãos dadas
Na tarde serena
Um chope gelado
Num bar de Ipanema
Andar pela praia até o Leblon
Eu nunca me apaixonei
Eu jamais poderia
Casar com você
Fatalmente eu iria
Sofrer tanta dor
Pra no fim te perder
Lígia, Lígia.
Você se aproxima de mim
Com esses modos estranhos
E eu digo que sim
Mas seus olhos castanhos
Me metem mais medo
Que um raio de sol
Lígia, Lígia.
Lígia [2ª versão]
(Tom Jobim/Chico Buarque)
Eu nunca sonhei com você
Nunca fui ao cinema
Não gosto de samba
Não vou a Ipanema
Não gosto de chuva
Nem gosto de sol
E quando eu lhe telefonei
Desliguei, foi engano
O seu nome eu não sei
Esqueci no piano
As bobagens de amor
Que eu iria dizer
Não, Ligia, Ligia
Eu nunca quis tê-la ao meu lado
Num fim de semana
Um chope gelado
Em Copacabana
Andar pela praia até o Leblon
E quando eu me apaixonei
Não passou de ilusão
O seu nome rasguei
Fiz um samba-canção
Das mentiras de amor
Que aprendi com você
Ligia, Ligia
E quando você me envolver
Nos seus braços serenos
Eu vou me render
Mas seus olhos morenos
Me metem mais medo
Que um raio de sol
Ligia, Ligia
Lilás
Amanhã
Outro dia
Lua sai
Ventania traça uma nuvem que passa no ar
Beija brinca e deixa passar
E no ar
De outro dia
Meu olhar surgia
Nas pontas de estrelas perdidas no mar
Pra chover de emoção trovejar
Raio se libertou
Clareou muito mais
Se encantou pela cor lilás
Prata na luz do amor
Céu azul
Eu quero ver o por do sol
Lindo como ele só
E gente pra ver e viajar
No seu mar de raio
Eu quero ver o por do sol
Lindo como ele só
E gente pra ver e viajar
No seu mar de raio
Lilás
Lilás, era a calça que ela usava
Lilás, era a cor que eu mais via
Lilás, era como ela andava
Lilás é covardia
Lilás, era tudo à minha frente
Lilás, mais do que uma ideologia
Lilás, cor dos sonhos de um garoto
Lilás, que a menina invadia
Lilás da libido ao amor
mais que outra cor
lilá, lilá, lilás
lilá, lilá, lilás
lilá, lilá, lilás, lilaaaas, lilás, lilás
Lilás, era a calça que ela usava
Lilás, tom da boca da menina
Lilás, era como ela andava
Lilás é covardia
Lili (Hi Lili, hi lo)
(Deutsch/Kaper - versão: Haroldo Barbosa)
Um passarinho me ensinou
Uma canção feliz
E quando solitário estou
Mais triste do que triste sou
Recordo o que ele me ensinou
Uma canção que diz:
Eu vivo a vida cantando
Hi, Lili, hi, Lili, hi lo
Por isso sempre contente estou
O que passou, passou
O mundo gira depressa
E nessas voltas eu vou
Cantando a canção tão feliz que diz
Hi, Lili, hi, Lili, hi lo
Por isso é que sempre contente estou
Hi, Lili, hi, Lili, hi lo.
Linda Flor
(Henrique Vogeler/Marques Porto/Luiz Peixoto)
Ai, Ioiô
Eu nasci pra sofrer
Fui olhar pra você, meus olhinhos fechou
E quando os olhos abri, quis gritar, quis fugir
Mas você, eu não sei porque
Você me chamou
Ai, Ioiô
Tenha pena de mim
Meu Senhor do Bonfim, pode inté se zangá
Se ele um dia souber
Que você é que é, o Ioiô de Iaiá
Chorei toda noite, pensei
Nos beijos de amor que te dei
Ioiô, meu benzinho do meu coração
Me leva pra casa, me deixa mais não
Ai, Ioiô
Tenha pena de mim
Meu Sr. do Bonfim, pode inté se zangá
Se ele um dia souber
Que você é que é, o Ioiô de Iaiá
Linda Juventude
(Flávio Venturini/Márcio Borges)
Zabelê, zumbi, besouro,
Vespa fabricando mel,
Guarda o teu tesouro, jóia marrom,
Raça como nossa cor
Nossa linda juventude,
Página de um livro bom,
Canta que te quero, gás e calor,
Claro como o Sol raiou (2x)
Maravilha,
Juventude,
Pobre de mim, pobre de nós...
Via láctea, brilha por nós,
Vidas pequenas da esquina!
Fado, sina, lei, tesouro,
Canta que te quero bem,
Brilha que te quero, luz andaluz,
Faça como o nosso amor
Nossa linda juventude,
Página de um livro bom,
Canta que te quero, gás e calor,
Claro como o sol raiou (2x)
Lindeza
Coisa linda
É mais que uma idéia louca ver-te ao alcance da boca
Eu nem posso acreditar coisa linda
Minha humanidade cresce quando o mundo te oferece
E enfim te dás, tens lugar promessa de felicidade
Festa da vontade nítido farol, sinal
Novo sob o sol vida mais real
Coisa linda
Lua lua lua lua
Sol palavra dança nua
Pluma tela pétala
Coisa linda
Desejar-te desde sempre
Ter-te agora e o dia é sempre
Uma alegria pra sempre
Promessa de felicidade
Festa da vontade
Nítido farol, sinal
Novo sob o sol
Vida mais real
Coisa linda
Lua lua lua lua
Sol palavra dança nua
Pluma tela pétala
Coisa linda
Desejar-te desde sempre
Ter-te agora e o dia é sempre
Uma alegria pra sempre
Lindo Balão Azul
Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou um cientista
o meu papo é futurista,
é lunático
Eu vivo sempre no mundo da lua
Tenho alma de artista
sou um gênio sonhador
e romântica (o)
Eu vivo sempre no mundo da lua
Porque sou aventureiro
desde o meu primeiro passo
pro infinito...
Eu vivo sempre no mundo da lua
porque sou inteligente
se você quer vir com a gente
venha que será um barato
Pegar carona nessa cauda de cometa
Ver a Via-láctea,
Estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde
Numa nebulosa,
Voltar pra casa,
Nosso lindo balão azul
Lindo e Triste Brasil
Sou nascido aqui mesmo neste país,
Tão gigante... tão franzino...
Seu destino ao Deus-dará
Rios e fontes aos montes
E dunas de areia em beiras de mar
Tudo aqui mesmo é tão lindo, morena,
Pena que o homem não pensa em cuidar!...
A solidão é viver sem ninguém
Em quem poder confiar.
Minha gente é gente desse país,
Povo lindo, chora rindo, canta na Sapucaí...
Entre enredo e passista
Misturam-se médico, artista e gari
Com o muito pouco que temos
Ainda sabemos sofrendo cantar e sorrir
Sou do País do Futuro,
Futuro que insiste em não vir por aqui...
Somos muitos e muito podemos fazer
Vai rolinha, pintassilgo,
Voa andorinha, ai tiziu!
Nadem golfinhos e peixes
Nas águas dos mares, dos lagos dos rios
Quem sabe ainda veremos
O que o Poetinha um dia sonhou
Mas não viu
Pátria minha, patriazinha - tadinha!
Lindo e triste Brasil...
Língua
Gosto de sentir a minha lígua roçar
A língua de Luís de Camões
Gosto de ser e de estar
E quero me dedicar
A criar confusões de prosódias
E uma profusão de paródias
Que encurtem dores
E furtem cores como camaleões
Gosto do Pessoa na pessoa
Da rosa no Rosa
E sei que a poesias está para a prosa
Assim como o amor está para a amizade
E quem há de negar que esta lhe é superior
E deixa os portugais morrerem à míngua
"Minha pátria é minha língua"
Fala mangueira!
Fala!
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas
E o falso inglês relax dos surfistas
Sejamos imperialistas
Vamos na velô da dicção choo choo de
Carmen Miranda
E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate
E - xeque-mate - explique-nos Luanda
Ouçamos com atenção os deles e os delas da
TV Globo
Sejamos o lobo do lobo do homen
Adoro nomes
Nomes em Ã
De coisas como Rã e Imã
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon Chevalier
Glauco Matoso e Arrigo Barnabé e maria da
Fé e Arrigo barnabé
Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó
O que quer
O que pode
Esta língua?
Incrível
É melhor fazer um canção
Está provado que só é possível
Filosofar em alemão
Se você tem uma idéia incrível
É melhor fazer um canção
Está provado que só é possível
Filosofar em alemão
Blitz quer dizer corísco
Hollyood quer dizer Azevedo
E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o
Recôncavo
Meu medo!
A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria: tenho mátria
E quero frátria
Poesia concreta e prosa caótica
Ótica futura
Samba -rap, chic-left com banana
Será que ela está no Pão de Açúcar?
Tá craude brô você e tu lhe amo
Qué queu te faço, nego?
Bote ligeiro
Nós canto-falamos como que inveja negros
Que sofrem horrores no gueto do Harlem
Lívros, discos, vídeos à mancheia
E deixe que digam, que pensem e que falem
Linha de Passe
Toca de tatu, linguiça e paio e boi zebu
Rabada com angú, rabo de saia
Naco de peru, lombo de porco com tutu
Bolo de fubá, barriga d'água
E ah! E ah diz que tem, e no balaio tem também
Um som bordão, bordão do som, dedão, viola, som e diz
Diz o diz que viu e no balaio viu também
O pega lá do toma lá da cá do samba
Caldo de feijão, um vatapá, um coração
Boca de siri e um namorado mexilhão
E água de benzer, linha de passe e chimarrão
Babaluaiê, rabo de arraia e confusão
Ié, ié, ié ...
Cama, cafuné, fandango gazulê, sereno e belo chão
Bala, candomblé e meu café, cadê ?
"Num" tem, vai pão com pão
Já era tirolesa o Garrincha e a galeria
A Mairink Veiga, o vai da valsa hoje em dia
Rola bola sola esfola cola pau a pau
E lá vem portela que nem Marquês de Pombal
Mal, isso aqui vai mal, mas viva o carnaval
Lights e sarongues, bondes louras, kingkongs
Meu pirão primeiro é pura marmelada
Puxa saco, cata resto, carta, jogo de cabresto e a pedalada
Quebra outro nariz na cara do juiz
Ah, ih, e há quem faça uma cachorrada
Fique na banheira ou jogue pra torcida
Feliz da vida!
Linha do Horizonte
(Paulo Sérgio Valle/Paraná)
É eu vou pro ar
No azul mais lindo
Eu vou morar
Eu quero um lugar
Que não tenha dono
Qualquer lugar
Eu quero encontrar a rosa-dos-ventos
E me guiar
Eu quero virar
Pássaro de prata
É só voar
É aqui onde estou
Essa é minha estrada
Por onde eu vou
E quando eu cansar
Na linha do horizonte
Eu vou pousar.
A Linha e o Linho
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto-a-ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa, da paixão
A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Você a linha, e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado a casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
A Lista
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você.
Longarinas
Faz muito tempo
que eu não vejo
o verde daquele mar quebrar
nas longarinas da ponte velha
que ainda não caiu
Faz muito tempo
que eu não vejo
o branco da espuma espirrar
Naquelas terras com a sua eterna
briga com o mar.
Uma a uma, coisas vão sumindo.
Uma a uma, se desmilinguindo
Só ee a ponte velha que ainda não caiu
A nova jangada de vela
pintada de verde e encarnada
Só meu bote não muda nada...
E o mar engolindo lindo,
antiga praia de Iracema
E os olhos verdes da menina
lendo o meu mais novo poema
E a luz viu desconfiada
a noiva do sol com mais
um supermercado
Era uma vez meu castelo
entre mangueiras
e jasmins florados.
E o mar engolindo lindo,
E o mal engolindo rindo.
Beira-mar, beira-mar.
Êeee, maninha,
arma aquela rende branca
que eu tô chegando agora...
Lôraburra
Existem mulheres que são uma beleza,
mas quando abrem a boca, hum, que tristeza,
Não é o seu hálito que apodrece o ar,
o problema é o que elas falam que não dá pra aguentar.
Nada na cabeça, personalidade fraca, tem a feminilidade
e a sensualidade de uma vaca.
Produzidas com roupinhas da estação,
que viram no anúncio da televisão.
Milhões de pessoas transitam pelas ruas,
mas conhecemos facilmente esse tipo de perua,
bundinha empinada pra mostrar que é bonita
e a cabeça parafinada pra ficar igual paquita.
| Loira burra, Loira burra, Loira burra, Loira burra.
Elas estão em toda parte desse Rio de Janeiro
e às vezes me interrogo se elas estão no mundo inteiro,
à procura de carro, à procura de dinheiro,
o lugar dessas cadelas era mesmo num puteiro.
Quando só se preocupam em chamar a atenção,
não pelas ideias, mas pelo burrão,
não pensam em nada, só querem badalar,
está na moda tirar onda, beber e fumar.
Cadelinhas de boate ou ratinhas de praia,
apenas os otários aturam a sua laia
e enquanto o playboy te dá dinheiro e atenção,
eu só saio com você se for pra ser o Ricardão.
|
Não eu não sou machista, exigente talvez,
mas eu quero mulheres inteligentes, não vocês!
Vocês são o mais puro retrato da falsidade,
desculpa amor mas eu prefiro mulher de verdade... Ai!
Voce é medíocre e ainda sim orgulhosa,
Loira burra, e mole, não está com nada e está prosa.
O seu jeito forçado de falar é deprimente,
já entendi seu problema, você está muito carente.
Mas eu só vou te usar, você não é nada pra mim.
(...)
Pra que dar atenção a quem não sabe conversar,
pra falar sobre o tempo ou sobre como estava o mar.
Não, eu prefiro dormir, sai daqui, Ham !
Eu já fui bem claro, mas vou repetir,
e pra você me entender, vou ser até mais direto:
Loira burra, você não passa de mulher objeto.
|
Capas da moda, vocês são todas iguais,
cabelos, sorrisos e gestos artificiais,
idéias banais, e como dizem os racionais:
Mulheres vulgares, uma noite e nada mais.
Loira burra, você é vulgar sim,
seus valores são deturpados, você é leviana. Ham!
Pensa que está com tudo, mas se engana
sua frágil cabecinha de porcelana.
A sua filosofia é ser bonita e gostosa,
fora disso é uma sebosa, tapada e preconceituosa,
Seus lindos peitos não merecem respeito,
marionetes alienadas, vocês não tem jeito.
Eu não sou agressivo, contundente talvez,
o Pensador dá valor às mulheres, mas não vocês,
vocês são o mais puro retrato da falsidade,
desculpe amor mas eu prefiro mulher de verdade
|
E, não se esqueça que o problema não está no cabelo, está na cabeça,
Nem todas são sócias da farmácia.
Tem muita Loira burra de cabelo preto e castanho por ai.
E, Loira burra morena, ruiva, preta, loira burra careca.
Tem a Loira burra natural também, cada Loira burra é de um jeito,
mas todas são iguais. Você está me entendendo. Preste atenção:
Eu gosto é de mulher!
|
Loucas Horas
As loucas horas com você
eu vivo a sonhar.
Lembro de você
do seu cabelo ao vento
sua silhueta
ao fundo nascer do sol
Na nossa canção
nada cansava
Já não sei viver
nesse clima de suspense
quando vou te ver?
e por quantas horas?
Te quero,
o mundo
fica perfeito contigo
nas poucas,
...as loucas horas com você
que o sol queima a nossa face
Lembro de você quando estou longe de casa
rôo as unhas todas
e ando de lá pra cá
de lá pra cá e nada de te achar
fico sem dormir, quero sumir
morro de frio...
Louco
(Wilson Batista/Henrique de Almeida)
Louco, pelas ruas ele andava,
E o coitado chorava,
Transformou-se até num vagabundo
Louco, para ele a vida não valia nada,
Para ele a mulher amada,
Era seu mundo.
Conselhos eu lhe dei,
Pra ele esquecer,
Aquele falso amor,
Ele se convenceu,
Que ela nunca mereceu
Nem reparou
Sua grande dor,
Que louco!
Louco por Você
Tudo o que ressalta quer me ver chorar
Louco por você
Nada esquece de armar uma lágrima
Que às vezes vem bater
Na cara
Onda do mar
Até gritar de
Felicidade
Tarde cinza, lágrima prismática
Louco por você
Cor multiplicada, som, palavra má
Porque não sei dizer
Saiba
Diga você
Agora é tarde
Felicidade
Bem
Louvação
(Torquato Neto/Gilberto Gil)
Vou fazer a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Meu povo, preste atenção - atenção, atenção
Repare se estou errado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
E louvo, pra começar
Da vida o que é bem maior
Louvo a esperança da gente
Na vida, pra ser melhor
Quem espera sempre alcança
Três vezes salve a esperança!
Louvo quem espera sabendo
Que pra melhor esperar
Procede bem quem não pára
De sempre mais trabalhar
Que só espera sentado
Quem se acha conformado
Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
Quem 'tiver me escutando - atenção, atenção
Que me escute com cuidado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo agora e louvo sempre
O que grande sempre é
Louvo a força do homem
E a beleza da mulher
Louvo a paz pra haver na terra
Louvo o amor que espanta a guerra
Louvo a amizade do amigo
Que comigo há de morrer
Louvo a vida merecida
De quem morre pra viver
Louvo a luta repetida
Da vida pra não morrer
Vou fazendo a louvação - louvação, louvação
Do que deve ser louvado - ser louvado, ser louvado
De todos peço atenção - atenção, atenção
Falo de peito lavado
Louvando o que bem merece
Deixo o que é ruim de lado
Louvo a casa onde se mora
De junto da companheira
Louvo o jardim que se planta
Pra ver crescer a roseira
Louvo a canção que se canta
Pra chamar a primavera
Louvo quem canta e não canta
Porque não sabe cantar
Mas que cantará na certa
Quando enfim se apresentar
O dia certo e preciso
De toda a gente cantar
E assim fiz a louvação - louvação, louvação
Do que vi pra ser louvado - ser louvado, ser louvado
Se me ouviram com atenção - atenção, atenção
Saberão se estive errado
Louvando o que bem merece
Deixando o ruim de lado
Lua de São Jorge
Lua de São Jorge
Lua deslumbrante
Azul verdejante
Cauda de pavão
Lua de São Jorge
Cheia branca inteira
Oh! Minha bandeira
Solta na amplidão
Lua de São Jorge
Lua brasileira
Lua do meu coração
Lua de São Jorge
Lua maravilha
Mãe, irmã e filha
De todo esplendor
Lua de São Jorge
Brilha nos altares
Brilha nos lugares
Onde estou e vou
Lua de São Jorge
Brilha sobre os mares
Brilha sobre o meu amor
Lua de São Jorge
Lua soberana
Nobre porcelana
Sobre a seda azul
Lua de São Jorge
Lua da alegria
Não se vê um dia
Claro como tu
Lua de São Jorge
Serás minha guia
No Brasil de norte a sul
Lua e Estrela
Menina do anel de lua e estrela
Raios de sol no céu da cidade
Brilho da lua
Noite é bem tarde
Penso em você
Fico com saudade
Manhã chegando
Luzes morrendo
Nesse espelho que é nossa cidade
Quem é você?
Qual o seu nome
Conta pra mim
Diz como eu te encontro
Mas deixo ao destino
Deixo ao acaso
Quem sabe eu te encontro
De noite no baixo
Brilho da lua...
Mas deixo ao destino
Deixo ao seu castro
Quem sabe eu te encontro
De noite no baixo
Lua Menina
A lua nova
é uma nova menina
o amor é puro mel
germinando em gotas azuis
cintilando na íris do céu
plantando lume
semeando um novo fruto
que alimenta uma nova visão
que ilumine cada coração
Lua ensina um canto novo
que tenha a cor do povo
um banho de luar
lua espalha energia
que os raios da energia
virão te ouvir cantar no fogo desse amor.
A Lua que Eu Te Dei
Posso te falar dos sonhos
Das flores
De como a cidade mudou
Posso te falar do medo
Do meu desejo
Do meu amor
Posso falar da tarde que cai
E aos poucos deixa ver no céu a lua
Que um dia eu te dei...
Gosto de fechar os olhos
Fugir do tempo
De me perder...
Posso até perder a hora
Mas sei que já passou das seis
Sei que não há no mundo
Que possa te dizer
Que não é tua
A lua que eu te dei
Prá brilhar...
Por onde você for
Me queira bem
Durma bem, meu amor!!!
Eu posso falar da tarde que cai
E aos poucos deixa ver
No céu a lua
Que um dia eu te dei
Prá brilhar
Por onde você for
Me queira bem...
Durma bem...
Meu amor!
Durma bem...
Me queira bem...
Meu amor!!!
Luar (A Gente Precisa Ver o Luar)
O luar
Do luar não há mais nada a dizer
A não ser
Que a gente precisa ver o luar
Que a gente precisa ver para crer
Diz o dito popular
Uma vez que é feito só para ser visto
Se a gente não vê, não há
Se a noite inventa a escuridão
A luz inventa o luar
O olho da vida inventa a visão
Doce clarão sobre o mar
Já que existe lua
Vai-se para rua ver
Crer e testemunhar
O luar
Do luar só interessa saber
Onde está
Que a gente precisa ver o luar
Luar do Sertão
(Catullo da Paixão Cearense)
Oh, que saudades do luar da minha terra
Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão
Esse luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão
| Não há, oh gente, oh não
| Luar como esse do sertão
| Não há, oh gente, oh não
| Luar como esse do sertão
Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia a nos nascer no coração
(|)
Quando vermelha no sertão desponta a lua
Dentro d´alma onde flutua, também rubra nasce a dor
E a lua sobe e o sangue muda em claridade
E a nossa dor muda em saudade, branca, assim da mesma cor
(|)
Lugar Nenhum
(Arnaldo Antunes/Charles Gavin/Marcelo Fromer/Sérgio Britto/Tony Bellotto)
Não sou brasileiro,
Não sou estrangeiro
Não sou brasileiro,
Não sou estrangeiro
Não sou de nenhum lugar,
Sou de lugar nenhum
Não sou de São Paulo, não sou japonês
Não sou carioca, não sou português
Não sou de Brasília, não sou do Brasil
Nenhuma pátria me pariu
Eu não tô nem aí
Eu não tô nem aqui
Luíza
Rua, espada nua
Bóia no céu
Imensa e amarela
Tão redonda, a lua
Como flutua
Vem navegando o azul do firmamento
E, no silêncio, lento
Um trovador cheio de estrelas
Escuta agora a canção que eu fiz
Pra te esquecer, Luíza
Eu sou, apenas, um pobre amador apaixonado
Um aprendiz do teu amor
Acorda, amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração
Vem cá, Luíza
Me dá tua mão o teu desejo é, sempre, o meu desejo
Vem me exorciza
Me dá tua boca
E a rosa louca vem me dar um beijo
E um raio de sol, nos teus cabelos
Como um brilhante que, partindo a luz
Explode em sete cores
Revelando, então, os sete mil amores
Que eu guardei, somente, pra te dar, Luíza...
Luiz Inácio (300 Picaretas)
Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou
São 300 picaretas com anel de doutor
Eles ficaram ofendidos com a afirmação
Que reflete na verdade o sentimento da nação
É lobby, é conchavo, é propina e jetom
Variações do mesmo tema sem sair do tom
Brasília é uma ilha, eu falo porque sei
Uma cidade que fabrica a sua própria lei
Aonde se vive mais ou menos como na Disneylândia
Se essa palhaçada fosse na Cinelândia
Ia juntar muita gente pra pegar na saída
Pra fazer justiça uma vez na vida
Eu me vali desse discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar, por qualquer trocado
Por um par de sapatos, por um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns coronéis, vocês venceram outra vez
O Congresso continua a serviço de vocês
Papai quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição
E se eu fosse dizer nomes a canção era pequena
João Alves, Genebaldo, Humberto Lucena
De exemplo em exemplo aprendemos a lição
Ladrão que ajuda ladrão ainda recebe concessão
De rádio FM e de televisão
Lumiar
(Beto Guedes/Ronaldo Bastos)
Anda, vem jantar, vem comer, vem beber, farrear
até chegar Lumiar
e depois deitar no sereno
só pra poder dormir e sonhar
pra passar a noite
caçando sapo, contando caso
de como deve ser Lumiar
Acordar, Lumiar, sem chorar, sem falar, sem querer
acordar em lumiar
levantar e fazer café
só pra sair caçar e pescar
e passar o dia
moendo cana, caçando lua
clarear de vez Lumiar
Amor, Lumiar, pra viver, pra gostar, pra chover
pra tratar de vadiar
descançar os olhas, olhar e ver e respirar
só pra não ver o tempo passar
pra passar o tempo
Até chover, até lembrar
de como deve ser Lumiar
Anda, vem cantar, vem dormir, vem sonhar, pra viver
até chegar em Lumiar
Estender o sol na varanda... até queimar
só pra não ter mais nada a perder
pra perder o medo, mudar de céu, mudar de ar
clarear de vez Lumiar
Luz del Fuego
Eu hoje represento a loucura
Mais o que você quiser
Tudo que você vê sair da boca
De uma grande mulher, porém louca!
Eu hoje represento o segredo
Enrolado no papel
Como Luz del Fuego não tinha medo
Ela também foi pro céu, cedo!
Eu hoje represento uma fruta
Pode ser até maçã
Não, não é pecado, só um convite
Venha me ver amanhã, mesmo!
Eu hoje represento o folclore
Enrustido no metrô
Da grande cidade que está com pressa
De saber onde eu vou, sem essa!
Eu hoje represento a cigarra
Que ainda vai cantar
Nesse formigueiro quem tem ouvidos
Vai poder escutar, meu grito!
Eu hoje represento a pergunta
Na barriga da mamãe
E quem morre hoje, nasce um dia
Pra viver amanhã, e sempre!
A Luz de Tieta
Todo dia é o mesmo dia
A vida é tão tacanha
Nada novo sobre o sol
Tem que se esconder no escuro
Que na luz se banha
Por debaixo do lençol
Nessa terra a dor é grande
A ambição pequena
Carnaval e futebol
Quem não finge, quem não mente
Quem mais goza e pena
É que serve de farol
Existe alguém em nós
Em muito dentro nós esse alguém
Que brilha mais do que milhões de sóis
E que a escuridão conhece também
Existe alguém aqui
Fundo no fundo de você, de mim
Que grita para quem quiser meu ouvir
Quanto canta assim:
Êta, êta, êta, êta
É a lua, é o sol,
É a luz de Tieta, êta, êta
Toda noite é a mesma noite
A vida é tão estreita
Nada de louvor ao luar
Todo mundo quer saber
Com quem você se deita
Nada pode prosperar
É domingo, é fevereiro,
É sete de setembro
Futebol e carnaval
Nada muda, é tão escuro
Até onde eu me lembro
Uma dor que é sempre igual.
Luz do Sol
Luz do sol
Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha em graça
Em vida em força em luz
Céu azul que vem até
Onde os pés tocam ne terra
E a terra inspira e exala seus azuis
Reza, reza o rio
Córrego para o rio, o rio pro mar
Reza correnteza roça a beira doura a areia
Marcha o homem sobre o chão
Luz do sol
Leva no coração uma ferida acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão da infinita beleza
Finda por ferir com a mão essa delicadeza
A coisa mais querida
A glória da vida
Que a folha traga e traduz
Em verde novo
Em folha em graça
Em vida em força em luz
Luz e Mistério
(Beto Guedes/Caetano Veloso)
Oh! Meu grande bem
Pudesse eu ver a estrada
Pudesse eu Ter
A rota certa que levasse até
Dentro de ti
Oh! meu grande bem
Só vejo pistas falsas
É sempre assim
Cada picada aberta me tem mais
Fechado em mim
És um luar
Ao mesmo tempo luz e mistério
Como encontrar
A chave desse teu riso sério
Doçura de luz
Amargo a sombra escura
Procuro em vão
Banhar-me em ti
E poder decifrar teu coração
És um luar
Ao mesmo tempo luz e mistério
Como encontrar
A chave desse teu riso sério
O grande mistério, meu bem, doce luz
Abrir as portas desse império teu
E ser feliz
Luzes da Ribalta
(Charlie Chaplin/Geoffrey Parsons - versão de Antônio Almeida/João de Barro)
Vidas que se acabam, a sorrir,
Luzes que se apagam, nada mais,
É sonhar em vão, tentar aos outros, iludir,
Se o que se foi, pra nós não voltará, jamais.
Para que chorar o que passou,
Lamentar perdidas ilusões,
Se o ideal que sempre nos acalentou,
Renascerá em outros corações
A Luz Que Acende O Olhar
A luz que acende o olhar
Vem das estrelas no meu coração,
Vem de uma força que me fez assim,
Vem nas palavras, lembranças e flores ligadas em mim.
O tempo pode mudar,
A chuva lava o que já passou.
Resta somente o que eu já vivi,
Resta somente o que ainda sou.
A luz que acende o olhar
Vem pelos cantos da imaginação,
Vem por caminhos que eu nunca passei,
Como se a vida soubesse de sonhos que eu nunca sonhei.
Vem do infinito da estrela cadente,
Do espelho da alma, dos filhos da gente,
De algum lugar só pra iluminar
A força vem de onde eu venho
De tudo que acende a vida acabada
Me olha e entende o que eu sou
Tudo que é maior vem do amor... (vem do amor)
A luz que acende o olhar
Vem dos romances que viram poesias,
Vem quando quer, se quiser, se vier,
Vem pra ascender e mostar o amor que a gente não via,
Vem como um passe de pura magia,
Como se o visse e jurasse que a tempo já te conhecia.
Vem como um passe de pura magia,
Como se o visse e jurasse que a tempo já te conhecia.
Vem no infinito da estrela cadente,
Do espelho da alma, dos filhos da gente,
De algum lugar só pra iluminar,
A força vem de onde eu venho,
De tudo que acende a vida acabada
Me olha e entende o que eu sou
Tudo que é maior vem
Da luz que acende o olhar
Vem das histórias que me adormeciam
Vem do que a gente não ousa viver
Vem e me acalma me traz e me leva pra perto de você
E me leva ... mais pra perto de você
Me leva mais prá perto de você!
Patrícia Alvarenga,
petrolina@uol.com.br
Última edição em 28 de junho de 2005.
PS. Sugestões, críticas, correções e principalmente colaborações são
muito bem vindas! Desde que não me peçam letras (cifradas ou não). :)