

Músicas da MPB - N
Músicas da MPB - N
Na Baixa do Sapateiro
Na Baixa do Sapateiro eu encontreu um dia
A morena mais frajola da Bahia
Pedi-lhe um beijo, não deu
Um abraço, sorriu
Pedi-lhe a mão, não quis dar, fugiu
Bahia, terra da felicidade
Morena, eu ando louco de saudade
Meu Senhor do Bonfim
Arranje outra morena igualzinha pra mim
Oh! amor, ai
Amor bobagem que a gente não explica, ai, ai
Prova um bocadinho, ô
Fica envenenado, ô
E pro resto da vida é um tal de sofrer
Ôlará, ôleré
Ô Bahia
Bahia que não me sai do pensamento
Faço o meu lamento, ô
Na desesperança, ô
De encontrar nesse mundo
Um amor que eu perdi na Bahia, vou contar
Ô Bahia
Bahia que não me sai do pensamento...
Na Batucada da Vida
(Ary Barroso/Luiz Peixoto)
no dia em que eu apareci no mundo
juntou uma porção de vagabundo
da orgia
de noite, teve samba e batucada
que acabou de madrugada
em grossa pancadaria
depois do meu batismo de fumaça
mamei um litro e meio de cachaça
bem puxado
e fui adormecer como um despacho
deitadinha no capacho
na porta dos enjeitados
cresci olhando a vida sem malícia
quando um cabo de polícia
despertou meu coração
e como eu fui pra ele muito boa
me soltou na rua à toa
desprezada como um cão
e hoje que eu sou mesmo da virada
e que eu não tenho nada, nada
que por Deus fui esquecida
irei cada vez mais me esmolambando
seguirei sempre cantando
na batucada da vida
Na Cancela
Chorei, ai chorei
Chorei, esperando por ela, chorei
Cansei, ai cansei
Cansei, me escorando à cancela, cansei
Não há lugar melhor pra chorar
Do que cancela, quando não vem trem
Não há lugar melhor pra chorar
Do que o colo de quem se quer bem
Na Cadência do Samba
(Ataulfo Alves/Paulo Gesta)
Sei que vou morrer, não sei o dia
Levarei saudades da Maria
Sei que vou morrer, não sei a hora
Levarei saudades da Aurora
Quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba
Mas o meu nome ninguém vai jogar na lama
Diz o dito popular
Morre o homem, fica a fama
Quero morrer numa batucada de bamba
Na cadência bonita do samba
Nada Além
(Custódio Mesquita/Mário Lago)
Nada além,
Nada alem, de uma ilusão,
Chega bem
Que é demais para o meu coração
Acreditando em tudo
Que o amor mentindo sempre diz
Eu vou vivendo assim, feliz
Na ilusão de ser feliz.
Se o amor, só nos causa
Sofrimento e dor
É melhor,
Bem melhor a ilusão do amor
Eu não quero e não peço
Para o meu coração
Nada além de uma linda ilusão...
Nada Mais (Lately)
Sinto quando alquém te interessa
Mesmo quando finges que não vês
Se desapareces numa festa
Eu já sei
Não te quero ouvir falar do Tempo
Se eu só pergunto onde vais
Mas se quiser saber se voltas logo
You don't know
Nada mais
Vão dizer que são tolices
Que podemos ser felices
Mas tudo que eu sei não dá pra disfarçar
Dessa vez doeu demais
Amanhã será jamais
Onde a gente vai tem uns amigos
Que voce precisa visitar
Se não sou feliz
São só ciúmes
Nada mais
Mais de uma vez flagrei seus Iabios
Na intenção do nome de outro alguém
Mas se quiser saber o que eles calam
Você diz tudo bem
Nada por Mim
(Paula Toller/Herbert Vianna)
Você me tem fácil demais
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse, vá!
E eu não fui
Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando
Que eu sou seu
Você me tem fácil demais
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vá e eu não fui
Você me diz o que fazer
Mas não procura entender
Que eu faço só pra te agradar
Me diz até o que vestir
Com quem andar e aonde ir
Mas não me pede prá voltar
Nada pra mim
Eu não vim aqui
Pra entender
Ou explicar
Nem pedir nada pra mim
Não quero nada pra mim
Eu vim pelo que sei
E pelo o que sei
Você gosta de mim
É por isso que eu vim
Eu não quero cantar
Pra ninguém a canção
Que eu fiz pra você
Que eu guardei pra você
Pra você não esquecer
Que eu tenho um coração
E é seu
Tudo mais que eu tenho
Tenho tempo de sobra
Tive você na mão
E agora
Tenho só essa canção
Nada Será como Antes
(Milton Nascimento/Ronaldo Bastos)
Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes, amanhã...
Que notícias me dão dos amigos?
Que notícias me dão de você?
Alvoroço em meu coração
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Num domingo qualquer, qualquer hora
Ventania em qualquer direção
Sei que nada será como antes, amanhã...
Que notícias me dão dos amigos
Que notícias me dão de você
Sei que nada será como está
Amanhã ou depois de amanhã
Resistindo na boca da noite um gosto de sol
Nada Tanto Assim
Só tenho tempo
Pras manchetes no metrô
E o que acontece na novela
Alguém me conta no corredor
Escolho os filmes
Que eu não vejo no elevador
Pelas estrelas
Que eu encontro na crítica do leitor
| Eu tenho pressa
| E tanta coisa me interessa
| Mas nada tanto assim
Só me concentro em apostilas
Coisa tão normal
Leio os roteiros de viagem
Enquanto rola o comercial
Conheço quase o mundo inteiro
Por cartão-postal
Eu sei de quase tudo um pouco
E quase tudo mal
(refrão)
Na Estrada
Ela vai voltar, vai chegar
E se demorar, I'll wait for you
Ela vem, e ninguém mais bela
Baby, I wanna be yours tonight
Sem botão, no tempo, no topo, no chão
em cada escada, a caminhada a pé, de caminhão
Seu horário nunca é cedo aonde estou
e quando escondo a minha olheira
é prá colher amor
Sala sem ela tem janela
inclina em cerca de atenção
Ela vem, e ninguém mais
bela vem em minha direção
Na Ilha de Lia, no Barco de Rosa
Quando adormecia na ilha de Lia, meu Deus
eu só vivia a sonhar
Que passava ao largo no barco de Rosa e
queria aquela ilha abordar
Pra dormir com Lia que via que eu ia sonhar
dentro do barco de Rosa
Rosa que se ria e dizia nem coisa com coisa
Era uma armadilha de Lia com Rosa com Lia,
eu não podia escapar
Girava num barco num lago no centro ilha
num moinho de mar
Era estar com Rosa nos braços de Lia, era Lia
com balanço de Rosa
Era tão real, era devaneio
Era meio a meio, meio Rosa, meio Lia, meio
Rosa, meio dia, meia-lua, meio Lia, meio
Era uma partilha de Rosa com Lia, com Rosa,
eu não podia esperar
Na feira do porto, meu corpo, minh'alma, meus
sonhos vinham negociar
Era poesia nos pratos de Rosa, era prosa na
balança de Lia
Era tão real, era devaneio
Era meio a meio, meio Lia, meio Rosa, meio
Lia, meia lua, meio dia, meio Rosa, meio
Na ilha de Lia, de Lia, de Lia
No barco de Rosa, de Rosa, de Rosa
A Namorada
Ei bicho
O broto do seu lado
Já teve
Namorado
E teme um compromisso
Gavião
Há sempre um do seu lado
Se diz gato malhado
Mas não é nada disso
A namorada tem namorada
A namorada tem namorada
Tem irmão
Grudado em sua cola
Na porta da escola
Mas não tem chance não
Pai juiz
A leva pro cinema
Com mais cinco morena
O que mais sempre quis
A namorada tem namorada
A Namoradinha de Um Amigo Meu
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Estou amando loucamente a namoradinha de um amigo meu
Sei que estou errado mas nem mesmo sei como isso aconteceu
Um dia sem querer olhei em seu olhar
E disfarcei prá ninguém notar
Não sei mais o que faço prá ninguém saber que estou amado assim
Se os dois souberem nem mesmo sei o que eles vão pensar de mim
Eu sei que vou sofrer, mas tenho que esquecer
O que é dos outros não se deve ter
| Vou procurar alguém que não tenha ninguém
| Pois comigo aconteceu gostar da namorada de um amigo meu
Namoradeira
Quando entrei na roda a baiana olhou pra mim (2x)
Ôh baiana (2x)
Namoradeira que é que você está querendo(2x)
Com os olhos de manteiga
Ôh baiana se derretendo
Você é muito formosa
Mas não sambo do seu lado
Porque é muito fogosa
E já tem três namorados
O primeiro é polícia
O segundo é traficante
O terceiro é valentão, é mau, é valentão
É valentão, é mau, é valentão
Vou-me embora desse samba
Que eu não quero confusão
A barra da sua saia
Ôh baiana
É que nem mamão papaia
Ôh baiana
Seu cheiro é de manacá
Ôh baiana
Seu beijo é que nem ingá
Ôh baiana
Mas eu só olho de banda
Não sambo na sua beira
Não quero zanga ôh baiana
Por mulher namoradeira
Nana Banana
É bangulê, dum, dum...
É demais Nana Banana
Olhe o batom na boca dela
A boca dela tem sabor, Nana Banana
Se eu pudesse amá-la-ia
Mas não posso amar ela sem amor
Nana Banana
Meu amor por ti gela, por ti gela
Ela sempre me gelou, Nana Banana
Hoje eu sei que amo ela, amo ela
Como é grande esse amor,
Nana Banana
Com seu jeito de menina
Tinha muita adrenalina, quero mais
Nana Banana
Eu vi ela e ela tinha dado um beijo
Havia dado e o cara era o professor
Se a canoa não virar, olê, olê, olá
Eu chego lá
Nana Ê
(Wadinho Marques/Alexandre Peixe/Leonardo Provedel)
Me diga quem é
Que já vem balançando com jeito moleque
Me diga quem é
Que tá suingando ao som do Chiclete
Espalhando alegria
De noite, de dia
Esse jeito de amar
Nessa onda morena
Eu vou te levar
Na pela dourada
Um beijo de fada
Suspiro de amor
Sorriso maneiro
Num dengo faceiro
Gravado na cor
De onde vem esse canto
Que encanta e que mexe
Essa massa legal
Vem correndo me abraça
Alegria geral
Oi Nana ê
Vem bananear ê ô
Vem bananear ê á
Vem Nana Nana
Na Nossa Casa
Quando anoiteceu
Nenhuma luz em nossa casa se acendeu
Aonde você estava?
Aonde estava eu?
Se tudo parecia nada,
ainda assim,
o nada era mais do que o que você deixou
no fim
Quando aconteceu,
quando algo em que a gente acreditava
se perdeu
Por onde você andava?
Por que não me socorreu?
Não é o fim do mundo é só o fim de tudo
que fomos nós,
sem flutuar e sem tocar o fundo
sempre sós
Não Aprendi Dizer Adeus
Não aprendi dizer adeus
Não sei se vou me acostumar
Olhando assim nos olhos seus
Sei que vai ficar nos meus a marca desse olhar
Não tenho nada pra dizer
Só o silêncio vai falar por mim
Eu sei guardar a minha dor
E apesar de tanto amor
Vai ser melhor assim
Não aprendi dizer adeus
Mas tenho que aceitar
Que amores vêm e vão
São aves de verão
Se tens que me deixar
Que seja então feliz
Não aprendi dizer adeus
Mas deixo você ir
Sem lágrimas no olhar
Se o adeus me machucar
O inverno vai passar
E apaga a cicatriz
Não Chore Mais
Bem que eu me lembro
Da gente sentado ali
Na grama do aterro, sob o sol
Ob-observando hipócritas
Disfarçados, rodando ao redor
Amigos presos
Amigos sumindo assim
Pra nunca mais
Tais recordações
Retratos do mal em si
Melhor é deixar prá trás
Não, não chore mais
Não, não chore mais
Bem que eu me lembro
Da gente sentado ali
Na grama do aterro, sob o céu
Ob-observando estrelas
Junto à fogueirinha de papel
Quentar o frio
Requentar o pão
E comer com você
Os pés, de manhã, pisar o chão
Eu sei a barra de viver
Mas se Deus quiser
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Tudo, tudo, tudo vai dar pé
Não, não chore mais
Não, não chore mais
Não Deixa O Samba Morrer
Quando eu não puder pisar mais na avenida
Quando minhas pernas não puderem aguentar
Levar meu corpo, junto com meu samba
O meu anel de bamba entrego a quem mereça usar
Eu vou ficar no meio do povo este ano
Minha escola perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final
Não deixa o samba morrer
Não deixa o samba acabar
O morro foi feito de samba
Do samba pra gente sambar
Não Enche
Me larga, não enche
Você não entende nada e eu não vou te fazer entender
Me encara de frente:
É que você nunca quis ver, não vai querer, não quer ver
Meu lado, meu jeito,
O que eu herdei de minha gente e nunca posso perder
Me larga, não enche,
Me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver
Cuidado, oxente!
Está no meu querer poder fazer você desabar
Do salto. Nem tente
Manter as coisas como estão porque não dá, não vai dar.
Quadrada, demente,
A melodia do meu samba põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar
Eu vou
Clarificar
A minha voz
Gritando: nada mais de nós!
Mando meu bando anunciar:
Vou me livrar de você.
Harpia, aranha,
Sabedoria de rapina e de enredar, de enredar
Perua, piranha
Minha energia é que mantém você suspensa no ar
Pra rua!, se manda,
Sai do meu sangue, sanguessuga, que só sabe sugar
Pirata, malandra,
Me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar, me deixa gozar
Vagaba, vampira,
O velho esquema desmorona desta vez pra valer
Tarada, mesquinha,
Pensa que é a dona e eu lhe pergunto: quem te deu tanto axé?
À toa, vadia,
Começa uma outra história aqui na luz deste dia D:
Na boa, na minha,
Eu vou viver dez,
Eu vou viver cem,
Eu vou viver mil,
Eu vou viver sem você.
Não Existe Pecado ao Sul do Equador
(Chico Buarque/Ruy Guerra)
Não existe pecado do lado de baixo do equador
Vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, capacho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é lição de esculacho, olha aí, sai de baixo
Que eu sou professor
Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se me usa, me abusa, lambuza
Que a tua cafuza
Não pode esperar
Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar
Sarapatel, caruru, tucupi, tacacá
Vê se esgota, me bota na mesa
Que a tua holandesa
Não pode esperar
Não existe pecado do lado de baixo do equador
Vamos fazer um pecado, rasgado, suado a todo vapor
Me deixa ser teu escracho, teu cacho
Um riacho de amor
Quando é missão de esculacho, olha aí, sai de baixo
Que eu sou embaixador
Não Identificado
Eu vou fazer uma canção pra ela
Uma canção singela, brasileira
Para lançar depois do carnaval
Eu vou fazer um iê-iê-iê romântico
Um anti-computador sentimental
Eu vou fazer uma canção de amor
Para gravar num disco voador
Eu vou fazer uma canção de amor
Para gravar num disco voador
Uma canção dizendo tudo a ela
Que ainda estou sozinho, apaixonado
Para lançar no espaço sideral
Minha paixão há de brilhar na noite
No céu de uma cidade do interior
Como um objeto não identificado
Como um objeto não identificado
Que ainda estou sozinho, apaixonado
Como um objeto não identificado
Para gravar num disco voador
Eu vou fazer uma canção de amor
Como um objeto não identificado...
Não Quero Dinheiro
Vou pedir pra você voltar
Vou pedir pra você gostar
Eu te amo
Eu te quero bem
Vou pedir pra você gostar
Vou pedir pra você me amar
Eu te amo
Eu te adoro meu amor
| A semana inteira
| Fiquei te esperando
| Pra te ver sorrindo
| Pra te ver cantando
| Quando a gente ama
| Não pensa em dinheiro
| Só se quer amar, se quer amar...
Não Quero Mais Amar a Ninguém
Não quero mais amar a ninguém
Não fui feliz, o destino não quis
O meu primeiro amor
Morreu como a flor, ainda em botão,
Deixando espinhos que dilaceram meu coração.
Semente de amor sei que sou desde nascença,
Mas sem ter a vida e fulgor, heis minha sentença,
Tentei pela primeira vez um sonho vibrar,
Foi beijo que nasceu e morreu, sem se chegar a dar,.
(bisa a primeira parte)
Às vezes dou gargalhada ao lembrar do passado,
Nunca pensei em amor, nunca amei nem fui amado,
Se julgas que estou mentindo, jurar sou capaz,
Foi simples sonho que passou e nada mais
Não Quero Saber Mais Dela
Porque foi que tu deixaste nossa casa na favela?
Não quero saber mais dela, não quero saber mais dela
A casa que eu te dei tem uma porta e uma janela
Também não quero saber mais dela,
Também não quero saber mais dela
Português, tu não me invoca
Me arrespeita, eu sou donzela
Não vou na tua potoca
Nem vou morar na favela
Eu bem sei que tu és donzela
Mas isto é uma coisa à toa
Mulata, lá na favela
Mora muita gente boa
E aquela criolinha que tu dava tanto nela?
Não quero saber mais dela, não quero saber mais dela
E aquela portuguesa que tu te casou com ela?
Também não quero saber mais dela,
Também não quero saber mais dela!
Não Rolou, Mas Vai Rolar
(Nelson Rufino/ Chocolate da Bahia)
Ainda não rolou
Mas sei que ainda vai rolar
Você vai ver
Vou te pegar
Não rolou
Mas vai rolar
Tudo que você quiser
Vai rolar um cheiro
Vai rolar um beijo
Muito amor e muito axé
Não rolou
Não rolou
Mas vai rolar
Tudo que você quiser
Vai rolar um cheiro
Vai rolar um beijo
Muito amor e muito axé
Esse seu jeito me toca
Me assanha, provoca
Um desejo incomum
Tomara não seja ruim
Contra esta verdade
Que esta dentro de mim
Te ter como cara metade
E toda vontade do meu coração
E assim é correr pra galera
Sorrindo e cantando a nossa união
Não rolou
Não rolou
Mas vai rolar
Tudo que você quiser
Vai rolar um cheiro
Vai rolar um beijo
Muito amor e muito axé
O bem que haverá de rolar
Em meu mundo carente
De nova ilusão
Fará uma reviravolta
No meu dia-a-dia, no meu Caminhar
Há muito que eu ando tentando
Sonhando viver uma grande paixão
Paixão
E você tem o dengo que eu quero
Pecado sincero pro meu coração
Não Sonho Mais
Hoje eu sonhei contigo
Tanta desdita, amor
Nem te digo
Tanto castigo
Que eu tava aflita de te contar
Foi um sonho medonho
Desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha
E se urina toda
E quer sufocar
Meu amor
Vi chegando um trem do candango
Formando um bando
Mas que era um bando de orangotango
Pra te pegar
Vinha nego humilhado
Vinha morto-vivo
Vinha flagelado
De tudo que é lado
Vinha um bom motivo
Pra te esfolar
Quanto mais tu corria
Mais tu ficava
Mais atolava
Mais te sujava
Amor, tu fedia
Empestava o ar
Tu, que foi tão valente
Chorou pra gente
Pediu piedade
E olha que maldade
Me deu vontade
De gargalhar
Ao pé da ribanceira
Acabou-se a liça
E escarrei-te inteira
A tua carniça
E tinha justiça
Nesse escarrar
Te rasgamo a carcaça
Descemo a ripa
Viramo as tripa
Comemo os ovo
Ai, e aquele povo
Pôs-se a cantar
Foi um sonho medonho
Desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha
E se urina toda
E já não tem paz
Pois eu sonhei contigo
E caí da cama
Ai, amor, não briga
Ai, não me castiga
Ai, diz que me ama
E eu não sonho mais
Não Vá Ainda...
O que você quer ?
O que você sabe?
Não é fácil pra mim
Meu fogo também me arde
Ás vezes, me vejo tão triste
Onde você vai?
Não é tão simples assim
Porque às vezes meu coração não responde
Só se esconde e dói
Por favor, não vá ainda espera anoitecer
A noite é linda me espera adormcer
Não vá ainda
Não, não vá ainda...
Me diga como você pode
Me ver indo embora
Sem se despedaçar
Por favor, me diga agora
Ou será que você nem quer perceber
Talvez você seja feliz sem saber
Por favor, não vá ainda espera anoitecer
A noite é linda me espera adormecer...
Não vá ainda, não vá ainda...
Por favor não vá ainda, espera anoitecer
A noite é linda me espera adormecer
Não vá ainda, não vá ainda...
Não Vá Embora
(Marisa Monte/Arnaldo Antunes)
E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça
Você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida
Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado para mim
Mas com você
Dá certo
Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca, nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe, não me deixe mais
Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero
Não quero
Não Vou Ficar
Há muito tempo
Eu vivi calada
Mas agora resolvi falar
Chegou a hora
Tem que ser agora
E com você não posso mais ficar
| Não vou ficar não
| Não não
| Não posso mais ficar não não não
| Não não
| Não posso mais ficar não
Toda a verdade
Deve ser falada
E não vale nada se enganar
Não tem mais jeito
E tudo está desfeito
E com você não posso mais ficar
(refrão)
Pensando bem
Não vale a pena
Ficar tentando em vão
O nosso amor não tem mais condição
Não não não não não não não
Por isso resolvi agora
Lhe deixar de fora do meu coração
Com você não dá mais certo
E ficar sozinha é minha solução
É solução sim
Não tem mais solução não não não não não
Não tem mais solução não
Não Vou Me Adaptar
Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia,
Eu não encho mais a casa de alegria.
Os anos se passaram enquanto eu dormia,
E quem eu queria bem me esquecia.
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Será que eu escutei o que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar.
Eu não tenho mais a cara que eu tinha,
No espelho essa cara não é minha.
Mas é que quando eu me toquei, achei tão estranho,
A minha barba estava desse tamanho.
Será que eu falei o que ninguém dizia?
Será que eu escutei o que ninguém ouvia?
Eu não vou me adaptar.
Não vou pra Brasília
Eu não sou índio nem nada
Não tenho orelha furada
Nem uso argola
Pendurada no nariz
Não uso tanga de pena
E a minha pele é morena
Do sol da praia onde nasci
E me criei feliz
Não vou, não vou pra Brasília
Nem eu nem minha família
Mesmo que seja
Pra ficar cheio da grana
A vida não se compara
Mesmo difícil e tão cara
quero ser pobre
Mas fico em Copacabana
Na Primeira Manhã
Na primeira manhã que te perdi
Acordei mais cansado que sozinho
Um conde falando aos passarinhos
Como Bumba-Meu-Boi sem capitão
E gemi como geme o arvoredo
Como a brisa descendo das colinas
Como quem perde o prumo e desatina
Como sol no meio da multidão
Na segunda manhã que te perdi
Era tarde demais pra ser sozinho
Cruzei mares, estradas e caminhos
Como um carro correndo
Em contra-mão
Pelo canto da boca um sussurro
Fiz um canto doente, absurdo
Um lamento noturno dos viúvos
Como um gato gemendo no porão
Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê)
Não estou disposto
A esquecer seu rosto
De vez
E acho que é tão normal
Dizem que sou louco
Por eu ter um gosto
Assim
Gostar de quem não gosta de mim
Jogue suas mãos para o céu
E agradeça se acaso tiver
Alguém que gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda
Ou numa casinha de sapê
Natural
(Flávio Venturini/Tavinho Moura)
Penso em você, no seu jeito de falar
Sua maneira de ser e perguntar o que é muito natural
Como é natural em você acontecer
Um desejo de ver a cor da estrada e desaparecer
Vou seguir os passos e tentar saber
Onde em que cidade se escondeu você
Quero, sem pensar, o seu jeito de calar
De ouvir aquele resto de canção que morre pelo ar
Que brinca pelo ar como coisa natural
Em seu corpo tão sereno acende a velha mania de cantar
Voz do coração deixou, oh, oh, oh, oh
E pergunta sempre onde andará você
Em meu coração há razão,
Não esqueço você
Quero sem pensar...
Voz do coração...
Navegantes da Paixão
(Juninho Brown/Juninho SM/Léo)
Surge um temporal
Surge um vendaval
Chamado amor, chamado amor
No meu coração, forte sensação
Que invadiu o meu ser, que invadiu o meu ser
A vida é como um cais
Navegantes da paixão
Que é mais forte que a razão
Toque de sedução
Nos faz escravo, sem ter a compaixão
Não avisa o coração, doce relação
Tatuei o seu lindo nome
Cujo codinome você deu
Você me enfeitiçou e sem querer me apaixonei
Estarei só com você
Você é meu bem querer
É lindo de manhã acordar com você....
Necessidade
Beijar tua boca
É a minha aventura
Voar pelos ventos do seu bem querer
Beijar tua boca
É perder a inocência
Beijar tua boca é jogar e perder
Por isso entenda que eu te preciso
Que sem tua boca eu posso enlouquecer
E mesmo sabendo o quanto me custa
Ter o sentimento jogado aos teus pés
É minha paixão que me leva à loucura
Que te traz pra mim
Quando eu tento esquecer
| Maldito o tempo que se acaba
| Quando estou contigo
| Maldito, maldito, o tempo
| Em que não estás
| Maldito o tempo que te esconde
| Quando eu te preciso
| E que seja bendita essa necessidade
| E que seja bendita essa necessidade
Beijar tua boca é voar no infinito
Não fazer perguntas, nem saber por quê
Beijar tua boca é a dor e o remédio
Que cura esse medo de nunca te ter
Por isso é que guardo o
Teu beijo comigo
Que te traz pra mim
Quando eu tento esquecer
|
Beijar sua boca é simplesmente tudo
Que está dentro de mim
Por isso que esqueço de te esquecer
|
Nega Manhosa (Samba Rubro-Negro)
(Herivelto Martins/Jorge Castro/Wilson Batista)
Levanta, levanta nega manhosa
Deixa de ser preguiçosa, vá procurar o que fazer
Nega, deixa de fita, prepara minha marmita
Levanta nega, vá se virar
Deixei em cima do rádio uma nota de cinq³enta
Vai à feira, joga no bicho e vê se te ag³enta
Economiza, olha o dia de amanhã
Eu preciso do troco, domingo tem jogo
No Maracanã
Flamengo joga amanhã, eu vou pra lá
Vai haver mais um baile no Maracanã
O mais querido, tem Rubens, Dequinho e Pavão
Eu já rezei pra São Jorge pro Mengo ser campeão
Pode chover, pode o sol me queimar
Eu vou pra ver a charanga do Mengo tocar
Flamengo, Flamengo,
Sua glória é lutar
Quando o Mengo perde eu não quero almoçar
Eu não quero jantar
Eu juro...
O Negócio É Amar
(Carlos Lyra/Dolores Duran)
Tem gente que ama, que vive brigando
E depois que abriga acaba chorando
Tem gente que canta porque está amando
Quem não tem amor leva a vida esperando
Uns amam pra frente, e nunca se esquecem
Mas são tão pouquinhos que nem aparecem
Tem uns que são fracos, que dão pra beber
Outros fazem samba e adoram sofrer
Tem apaixonado que faz serenata
Tem amor de raça e amor vira-lata
Amor com champanhe, amor com cachaça
Amor nos iates, nos bancos de praça
Tem homem que briga pela bem-amada
Tem mulher maluca que atura porrada
Tem quem ama tanto que até enlouquece
Tem quem dê a vida por quem não merece
Amores à vista, amores à prazo
Amor ciumento que só cria caso
Tem gente que jura que não volta mais
Mas jura sabendo que não é capaz
Tem gente que escreve até poesia
E rima saudade com hipocrisia
Tem assunto à bessa pra gente falar
Mas não interessa o negócio é amar...
Negue
(Adelino Moreira/Enzo de Almeida Passos)
Negue o seu amor o seu carinho
Diga que você já me esqueceu
Pise machucando com jeitinho
Esse coração que ainda é seu
Diga que o meu pranto é covardia
Mas não esqueça
Que você foi minha um dia
Diga que já não me quer
Negue que me pertenceu
Que eu mostro a boca molhada
E ainda marcada
Pelo beijo seu
Nem Luxo, Nem Lixo
(Rita Lee/Roberto de Carvalho)
Como vai você?
Assim como eu
Uma pessoa comum
Um filho de Deus
Nessa canoa furada
Remando contra a maré
Não acredito em nada
Até duvido da fé
Não quero luxo nem lixo
Meu sonho é ser imortal, meu amor
Não quero luxo nem lixo
Quero saúde pra gozar no final
Nem Se Despediu de Mim
Nem se despediu de mim, nem se despediu de mim
já chegou contando as horas, bebeu água e foi embora
nem se despediu de mim
Te assossega coração esse amor renascerá
vai-se um dia mas vem outro aí então quando ele voltar
quebre o pote e a quartinha, põe fogo na camarinha
que ele vai declarar
Nem Um Dia
Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você nao vivo
Um dia triste, toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide
Longe da felicidade
E todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Nao te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris
Nervos de Aço
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar esse amor, meu senhor
Nos braços de um tipo qualquer
Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nenhum pedaço do meu pode ser
| Há pessoas com nervos de aço
| Sem sangue nas veias e sem coração
| Mas não sei se passando o que eu passo
| Talvez não lhes venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, despeito, amizade ou horror
Eu só sei é que quando a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor
|
Nicanor
Onde andará Nicanor?
Tinha mãos de jardineiro
Quando tratava de amor
Há tanta moça na espera
Suas gentis primaveras
Um desperdício de flor
Onde andará Nicanor?
Tinha amor pro porto inteiro
Um peito de remador
Ah, quem me dera as morenas
Pra consolar suas penas
Para abrandar seu calor
Olha elas sempre aflitas
Bata o vento ou caia chuva
Cada uma mais bonita
E mais viúva
Todas elas fazem ninho
Da saudade e da virtude
Mas carinho
Queira Deus que Deus ajude
Onde andará Nicanor?
Tinha nó de marinheiro
Quando amarrava um amor
Mas há recantos guardados
Nos sete mares rasgados
Sete pecados tão bons
Onde andará Nicanor?
Ninguém Me Ama
(Antônio Maria/Fernando Lobo)
Ninguém me ama
Ninguém me quer
Ninguém me chama
De "meu amor"
A vida passa
E eu sem ninguém
Ninguém me abraça
Não me quer bem.
Vim pela noite tão longa,
De fracasso em fracasso
E hoje, descrente de tudo
Me resta o cansaço,
Cansaço da vida,
Cansaço de mim,
Velhice chegando
E eu chegando ao fim!!!
Nobre Vagabundo
Quanto tempo tenho
Pra matar essa saudade
Meu bem o ciúme
É pura vaidade
Se tu foges o tempo
Logo traz ansiedade
Respirar o amor
Aspirando liberdade
Tenho a vida doida
Encabeço o mundo
Sou ariano torto
Vivo de amor profundo
Sou perecível ao tempo
Vivo por um segundo
Perdoa me amor
Esse nobre vagabundo
No Dia em que Eu Vim Embora
(Caetano Veloso/Gilberto Gil)
No dia em que eu vim-me embora
minha mãe chorava em ai
minha irmã chorava em ui
e eu nem olhava pra trás
no dia em que eu vim-me embora
não teve nada demais
mala de couro forrada
com pano forte e brio cáqui
minha avó já quase morta
minha mãe até a porta
minha irmã até a rua
e até o porto o meu pai
o qual não disse palavra
durante todo o caminho
e quando eu me vi sozinha
vi que não entendia nada
nem de pro que eu ia indo
nem dos sonhos que eu levava
sentia apenas que a mala
de couro que eu carregava
embora estando forrada
fedia, cheirava mal
lá fora isso ia indo
atravessando o segundo
nem chorando, nem sorrindo
sozinha prá capital
Noite
(Nico Resende/Jorge Salomão)
Eu fico quieta, não canto
Penso, medito e me espanto
A vida dá voltas, mistérios
O que é que eu vou fazer?!
Sozinha num quarto fechado
Eu vejo a cidade ao longe
Procuro alguém que se esconde
Por onde começar?!
Noite, há horas te espero
E você não chega, ai meu coração!
Fogo aceso, corpo paixão BIS
Sou toda explosão...
A Noite
(Fernanda Abreu/Laufer/Luiz Stein)
A tarde cai
A noite vem atropelando
Todos os chatos desanimados
Tá na hora de acordar e sair
E ver que a vida é se divertir
A noite é negra
E os holofotes vasculham
Toda essa escuridão
À procura de um lugar ideal
Pra dançar e barbarizar
Dance
A noite é quente
A noite é fria
Uma droga de arrepiar
E não importa mais se existe razão
Não tem pecado, nem perdão
You and me
Eu quero é me divertir
Moi et toi
A noite é feita pra dançar
You and me
Moi et toi...
Dance
Se é que existe diferença entre o bem e o mal
Dance
Se é que existe diferença entre o inferno e o céu
Dance
Se é que existe diferença entre as trevas e a luz
Dance
(D-I-S-C-O - We gonna disco all night)
Relache tes fesses
Relache tes hanches
S'll existe une
Différence entre le bien et le mal
Don't push me
Cause I'm close
To the edge
I'm trying not to
Lose my head It's like a jungle
Sometimes it makes
Me wonder how l deep
From going under
A Noite do Meu Bem
Hoje
Eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar, a noite do meu bem
Hoje
Eu quero paz de criança dormindo
E o abandono
De flores se abrindo
Para enfeitar, a noite do meu bem
Quero
A alegria de um barco voltando
Quero a ternura de mãos
Se encontrando
Para enfeitar, a noite do meu bem
Ai, eu quero amor
O amor mais profundo
Eu quero toda a beleza do mundo
Para enfeitar, a noite do meu bem
Ai, como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda a pureza
Que quero lhe dar.
Noite do Prazer
(Cláudio Zoli/Arnaldo Brandão/Paulo Zdan)
A noite vai ser boa
De tudo vai rolar
Vai rolar...
De certo que as pessoas
Querem se conhecer
Se olham e se beijam numa festa genial
Na madrugada a vitrola rolando um blues
Tocando B. B. King sem parar
Sinto por dentro uma força vibrando
Uma luz
A energia que emana de todo prazer...
Prazer de estar contigo
Um brinde ao destino...
Será que o meu signo
Tem a ver com o seu?
Vem ficar comigo depois que a festa acabar...
Noite dos Mascarados
Quem é você?
Adivinhe, se gosta de mim
Hoje os dois mascarados
Procuram os seus namorados
Perguntando assim:
Quem é você, diga logo
Que eu quero saber o seu jogo
Que eu quero morrer no seu bloco
Que eu quero me arder no seu fogo
Eu sou seresteiro
Poeta e cantor
O meu tempo inteiro
Só zombo do amor
Eu tenho um pandeiro
Só quero violão
Eu nado em dinheiro
Não tenho um tostão
Fui porta-estandarte
Não sei mais dançar
Eu, modéstia à parte
Nasci pra sambar
Eu sou tão menina
Meu tempo passou
Eu sou Colombina
Eu sou Pierrot
Mas é carnaval
Não me diga mais quem é você
Amanhã, tudo volta ao normal
Deixe a festa acabar
Deixe o barco correr
Deixe o dia raiar
Que hoje eu sou
Da maneira que você me quer
O que você pedir
Eu lhe dou
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser
Seja você quem for
Seja o que Deus quiser
Noite e Dia
Os lençóis da cama
Bela manhã
Um jeito de acordar
A pele branca
Gata garoupa
O peito a ronronar
Se eu fingir dormindo,
Lindo
Você está me convidando
Menina quer brincar de amar, quer
Você está me cantando
Menina quer brincar de amar
O espelho do quarto
Belo na noite
As ondas do luar
Os seus olhos negros
Pantera nua
Querem me hipnotizar
Eu olho sorrindo, lindo
Você está me convidando
Menina quer brincar de amar quer
Você está me convidando
Menina quer brincar de amar
Uma Noite e 1/2
Vem chegando o verão
Um calor no coração
Essa magia colorida
São coisas da vida
Não demora muito agora
Todas de bundinhas de fora
Topless na areia
Virando sereia
Essa noite eu quero te ter
Toda se ardendo só pra mim
Essa noite eu quero te ter
Te envolver, te seduzir
Dia inteiro de prazer
Tudo que quiser eu vou te dar
O mundo inteiro a seus pés
Só pra poder te amar
Roubo as estrelas lá no céu
Numa noite e meia nesse sabor
Pego a lua, aposto no mar
Como eu vou te ganhar
Essa noite...
Noites Cariocas
(Jacob do Bandolim/Hermínio Bello de Carvalho)
Sei que ao meu coração, só lhe resta escolher
Os caminhos que a dor sutilmente traçou para lhe aprisionar
Nem lhe cabe sonhar com o que definhou
Vou me repreender pra não mais me envolver nessas tramas de amor
Eu bem sei que nós dois somos bem desiguais
Para que martelar, insistir, reprisar
Tanto faz, tanto fez
Eu por mim desisti, me cansei de fugir
Eu por mim decretei que fali, e daí?
Eu jurei para mim não botar nunca mais minhas mãos pelos pés
Mas que tanta mentira eu ando pregando
Supondo talvez me enganar
Mas que tanta crueza
Se minha certeza é maior do que tudo o que há
Todas as vezes que eu sonho
É você que me rouba a justeza do sono
É você quem invande bem sonso e covarde
As noites que eu tento dormir bem em paz
Sei que mais cedo ou mais tarde
Eu vou ter que expulsar todo o mal que você me rogou
Custe o que me custar vou desanuviar
Toda a dor que você me causou
Eu vou me redimir e existir mas sem ter que ouvir
As mentiras mais loucas que alguém já pregou
Nesse mundo pra mim
Sei que ao meu coração...
Sei que mais cedo ou mais tarde
Vai ter um covarde pedindo
Mas sei também que o meu coração
Não vai querer se curvar só de humilhação
Noites com Sol
Ouvi dizer que são milagres, noites com sol.
Mas hoje eu sei não são miragens, noites com sol.
Posso entender o que diz a rosa ao rouxinol.
Peço um amor que me conceda, noites com sol.
Onde só tem o breu, vem me trazer o sol,
vem me trazer amor. Pode abrir as janelas,
noites com sol e neblina, deixa rolar nas retinas,
deixa entrar o sol.
Livre serás se não te prendem, constelações.
Então verás que não se vendem, ilusões.
Vem que eu estou tão só, vamos fazer amor,
vem me trazer o sol. Vem me livrar do abandono,
meu coração não tem dono, vem me aquecer nesse outono,
deixa entrar o sol.
Pode abrir as janelas, noites com sol
são mais belas, certas canções são eternas...
deixa entrar o sol.
No Lume da Fogueira
No lume da fogueira
De uma noite de forró
Pé e chão, chão e pó
Se amam como as estrelas
No azul do arrebol paixão
Acesa como a luz do sol
Ting, ling, ling, ling
Toca o triângulo a noite inteira
Amor batendo no meu coração
Ting, ling, ling, ling
Bate saudade derradeira
Calor que vai ao céu em um balão
Voa meu balão, na solidão desse luar
Hoje é são joão, nossa alegria é ver você voar
Ô...ô...ô...chega meu povo
Que o forró já começou
Ô...ô...ô...chega meu povo
Que o forró já começou.
No Meio da Rua
(George Israel/Paula Toller)
Como é que a moça passa por aqui
Fazendo cara de santa
Ela já tem a vida ganha, não pode reclamar
A solidão é meu passatempo e o sol despertador
De vez em quando ela dorme no chão
Achando a cama muito mole
Eu moro mesmo no meio da rua
Prá mim a vida é dura
| Mas meu teto tem estrelas
| E no alto um disco voador
| Voando sobre o mar
| Mudando de lugar
| Querendo me levar prá outro mundo
Eu atrapalho seu caminho noturno
Notando seus defeitos um por um
Prendeu seu salto dentro de um bueiro
Perdeu todo o respeito
Vou matando assim meu tempo
Esperando um disco voador
(refrão)
No Meu Pé de Serra
Lá no meu pé de serra deixei ficar meu coração
ai que saudade tenho eu vou voltar pro meu sertão
No meu roçado eu trabalhava todo dia
mas no meu rancho tinho tudo que eu queria
lá se plantava quase toda quinta-feira
sanfona não voltava e tome xote a noite inteira
O xote é bom de se dançar,
a gente gruda na cabocla sem soltar
um passo lá, um outro cá
enquanto o fole tá tocando, tá gemendo
tá chorando, tá sugando, reclamando sem parar
No Rancho Fundo
(Lamartine Babo/Ary Barroso)
No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Onde a dor e a saudade
Contam coisas da cidade...
No rancho fundo
De olhar triste e profundo
Um moreno conta as "mágua"
Tendo os olhos rasos d'água
Pobre moreno
Que de tarde no sereno
Espera a lua no terreiro
Tendo o cigarro por companheiro
Sem um aceno
Ele pega da viola
E a lua por esmola
Vem pro quintal desse moreno
No rancho fundo
Bem pra lá do fim do mundo
Nunca mais houve alegria
Nem de noite nem de dia
Os arvoredos
Já não contam mais segredos
E a última palmeira
Já morreu na cordilheira
Os passarinhos
Internaram-se nos ninhos
De tão triste esta tristeza
Enche de trevas a natureza
Tudo por que?
Só por causa do moreno
Que era grande, hoje é pequeno
Para uma casa de sapê
Se Deus soubesse
Da tristeza lá na serra
Mandaria lá pra cima
Todo o amor que há na terra
Porque o moreno
Vive louco de saudade
Só por causa do veneno
Das mulheres da cidade
Ele que era
O cantor da primavera
Que até fez do rancho fundo
O céu maior que tem no mundo
O sol queimando
Se uma flor lá desabrocha
A montanha vai gelando
Lembrando o aroma da cabrocha
Nordeste Independente
(Braulio Tavares/Ivanildo Vila Nova)
Já que existe no Sul este conceito
que o Nordeste é ruim, seco, ingrato
já que existe a separação de fato
é preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
todos dois vão lucrar imensamente
começando uma vida diferente
da que a gente até hoje tem vivido
imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar independente
Dividido a partir de Salvador
o Nordeste seria outro país
vigoroso, leal, rico e feliz
sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria o senador
o caçador de roça era o suplente
cantador de viola o presidente
o vaqueiro era o líder do partido
Imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar Independente
Em Recife o distrito industrial
o idioma ia ser Nordestinense
a bandeira de renda cearense
Asa branca era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial
a moeda o tostão de antigamente
Conselheiro seria inconfidente
Lampião o herói inesquecido
Imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar Independente
O Brasil ia ter que importar
do Nordeste algodão, cana e caju
carnaúba , laranja e babaçu
abacaxi e o sal de cozinhar
O arroz, o agave do lugar
o petróleo, a cebola, a aguardente
o Nordeste é auto-suficiente
e o seu lucro seria garantido
Imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar Independente
Se isso vier a se tornar realidade
e alguém do Brasil nos visitar
nesse nosso país vai encontrar
confiança, respeito e amizade
Tendo o pão repartido na metade
tendo o prato na mesa, cama quente
Brasileiro seria irmão da gente
vá pra lá que será bem recebido
Imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar Independente
Eu não quero com isso que vocês
Imaginem que eu tente ser grosseiro
pois se lembrem que o povo brasileiro
é amigo do povo português
Se um dia a separação se fez
todos dois se respeitam no presente
se isso aí já deu certo antigamente
nesse exemplo concreto e conhecido
Imagine o Brasil ser dividido
e o Nordeste ficar Independente
Nós
Eu sei que me disseram por aí
E foi pessoa séria quem falou
Que você tava com saudade
De me ver passar por aí
Eu sei que você disse por aí
Que não tava muito bem seu novo amor
Que você tava mais querendo
Era me ver (ouvir) passar (cantar) por aí
Poi é, este samba é p’rá você, oh meu amor
Este samba é p’rá você
Que me fez sorrir, que me fez chorar
Que me fez sonhar (cantar), que me fez feliz
Que me fez amar
Nos Bailes da Vida
Foi nos bailes da vida ou num bar em troca de pão
que muita gente boa pôs o pé na profissão
de tocar um instrumento e de cantar
não se importando se quem pagou quis ouvir
foi assim
Cantar era buscar um caminho que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
para cantar nada era longe, tudo tão bom
'té a estrada de terra na boléia de caminhão
era assim
Com a roupa encharcada, a alma repleta de chão
todo artista tem de ir aonde o povo está
se foi assim, assim será
cantando me desfaço e não me canso de viver
nem de cantar
Nos Barracos da Cidade (Barracos)
Nos barracos da cidade
Ninguém mais tem ilusão
No poder da autoridade
De tomar a decisão
E o poder da autoridade
Se pode, não fez questão
Se faz questão, não consegue
Enfrentar o tubarão
Ô-ô-ô, ô-ô
Gente estúpida
Ô-ô-ô, ô-ô
Gente hipócrita
O governador promete
Mas o sistema diz não
Os lucros são muito grandes
Mas ninguém quer abrir mão
Mesmo uma pequena parte
Já seria a solução
Mas a usura dessa gente
Já virou um aleijão
Ô-ô-ô, ô-ô
Gente estúpida
Ô-ô-ô, ô-ô
Gente hipócrita
No Seu Lugar
(George Israel/Paula Toller/Lui Farias)
Desde que estamos aqui
Eu não quero saber
Quanto tempo se passou
Quem sou eu e onde estou
Será que fomos apressados
Ou foi o tempo que parou
Será que estamos parados
Congelados no espaço
Desde que estamos aqui
Eu não quero saber
Quem está por cima
Quem está por baixo
Com você o tempo pára
Sem você o tempo voa
Sem você eu perco o tempo
Com você me sinto imortal
Eu quero ver você
Ficar no meu lugar
Eu quero ser você
Ficar no seu lugar
Nos Lençóis desse Reggae
Flash de viagem
Vontade de cantar
Um reggae
Dono do impulso
Que empurra
O coração
E o coração pra vida
E a vida é de morte
Minha única sorte
Seria de ter esse
Reggae
Vontade de fazê-lo
No meio da fumaça
Verde
Não me negue
Só me reggae
Só me toque quando
Eu pedir
Se não pode
Ferir o dia
Todo cinza que eu
Trouxe pra nós dois
Nos lençóis desse reggae
Passagem pra Marrakesh
Dono do impulso
Que empurra
O coração
E o coração pra vida
Flash de viagem
Vontade de cantar
Um reggae
Dono do impulso
Que empurra o coração
E o coração pra vida
Não me negue
Só me reggae
Só me esfregue
Quando eu pedir
E eu peço sim
Senão pode
Ferir o dia
Todo cinza que eu
Trouxe pra nós dois
O Nosso Amor A Gente Inventa
O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu poesia de cego
Você não pode ver
Não pode ver que no
meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor a gente inventa, inventa
O nosso amor a gente inventa
Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa
Mas ficou tudo fora do lugar
Café sem açucar
dança sem par
Você podia ao menos
me contar
Uma estória romântica
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
Mas ficou tudo fora do lugar
Café sem açucar
dança sem par
Você podia ao menos
me contar
Uma estória romântica
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor a gente inventa,
inventa
O nosso amor a gente inventa
Nosso Bolero
(Carlinhos Vergueiro/Chico Buarque)
Jogamos nosso bolero
Na ronda dos oceanos
A vida vem como em ondas
Dizia nosso poeta
Nossa canção incompleta
Pode esperar vinte anos
O amor faz ondas redondas
Até quebrar como eu quero
Como o meu jeito de amar se ajeitava com você
Louco, eu não imaginava uma noite sem você
Como é sincero poder
Querer os pulsos cortar
Como é bolero chegar
E perder a coragem
Foi tão bonito você me emprestar a vida assim
Ver que eu não tinha saída e seguir por onde eu vim
Como eu adoro você
Quando você me sorri
Quando sabemos que aqui
Termina nossa viagem
Nosso Estranho Amor
Não quero sugar todo o seu leite
Nem quero você enfeite do meu ser
Apenas te peço que respeite
O meu louco querer
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor
| Ah! Maninha
| Deixa o ciúme chegar
| Deixa o ciúme passar
| E sigamos juntos
| Ah! Neguinha
| Deixa eu gostar de você
| Pra lá do meu coração
| Não me diga nunca não
Teu corpo combina com meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois
Não valham dramáticos efeitos
Mas o que está depois
Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos, mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor
|
Nosso Lindo Balão Azul
Eu vivo sempre no mundo da lua.
Porque sou um cientista
O meu papo é futurista
É lunático.
Eu vivo sempre no mundo da lua.
Tenho uma alma de artista
Sou um gênio sonhador
E romântica.
Eu vivo sempre no mundo da lua.
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito.
Eu vivo sempre no mundo da lua.
Porque sou inteligente
Se você quiser vir com a gente
Venha que será um barato.
Pega carona nessa cauda de cometa
Ver a Via Láctea, estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde numa nebulosa
Voltar pra casa nosso lindo balão azul.
Noturno
Sempre olhando nestes mesmos olhos teus
Sempre bolero milonga, mas quase canção
Resto de guarania faz parte da solidão
Sempre quando meu demônio encontra Deus
Mesmo quando olho bem nos olhos...
Sempre a noite e a escuridão traz os seus
Carregando as criaturas que a luz expulsou
Sempre olho nestes teus olhos castanhos ateus
Sempre fico porque a noite é como sou
Sempre olhando nestes mesmos olhos....
Mas nunca quando é de manhã, nunca quando é verão
Jamais quando a noite é clara e tem sombra no chão
Vou me embora cunga em frevo é clarão, não chores não.....
Lembra quando olho bem nos olhos...
Nova
(Gilberto Gil/Moreno Veloso)
Um brilho no céu
Uma constelação
Bem longe daqui
Uma nova canção
De força maior
Pro universo habitar
Qual sempre a matriz
Supernova será
Água pra benzer
Ouro pra enfeitar
A bela visão
D'um neutrino a bailar
Mãe, ora yeiê
Sua bençao pra mim
Que sempre assim
Eu me lembre em você
Nova Estação
(Luiz Guedes/Thomas Roth)
Nova esperança, bate coração
Renascer cada dia
Com a luz da manhã
Despertar sem medo
Enganar a dor
Disfarçar essa mágoa
Que anda solta no ar
Ter que acreditar
No regresso da estação
Como o sol volta a brilhar
Com as chuvas de verão
Ter que acreditar
Só para ter razão
De sonhar mais uma vez
Nova esperança, bate coração
Renascer cada dia
Com a luz da manhã
Semear a terra
Certo de colher
Da semente o fruto
Depois descansar
Novamente
(Fred Martins/Alexandre Lemos)
Me disse vai embora, eu não fui
Você não dá valor ao que possui
Enquanto sofre, o coração intui
Que ao mesmo tempo que magoa
O tempo, o tempo flui
E assim o sangue corre em cada veia
O vento brinca com os grãos de areia
Poetas cortejando a branca luz
E ao mesmo tempo que machuca o tempo, me passeia
Quem sabe o que se dá em mim?
Quem sabe o que será de nós?
O tempo que antecipa o fim
Também desata os nós
Quem sabe soletrar adeus
Sem lágrimas, nenhuma dor
Os pássaros atrás do sol
As dunas de poeira
O céu de anil do pólo sul
Há dinamite no paiol
Não há limite no anormal
É que nem sempre o amor
É tão azul
A música preenche sua falta
Motivo dessa solidão sem fim
Se alinham pontos negros de nós dois
E arriscam uma fuga contra o tempo
O tempo salta
A Novidade
(João Barone/Bi Ribeiro/Herbert Vianna/Gilberto Gil)
A novidade veio dar à praia
Na qualidade rara de sereia
Metade, o busto de uma deusa Maia
Metade, um grande rabo de baleia
A novidade era o máximo
Do paradoxo estendido na areia
Alguns a desejar seus beijos de deusa
Outros a desejar seu rabo pra ceia
Ó mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
Ó, de um lado este carnaval
De outro a fome total
E a novidade que seria um sonho
O milagre risonho da areia
Virava um pesadelo tão medonho
Ali naquela praia, ali na areia
A novidade era a guerra
Entre o feliz poeta e o esfomeado
Estraçalhando uma sereia bonita
Despedaçando o sonho para cada lado
Ó mundo tão desigual
Tudo é tão desigual
Ó, de um lado este carnaval
Do outro a fome total
Novo Tempo
(Ivan Lins/Vitor Martins)
No novo tempo
Apesar dos castigos
Estamos crescidos
Estamos atentos
Estamos mais vivos
Pra nos socorrer
No novo tempo
Apesar dos perigos
De todos pecados
De todos enganos
Estamos marcados
Pra sobreviver
Pra que nossa esperança
Seja mais que vingança
Seja sempre o caminho
Que se deixa de herança
No novo tempo
Apesar dos castigos
Estamos em cena
Estamos nas ruas
Quebrando as algemas
Pra nos socorrer
No novo tempo
Apesar dos perigos
A gente se encontra
Cantando na praça
Fazendo pirraça
Pra sobreviver
Nua Idéia
(João Donato/Caetano Veloso)
Lua cheia
Ilumina a minha vida
Pura lâmina polida
Lábio, leite, peito, mãe
Nua idéia
Pavão de plumagem branca
Moça de risada franca
Meia-taça de champagne
Minha seta atravessa o meu amado
Linha reta do real pro outro lado
Lua nova tudo agora recomeça
O mundo está posto à prova
Muda a luz e muda a cor
Lua, lua
Ilumina esta promessa
Com tua vontade crua
Ilumina o meu amor
N.B. (Núcleo-Base)
Meu amor eu sinto muito, muito
Muito, mais vou indo, pois é tarde,
Muito tarde e preciso ir embora, eu queria ter
Você mais acho que já vou andando, outro dia pode ser
Mas não vai dar pra ser agora...
Eu tentei fugir não queria me alistar
Eu quero lutar mas não com essa farda
E já esta ficando tarde
E eu estou muito cansado
Minha mente está tão cheia
E estou me transbordando
Você pensa que sou louco
Mas estou só delirando
Você pensa que sou tolo
Mas estou só te olhando
Número Um
(Mário Lago/Benedito Lacerda)
Passaste hoje ao meu lado
Vaidosa, de braço dado
Com outro que te encontrou
E eu relembrei comovido
O velho amor esquecido
Que o meu destino arruinou
Chegaste na minha vida
Cansada, desiludida
Triste, mendiga de amor
E eu, pobre, com sacrifício
Fiz um céu do teu suplício
Pus risos na tua dor
Mostrei-te um novo caminho
Onde com muito carinho
Levei-te numa ilusão
Tudo porém foi inútil
Eras no fundo uma fútil
E foste de mão em mão
Satisfaz tua vaidade
Muda de dono à vontade
Isso em mulher é comum
Não guardo frios rancores
Pois entre os teus mil amores
Eu sou o número um
Nunca
Nunca
Nem que o mundo caia sobre mim
Nem se Deus mandar
Nem mesmo assim
As pazes contigo eu farei
Nunca
Quando a gente perde a ilusão
Deve sepultar o coração
Como eu sepultei
Saudade
Diga a esse moço por favor
Como foi sincero o meu amor
Quanto eu te adorei
Tempos atrás
Saudade
Não se esqueça também de dizer
Que é você quem me faz adormecer
Pra que eu viva em paz
Nuvem de Lágrimas
Há uma nuvem de lágrimas sob os meus olhos;
dizendo pra mim que você foi embora;
e que não demora meu pranto rolar;
eu tenho feito de tudo pra me convencer;
me provar que a vida é melhor sem você;
mas meu coração não se deixa enganar;
vivo inventando paixões pra fugir da saudade;
mas depois da cama a realidade;
é só sua ausência doendo demais;
dá um vazio no peito, uma coisa ruim;
o meu corpo querendo o seu corpo em mim;
vou sobrevivendo num mundo sem paz
Ah! Jeito triste de ter você;
longe dos olhos e dentro do meu coração
me ensina a te esquecer;
ou venha logo e me tire desta solidão.
Nuvens sem Guia
(Geraldo Azevedo/Capinam)
Amor são nuvens sem guia
navegando sem cruzeiro
Eu bem que te disse meu bem,
ele não tem garantia
hoje quer, depois não quer
diz que não, depois vicia
faz chorar e da prazer
diz eterno e dura um dia
Se laçar seu coração
faz sangrar a montaria
sete noites, sete estrelas
puxa pelos cabelos
desarruma o desmantelo
deixando a cama vazia.
Patrícia Alvarenga,
petrolina@uol.com.br
Última edição em 03 de março de 2004.
PS. Sugestões, críticas, correções e principalmente colaborações são
muito bem vindas! Desde que não me peçam letras (cifradas ou não). :)