

Músicas da MPB - U
Músicas da MPB - U
Último Desejo
Nosso amor que eu não esqueço
E que teve seu começo
Numa festa de São João
Morre hoje sem foguete
Sem retrato e sem bilhete
Sem luar sem violão
Perto de você me calo
Tudo penso nada falo
Tenho medo de chorar
Nunca mais quero seu beijo
Mas meu ultimo desejo
Você não pode negar
Se alguma pessoa amiga
Pedir que você Ihe diga
Se você me quer ou não
Diga, que você me adora
Que você lamenta e chora
A nossa separaçao
E as pessoas que eu detesto
Diga sempre que eu não presto
Que o meu lar é o botequim
Que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a co mida
Que você pagou prá mim
Último Pau de Arara
(Palmeira Guiimarães/Rosil Cavalcanti)
A vida aqui só é ruim quando não chove no chão
mas se chover dá de tudo fartura tem de montão
tomara que chova logo tomara meu deus tomara
só deixo o meu cariri no último pau-de-arara (BIS)
Enquanto a minha vaquinha tiver o couro e o osso
e puder com o chocalho pendurado no pescoço
eu vou ficando por aqui que deus do céu me ajude
quem sai da terra natal em outros cantos não para
só deixo o meu cariri no último pau-de-arara (BIS)
O Último Pôr do Sol
A onda ainda quebra na praia,
espumas se misturam com o vento.
No dia em ocê foi embora,
eu fiquei sentindo saudades do que não foi
lembrando até do que nao vivi pensando nos dois
Eu lembro a concha em seu ouvido,
trazendo o barulho do mar na areia.
No dia em ocê foi embora,
eu fiquei sozinho olhando o sol morrer
por entre as ruínas de Santa Cruz lembrando nós dois
Os edifícios abandonados,
as estradas sem ninguém,
óleo queimado, as vigas na areia,
a lua nascendo por entre os fios do teus cabelos,
por entre os dedos da minha mão passaram certezas e dúvidas
Pois no dia em que ocê foi embora,
eu fiquei sozinho no mundo, sem ter ninguém,
o ultimo homem no dia em que o sol morreu
O Último Romântico
(Lulu Santos/Antônio Cícero/S. Souza)
Faltava abandonar a velha escola
Tomar o mundo feito coca-cola
Fazer da minha vida
Sempre o meu passeio público
E ao mesmo tempo fazer dela
O meu caminho só
Talvez eu seja o último romântico
Dos litorais deste oceano Atlântico
Só falta reunir a zona norte à zona sul
Iluminar a vida
Já que a morte cai do azul
Só falta te querer
Te ganhar e se perder
Falta eu acordar
Ser gente grande pra poder chorar
Me dá um beijo, então
Aperta minha mão
Tolice é viver a minha vida assim sem aventura
Deixa ser
Pelo coração
Se é loucura então melhor não ter razão
Só falta te querer
Te ganhar e se perder
Falta eu acordar
Ser gente grande pra poder chorar
Me dá um beijo, então
Aperta minha mão
Tolice é viver a minha vida assim sem aventura
Deixa ser
Pelo coração
Se é loucura então melhor não ter razão
Me dá um beijo, então
Aperta minha mão
Tolice é viver a minha vida assim sem aventura
Deixa ser
Pelo coração
Se é loucura então melhor não ter razão...
Umas e Outras
Se uma nunca tem sorriso
é pra melhor se reservar
e diz que espera um paraíso
e a hora de desabafar
A vida é sempre aquela dança
aonde não se escolhe o par
por isso as vezes ela cansa
e senta um pouco pra rezar
pedi i a
Puxa, que vida danada
tem tanta calçada pra se caminhar
Se a outra não tem paraíso
não dá muita importância, não
pois já fugiu o seu sorriso
e fez do mesmo profissão
O acaso faz com que essas duas
que a sorte tanto separou
se cruzem pela mesma rua
olhando-se com a mesma dor
Pedi i a
Puxa, que vida danada
tem tanta calçada pra se caminhar
Pedi i a
Puxa, que vida comprida
pra que tanta vida?
pra gente desanima
Um pro Outro
Foi bom te ver de novo aqui
A gente tinha mesmo
Tanta razão pra seguir
Fora o som dessa guitarra
A voz sempre rouca
E o coração na mão
Surpresa certa te encontrar
A tua onda pega bem
Mesmo em qualquer lugar
Até na esquina do pecado
O que for da vida não nos deterá
Nós somos feitos um pro outro, pode crer
Por isso é que eu estou aqui
E não há lógica que faça desandar
O que o acaso decidir
Tanta certeza no olhar
Tamanha pressa de chegar
A nenhum lugar
Só pra ter a sensação
De que a vida passa assim como um tufão
Nós fomos feitos um pro outro, pode crer
Por isso é que eu estou aqui
E não há lógica que faça desandar
O que o acaso decidir
Nós somos feitos um pro outro, pode crer
Por isso é que eu estou aqui
E não há lógica que faça desandar
O que o acaso decidir...
Uniformes
Eu ouço sempre os mesmos discos
Repenso as mesmas idéias
O mundo é muito simples
Bobagens não me afligem
Você se cansa do meu modelo
Mas, juro, eu não tenho culpa
Eu sou mais um no bando
Repito o que eu escuto
E eu não te entendo bem
E quantos uniformes ainda vou usar
E quantas frases feitas vão me explicar
Será que um dia a gente vai se encontrar
Quando os soldados tiram a farda pra brincar
A minha dança, o meu estilo
E pouco mais me importa
Eu limpo as minhas botas
Não sou ninguém sem elas
Você se espanta com o meu cabelo
É que eu saí de outra história
Os heróis na minha blusa
Não são os que você usa
E eu não te entendo bem
Upa! Upa! (Meu Trolinho)
Lá vai o meu trolinho
Vai rodando de mansinho
Pela estrada além
Vai levando pro seu ninho
Meu amor e o meu carinho
Que eu não troco por ninguém
Upa, upa, upa
Cavalinho alazão
Hei, hei, hei
Não erre de caminho não
Vai assim
Vai assim
Sempre assim
Pra minha sorte não ter fim
Upa, Neguinho
Upa, neguinho na estrada
Upa, pra lá e pra cá
Virge, que coisa mais linda
Upa, neguinho, começando andar,
Começando a andar,
E já começa a apanhar!
Cresce neguinho e me abraça
Cresce e me ensina a cantar
Eu vim de tanta desgraça
Mas muito te posso ensinar
Capoeira, posso ensinar
Ziquizira, posso ensinar,
Valentia, posso emprestar
Mas liberdade só posso esperar!
Ursinho Pimpão
Vem meu ursinho querido
Meu companheirinho
Ursinho Pimpão
Vamos sonhar aventuras
Voar nas alturas
Da imaginação
Como na história em quadrinhos
Eu sou a Sininho
Você Peter Pan
Vamos fazer nossa festa
Brincar na floresta
Ursinho Tarzã
Enquanto o sono não vem
Eu sou Chapeuzinho
Você meu galã
Dança também
Pelo salão
É tão bonita, nosa canção
Manhã já vem
Dorme Pimpão
Urso folgado, não tem lição
Vem meu mocinho querido
Ator preferido
Da minha estação
Vou te sonhar colorido
Pegando bandido
Na televisão
Vamos deixar o cansaço
Dormir num abraço
Meu velho amigão
Não fique triste e zangado
Se eu viro de lado
E te jogo no chão
Ah! Meu ursinho palhaço
Seu circo é um pedaço
Do meu coração.
Patrícia Alvarenga,
petrolina@uol.com.br
Última edição em 29 de junho de 2002.
PS. Sugestões, críticas, correções e principalmente colaborações são
muito bem vindas! Desde que não me peçam letras (cifradas ou não). :)