

Músicas da MPB - V / W / X / Z
Músicas da MPB - V/W/X/Z
Vaca Profana
Respeito muito minhas lágrimas
Mas ainda mais minha risada
Escrevo assim minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Ê
E dona de divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña"
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Pau, Punks
Picassos movem-se por Londres
Bahia onipresentemente
Rio e belíssimo horizonte
Ê
Vaca de divinas tetas
La leche buena toda em mi garganta
La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia
Stevie Wonder, andaluz
Mais do que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk's blues
Ê
Vaca das divinas tetas
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Sou tímido e espalhafatoso
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo
No mundo um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas estamos aí
Ê
Dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Mas eu também sei ser careta
De perto ninguém é normal
Às vezes segue em linha reta
A vida que é meu bem/meu mal
No mais as "ramblas" do planeta
"Orchata de chufa si us plau"
Ê
Ê deusa de assombrosas tetas
Gota de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas
Vai Boiadeiro
Vai boiadeiro que a noite já vem
guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem
De manhãzinha quando eu sigo pela estrada
minha boiada pra invernada eu vou levar
são dez cabeças, é muito pouco, é quase nada
mas não tem outras mais bonitas no lugar
Vai boiadeiro que a tarde já vem
traz o teu gado e vai pensando no teu bem
De tardezinha quando eu venho pela estrada
a fiarada tá todinha a me esperar
são dez fiinho, é muito pouco, é quase nada
mas não tem outros mais bonitos no lugar
Vai boiadeiro que a noite já vem
guarda o teu gado e vai pra junto do teu bem
E quando eu chego na cancela da morada
minha rosinha vem depressa me abraçar
é pequenina, é miudinha, é quase nada
mas não tem outra mais bonita no lugar
Vai Lá Mané
Pensava na moça
De noite e dia
Não sabia o que fazer
E quando na praia
A gata ele via
Não parava de tremer
Bebeu o que pôde
E o que tinha direito
Pra acabar com a timidez
Mas nem a cachaça
De nada deu jeito
Mané tá pirando de uma vez
| Todo mundo fala
| Vai lá, vai lá, Mané
| Tudo mundo fala
| Vai lá, vai lá, Mané
| Todo mundo fala
| Vai lá, vai lá, Mané
| E agora ela estica daqui
| E pega no pé
Mané perguntou
Pro seu pai-de-santo
Como agarrar essa mulher
Não existe feitiço
Com força pra tanto
Só cara coragem e fé
|
Vai Levando
(Caetano Veloso/Chico Buarque)
Mesmo com toda fama
Com toda brahma
Com toda cama
Com toda lama
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo emblema
Todo problema
Todo sistema
Todo Ipanema
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com nada feito
Com a sala escura
Com um nó no peito
Com a cara dura
Não tem mais jeito
A gente não tem cura
Mesmo com toda via
Com todo dia
Com todo ia
Quando não ia
A gente vai levando
A gente vai levando
Vai levando
Vai levando essa guia
Vai Passar
(Francis Hime/Chico Buarque)
Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)
Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar
Vai Trabalhar Vagabundo
Vai trabalhar, vagabundo
Vai trabalhar, criatura
Deus permite a todo mundo
Um loucura
Passa o domingo em família
Segunda-feira beleza
Embarca com alegria
Na correnteza
Prepara o teu documento
Carimba o teu coração
Não perde nem um momento
Perde a razão
Pode esquecer a mulata
Pode esquecer o bilhar
Pode apertar a gravata
Vai te enforcar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai trabalhar
Vê se não dorme no ponto
Reúne as economias
Perde os três contos no conto
Da loteria
Passa o domingo no mangue
Segunda-feira vazia
Ganha no banco de sangue
Pra mais um dia
Cuidado com o viaduto
Cuidado com o avião
Não perde mais um minuto
Perde a questão
Tenta pensar no futuro
No escuro tenta pensar
Vai renovar teu seguro
Vai caducar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai trabalhar
Passa o domingo sozinho
Segunda-feira a desgraça
Sem pai nem mãe, sem vizinho
Em plena praça
Vai terminar moribundo
Com um pouco de paciência
No fim da fila do fundo
Da previdência
Parte tranqüilo, ó irmão
Descansa na paz de Deus
Deixaste casa e pensão
Só para os teus
A criançada chorando
Tua mulher vai suar
Pra botar outro malandro
No teu lugar
Vai te entregar
Vai te estragar
Vai te enforcar
Vai caducar
Vai trabalhar
Vai trabalhar
Vai trabalhar
Vagabundo
Valsa Brasileira
Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu
Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer
Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer
Valsa dos Clowns
Em toda canção, o palhaço é um charlatão
Esparrama tanta gargalhada da boca pra fora
Dizem que seu coração pintado
Toda tarde de domingo chora
Abra o coração do palhaço da canção
Eis que salta outro farrapo humano e morre na cochia
Dentro do seu coração de pano
Um palhaço alegre se anuncia
A nova atração tem um jovem coração
Que apertado por estreito laço amanhece partido
Dentro dele sai mais um palhaço
Um palhaço com olhar caído
E esse charlatão vai cantar sua canção
Que comove toda arquibancada com tanta agonia
Dentro dele um coração folgado
Cantarola uma outra melodia
Em toda canção o palhaco é um charlatão
E esse charlatão vai cantar uma canção
Valsinha
(Vinícius de Moraes/Chico Buarque)
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a a só num canto, para seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E lá dançaram tanta dança que a vizinhana toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que todo mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz
Vambora
Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que tempo leva
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas
Vamos Fugir
Vamos fugir
Deste lugar, baby
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue
Vamos fugir
Proutro lugar, baby
Vamos fugir
Pronde quer que você vá
Que você me carregue
Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Pronde eu só veja você
Você veja a mim só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum
Outro lugar qualquer
Guaporé, Guaporé
Qualquer outro lugar ao sol
Outro lugar ao sul
Céu azul, céu azul
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu
Vamos fugir
Proutro lugar, baby
Vamos fugir
Pronde haja um tobogã
Onde a gente escorregue
Todo dia de manhã
Flores que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de reggae
Vapor Barato
Oh, sim eu estou tão cansado
Mas não p’rá dizer
Que eu não acredito mais em você
Com minhas calças vermelhas
Meu casaco de general
Cheio de anéis
Eu vou descendo por todas as ruas
E vou tomar aquele velho navio
Eu não preciso de muito dinheiro
E não me imoporta, honey
Oh minha honey baby
Baby, honey baby
Oh, sim eu estou tão cansado
Mas não p’rá dizer
Que eu estou indo embora
Talvez eu volte
Um dia eu volto
Mas eu quero esquecê-la
Eu preciso
Oh, minha grande
Oh, minha pequena
Oh, minha grande obsessão
Ohminha honey baby
Baby, honey baby
Veja Margarida
Eu vou partir pra cidade garantida, proibida
arranjar meio de vida, Margarida
pra você gostar de mim
essas feridas da vida, Margarida
essas feridas da vida, amarga vida
pra você gostar...
| Veja você,
| arco-íris já mudou de cor
| uma rosa nunca mais desabrochou
| e eu não quero ver você
| com esse gosto de sabão na boca
veja meu bem, gasolina vai subir de preço
eu não quero nunca mais seu endereço
ou é o começo do fim ou é o fim...
Eu vou partir
pra cidade garantida, proibida
arranjar meio de vida, Margarida
pra você gostar de mim
Essas feridas da vida, Margarida
essas feridas da vida, amarga vida
pra você gostar de mim
Essas feridas da vida, Margarida
essas feridas da vida, amarga vida
pra você gostar de nós
Velha Roupa Colorida
Você não sente e não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
Nunca mais seu pai falou: “- she’s living home
E meteu o pé na estrada like a rolling stone...”
Nunca mais você convidou sua menina
Para correr no seu carro... (loucura, chiclete e som)
Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido
O dedo em “v”, cabelo ao vento
Amor e flor, que é de cartaz
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
Você não sente e não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que algum tempo era novo, jovem
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
Como Poe, poeta louco americano
Eu pergunto ao passarinho: “- blackbird o que se faz?”
E raven never raven never raven
Blackbird me responde: “- tudo já ficou trás”
E raven never raven never raven
Assum preto me responde: “- o passado nunca mais”
O Velho e A Flor
(L.E.Bacalov/Toquinho/Vinícius de Moraes)
Por céus e mares eu andei
Vi um poeta e vi um rei
Na esperança de saber o que é o amor
Ninguém sabia me dizer
eu já queria até morrer
Quando um velhinho com uma flor
Assim falou
O amor é o carinho
É o espinho que não se vê
Em cada flor
É a vida quando
chega sangrando
Aberta em pétalas de amor
O Velho Piano
(Dori Caymmi/Paulo César Pinheiro)
Ah, o amor muda tanto
Parece encanto cotidiano onde faz
Feito um verso jogado num canto
De um velho piano que não toca mais
E ele estende seu manto
Feito um soberano e vem como um santo
Mas parte profano parece um cigano
Não volta jamais
Ah, o amor causa espanto
O amor é o engano que traz
Desengano por tras
E no entanto todo ser humano
Por ele faz planos demais
Ah, é o amor barbo tunto
Num vasto oceano de riso e de pranto
De gozo e de dano
E como é mundano
Não para no cais
E quando quer paz
É tarde demais
Vem
(Bell Marques/Wadinho Marques)
Vem
O amor é um vício que a vida tem
Onde nasce e se rompe
No choro de alguém
Sem eco no fundo
Desse amor
Olhe o que eu sou prá você
Oh, meu bem
Só me dê alegria prá eu viver
Meu amor, meu amor
Não me deixe sozinho pois a vida
É uma só
Lá, lá, lá, lá...
Ê... ô
Vem
Esquece meus erros perdôa e vem
Deixe de pirraça, me abraça e vem
Tudo se faz
Pelos braços de alguém
Pois a vida é uma só
Nossa vida é uma só
Vem Chegando, Chega Mais
| Vem chegando, chega mais (3x)
| Rapaziada vem chegando, chega mais
Vem cá, menina, entra no meu samba
Vem sentir a raça, vem se requebrar
(|)
A diretora vai chegar com o professor
A empregada vai chegar com o patrão
Minha vizinha que é toda gostosinha
Procurando um cavalheiro
Pra entregar o coração
A viuvinha vem atrás de um novo amor
A casadinha, regulando o maridão
E a noivinha sempre tão recatadinha
Exibindo a barriguinha
Na maior empolgação
Vem Ficar Comigo
(Bell Marques/Jonny/Lula Carvalho)
Boi, boi, boi, boi da cara preta
Pega essa menina que tem medo de careta
Vi uma estrela tão alta
Entre as nuvens de algodão com seu facho de ilumina
Ilumina a mais pura visão
Da água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Tuas mãos, tuas carícias
A emoção que você me deu
Vem, vem, vem ficar comigo
Vem brincar de estrela no meu coração
Vem, vem, vem ficar comigo
No balanço da vida você é minha paixão
Tão bela como uma flor
Cor de rosa como o amor
Não me olhe desse jeito
De querer se apaixonar
Tão bela como uma flor
Nem mesmo seu nome eu sei
Mas você está tão perto
Me vejo em teus olhos outra vez
Com muita magia você me amou, me amou demais
No siriguela você me amou, me amou demais.
Vem, Meu Amor
Quando te vejo, paro logo em seu olhar
O meu desejo é que eu possa te beijar
Sentir seu corpo, me atirar em seu calor
Pois o que eu quero é ganhar o seu amor
E fico assim querendo o seu prazer
Eu não consigo um minuto sem você
Tua presença alegrar meu coração
Foi pra você que eu fiz esta canção
Vem, meu amor, me tirar da solidão
Vem, meu amor, me tirar da solidão
Vem para o olodum, vem dançar no Pelô
Vem, meu amor, chega pra cá, me dá a mão
E fico assim querendo teu prazer
Eu não consigo um minuto sem te ver
Minha presença alegrar teu coração
Foi pra você que eu fiz esta canção
Vem Morar Comigo
(Daniela Mercury/Durval Lelys)
O vazio do quarto
É o avesso da festa
O avesso do vício
De te namorar
Já faz tanto tempo
Que amo sem pressa
Que o nosso destino
Não pode mudar
Vou sair por aí
Meu amor vamos nessa
Que o tempo
Não espera
A vida passar
Vem, vem morar comigo
Vem, tudo é permitido
Não adianta mudar
Ah, ah
Vem Nana
Vem nana... vem nana... ê
Vem nana... vem nana... ê
Adoro esse teu jeito de me
Falar de amor
E quando estou contigo me
Sinto no céu
No meu jardim florido e lindo
Você foi quem brotou sorrindo
Me beija, flor
Me beija, flor
Meu beija-flor
Por isso
Toda vez que você me olha
Me dá, me dá, me dá
Me dá mais desejo
Toda vez que você me olha
Me dá, me dá, me dá
Me dá mais um beijo
Vem Quente que Eu Estou Fervendo
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Se você quer brigar
E acha que com isso estou sofrendo
Se enganou meu bem
Pode vir quente que eu estou fervendo
Mas se você quer brigar
E acha que com isso estou sofrendo
Se enganou meu bem
Pode vir quente que eu estou fervendo
Pode tirar seu time de campo
O meu coração é do tamanho de um trem
Iguais a você eu apanhei mais de cem
Pode vir quente que eu estou fervendo
Se você quer brigar
E acha que com isso estou sofrendo
Se enganou meu bem
Pode vir quente que eu estou fervendo (3x)
Vem Sambar
(Adilson Galvão/Roberto Lopes/Bira Presidente)
Vem, vem, vem, vem
Vem, vem sambar
Vem sambar, vem sambar, menina
Hoje o samba não cara
Não tem cor, não tem idade
Prá cantar lá, laiá
É o Dom de natureza
Nos brindou com a certeza de alegrar
Seja ele sincopado, miudinho ou de
enredo
Deixa o samba ecoar
De lá prá cá, daqui para lá
Deixa o samba te levar
Ô samba, iôiô
Vem sambar, iôiô, vem sambar, iáiá
Com o samba eu vou
Vou me acabar
Ah! Eu tô que tô
Não me leve a mal
Hoje eu me sinto feliz
Tem festa lá no meu quintal
Vou fazer meu carnaval
Vem, vem, vem, vem
Vem, vem, sambar
Vem sambar, vem sambar, menina (2x)
O Vendedor de Sonhos
(Milton Nascimento/Fernando Brant)
Vendedor de sonhos
Tenho a profissão viajante
De caixeiro que traz na bagagem
Repertório de vida e canções
E de esperança
Mais teimoso que uma criança
Eu invado os quartos, as salas
As janelas e os corações
Frases eu invento
Elas voam sem rumo no vento
Procurando lugar e momento
Onde alguém também queira cantá-las
Vendo os meus sonhos
E em troca da fé ambulante
Quero ter no final da viagem
Um caminho de pedra feliz
Tantos anos contando a história
De amor ao lugar que nasci
Tantos anos cantando meu tempo
Minha gente de fé me sorri
Tantos anos de voz nas estradas
Tantos sonhos que eu já vivi
Veneno (Veleno)
(Polacci - versão: Nelson Motta)
Veneno
Não me beije que eu tenho veneno
É meu preço não faço por menos
Mas depois te amarei
Veneno
Esta vida é tão pouca e pequena
Nestes lábios tem todo o veneno
Que você ama e quer
Todos os sentidos, cada gota
D'água, nesses mares de prazer
Veneno
Cor-de-rosa suave e moreno
Nestes seios tem todo o veneno
Que você chama amor
Veneno
(Eduardo Gudin/Paulo César Pinheiro)
Mas o que me faz chorar
É esse fel que você vive a destilar
É essa paga cruel que você me dá
Só o melhor
Meu coração te ofereceu
Você cuspiu no prato que comeu
E o mal que isso me faz
Não esperava isso de você jamais
Eu não sabia que podia ser capaz
De alguém pedir a mão e receber
Depois vingar em vez de devolver
| Dei o manto pra quem vai me desnudar
| E em meu canto abriguei quem vai me expulsar
| Eu te dei de beber
| No mesmo copo você vai me envenenar
Veneno da Lata
(Fernanda Abreu/Will Mowat) Músicas Incidentais: "A Lata" (Fernanda Abreu/Chacal/Marcos Suzano) / "Vamo Batê Lata" (Herbert Vianna)
Rio de Janeiro, cidade maravilha
A lata
Na batida começou a batucada
Veneno da lata
Bate bate bate na lata
Vamo batê lata
É lata da bateria
Mil novecentos e noventa e cinco
Sete e meia da manhã
Tá na hora de descer pra trabalhar, é
Tá na hora de descer pra ter
O que ganhar
Mil novecentos e noventa e cino
Dez e vinte eu vou pra lá
Tá marcado pra chegar
Ouviu dizer, ouviu falar
Não sabe bem, deixa pra lá
Dez e vinte eu vou chegar
Pra ver o que há
Suingue balanço funk
É o novo som na praça
Batuque samba funk
É veneno da lata
Suingue balanço funk
É o novo som na praça
Batuque samba funk
É veneno da lata
Vamo batê lata!
Meio dia e quinze, eu nem acordei
Já vou ter que almoçar
Tá marcado pra chegar
Não escuto o que eles dizem
Não escuto o que eles falam
Não falo igual, não digo amém
Tem que falar com o Jê
Tem que falar com o Zé
É batumaré
Seis e meia tô parado
Pôr-do-sol abotoado
Na Lagoa, no Aterro
Tô parado
Voluntários, São Clemente
Tô parado
No Rebouças, Túnel Velho
Tô parado pra ver
Quatro sete sete cinco meia no batuque samba-funk da alegria arrastão
Ouviu dizer, ouviu falar, não sabe bem, deixa pra lá
O batuque samba-funk é o veneno
Depois mais tarde, já de noite
Tudo em cima, já no clima
Vou correndo te encontrar
Tá marcado pra chegar
Vou te buscar, vou te pegar
Vou te apanhar pra te mostrar
Pra ver o que há, pra ver o que há
É só subir sem se cansar
Depois descer pra trabalhar
Sete e meia, meio-dia
Seis e meia, dez e vinte
Dez e vinte eu vou chegar pra te pegar
Pra ver o que há, pra ver o que há
Vento no Litoral
De tarde quero descansar, chegar até a praia
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção.
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo.
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem.
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim.
Quero ser feliz ao menos.
Lembra que o plano era ficarmos bem?
- Ei, olha só o que achei: cavalos-marinhos.
Sei que faço isso para esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.
Vento Ventania
Vento ventania me leve para as bordas do céu
Pois vou puxar as barbas de Deus
Vento ventania me leve pra onde nasce a chuva
Pra lá de onde o vento faz a curva
Me deixe cavalgar nos seus desatinos
Nas revoadas, redemoinhos
Vento ventania me leve sem destino
Quero juntar-me a você
E carregar os balões pro mar
Quero enrolar as pipas nos fios
Mandar meus beijos pelo ar
Oh vento ventania
Me leve pra qualquer lugar
Me leve para qualquer canto do mundo
Ásia, Europa, América
Vento ventania me leve para as bordas do céu
Pois vou puxar as barbas de Deus
Vento ventania me leve para os quatro cantos do mundo
Me leve pra qualquer lugar
Me deixe cavalgar nos seus desatinos
Nas revoadas,redemoinhos
Vento ventania me leve sem destino
Quero mover as pás dos moinhos
E abrandar o calor do sol
Quero emaranhar o cabelo da menina
Mandar meus beijos pelo ar
Oh vento ventania
Me leve pra qualquer lugar
Me leve para qualquer canto do mundo
Ásia,Europa,América
Me deixe cavalgar nos seus desatinos
Nas revoadas, redemoinhos
Vento ventania me leve sem destino
Quero juntar-me a você
E carregar os balões pro mar
Quero enrolar as pipas nos fios
Mandar meus beijos pelo ar
Oh vento ventania
Agora que estou solto na vida
Me leve pra qualquer lugar
Me leve mas não me faça voltar, wah
Me leve mas não me faça voltar, yeah
Me leve mas não me faça voltar
Viajante
Eu me sinto um tolo
Como um viajante
Pela sua casa
Pássaro sem asa
Rei da covardia
E se guardo tanto
Essas emoções
Nessa caldeira fria
É que arde o medo
Onde o amor ardia
Mansidão no peito
Trazendo o respeito
Que eu queria tanto
Derrubar de vez
Prá ser seu talvez
Prá ser seu talvez
Mas o viajante
É talvez covarde
Ou talvez seja tarde
Prá mostrar que arde
Com maior ardor
A paixão contida
Retraída e nua
Correndo na sala
Ao te ver deitada
Ao te ver calada
Ao te ver no ar
Talvez esperando
Desse viajante
Algo que ele espera
Também receber
Prá quebrar as cercas
Com que insistimos
Em nos defender
Vida
Quando eu era pequeno eu achava a vida chata
Como não devia ser
Os garotos da escola só a fim de jogar bola
E eu queria ir tocar guitarra na TV
Aí veio a adolescência e pintou a diferença
Foi difícil de esquecer
A garota mais bonita também era a mais rica
Me fazia de escravo do seu bel prazer
Quando eu saí de casa minha mãe me disse:
Baby, você vai se arrepender
Pois o mundo lá fora num segundo te devora
Dito e feito, mas eu não dei o braço a torcer
Hoje eu vendo sonhos, ilusões de romance
E toco a minha vida por um troco qualquer
É o que chamam de destino, e eu não vou lutar por isso
Que seja assim enquanto é
Que seja assim enquanto (2x)
Que seja assim enquanto é
Vida do Viajante
(Luiz Gonzaga/Hervê Cordovil)
Minha vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei
Chuva e sol, poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro
Mais uma estação
E a saudade no coração
Minha vida é andar por este país ...
Mar e terra, inverno e verão
Mostro o sorriso, mostro a alegria
Mas eu mesmo não
E a saudade no coração
Vida Real
| Quem sabe assim
| Você vai aprender que amar
| Não é brincar de amor e sofrer
| Faz parte do querer
| Mais uma vez
| Você só quis amar a você
| E agora compreende por que
| Amar é perigoso demais
A vida ensina
Que não se prende a viver
Senão vivendo entre o não e o sim
Agora chora
E a quem querias não te ama
E foi embora
Seca tuas lágrimas e olha pra mim
Me diz o que é que eu posso dizer
Se é noite em nossa vida real
Ou sonho que não teve sinal
(|)
A Vida Tem Dessas Coisas
Perdi a hora
Não encontrei você aqui
Desde aquela noite
Eu nunca mais me entendi
Você levou o meu coração
E levou o meu olhar
Eu vivo cego e infeliz
Querendo te encontrar
Pra conversar, te convencer
Te confessar, quero só você
Não esqueci seu nome, seu rosto, sua voz
Outro dia eu te vi numa tarde tão veloz
Você passou no circular
Pela praia do Leblon
Corri atrás, tarde demais
Perdi a condição
De conversar, te convencer
Te confessar, quero só você
Sei que isso não tem importância
Pra você não faz sentido
Mas a noite aumenta a distância
Me perdi no teu caminho
Me encontrei falando sozinho
Sigo sempre sem destino
Pra te encontrar
Pra conversar, te convencer
Te confessar, quero só você
A vida tem dessas coisas
Olha só nós dois aqui
Presos num elevador
Uma noite sem dormir
Zero hora no relógio
Legal você estar aqui
E amanhã pela manhã
A gente pode sair
E conversar, se convencer
Se confessar, quero só você
Quero só você (4x)
Vida Viola
Mandei buscar uma viola que quisesse
Estudar comigo um verso
E pontear o meu cantar
E que me desse no encanto de uma rima
Num dueto com uma prima
Pra que eu fosse um cantador
Mandei buscar também por meio da viola
Escuridão de lua nova
Pra esconder tanto pesar
E uma estrela que fosse dos sete extremos
Pra saber do meu segredo
E lá no céu poder contar
| Viola, viola, viola
| Dá um tom pra eu dizer meu sofrer
| Viola parceira viola
| Namora e me chora
| Com trovas de amor
| Viola parceira viola
| Namora e me chora
| Com trovas de amor
Minha viola quero tua companhia
Pra fazer a travessia
Desse mundo de ilusão
Se me ajudares vou falar aos quatro ventos
Que tenho o meu tormento
E que sou um sofredor
E quando a vida me desola quem consola
É o repique da viola
Que me lembra um bem querer
Com tuas cordas vou armar a cantoria
Pra doar a ventania
E me perder na solidão
(|)
Vieste
(Ivan Lins/Victor Martins)
Vieste na hora exata
Com ares de festa
E luas de prata
Vieste com encantos
Vieste com beijos silvestres
Colhidos pra mim
Vieste como a natureza
Com mãos camponesas
Plantadas em mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens pra dentro de mim
Meu amor
Vieste a hora e a tempo
Soltando meus barcos
E velas ao vento
Vieste me dando o alento
Me olhando por dentro
Velando por mim
Vieste de olhos fechados
Num dia marcado
Sagrado pra mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens
Pra dentro de mim
Meu amor...
Vila Esperança
Vila Esperança,
foi lá que eu passei
O meu primeiro Carnaval
Vila Esperança,
foi lá que eu conheci
Maria Rosa, meu primeiro amor
Como fui feliz naquele fevereiro
Pois tudo para mim era primeiro.
Primeira Rosa, primeira esperança
Primeiro Carnaval, primeiro amor criança.
Numa volta no salão ela me olhou
Eu envolvi seu corpo em serpentina
E tive a alegria que tem todo pierrô
ao ver que descobriu sua colombina.
O Carnaval passou,
Levou a minha Rosa
Levou minha esperança
Levou o amor criança
Levou minha Maria
Levou minha alegria
Levou a fantasia
E só deixou uma lembrança.
Vingança
Eu gostei tanto, tanto quando me contaram
Que lhe encontraram chorando e bebendo na mesa de um bar
E que quando os amigos do peito por mim perguntaram
Um soluço cortou sua voz, não lhe deixou falar
Ah, mas eu gostei tanto,
Tanto quando me contaram
Que tive mesmo que fazer esforço
Pra ninguém notar
O remorso talvez seja a causa do seu desespero
Você deve estar bem consciente do que praticou
Me fazer passar essa vergonha com um companheiro
E a vergonha é a herança maior
Que meu pai me deixou
Mas enquanto houver força em meu peito
Eu não quero mais nada
Só vingança, vingança, vingança aos santos clamar
Você há de rolar como as pedras
Que rolam na estrada
Sem ter nunca um cantinho de seu
Pra poder descansar
Vinte e Nove
Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais)
Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão
(E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez)
Viola Enluarada
(Marcos Valle/Paulo Sergio Valle)
A mão que toca um violão
Se for preciso faz a guerra
Mata o mundo, fere a terra
A voz que canta uma canção
Se for preciso canta um hino
Louva à morte
Viola em noite enluarada
No sertão é como espada
Esperança de vingança
O mesmo pé que dança um samba
Se preciso vai à luta
Capoeira
Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz é passageira
Prá defende-la se levanta
E grita: Eu vou!
Mão, violão, canção e espada
E viola enluarada
Pelo campo e cidade
Porta bandeira, capoeira
Desfilando vão cantando
Liberdade
Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz épassageira
Prá defende-la se levanta
E grita: Eu vou!
Porta bandeira, capoeira
Desfilando vão cantando
Liberdade
Liberdade, liberdade, liberdade...
A Violeira
(Tom Jobim/Chico Buarque)
Desde menina, caprichosa e nordestina
Que eu sabia, a minha sina era no Rio ir morar
Em Araripe topei com um chofer dum jipe
Que descia pra Sergipe pro serviço militar
Esse maluco me largou em Pernambuco
Quando um cara de trabuco me pediu pra namorar
Mais adiante, num estado interessante
Um caixeiro viajante me levou pra Macapá
Uma cigana revelou que a minha sorte
Era ficar naquele Norte e eu não queria acreditar
Juntei os trapos com um velho marinheiro
Viajei no seu cargueiro que encalhou no Ceará
Voltei pro Crato, fui fazer artesanato
De barro bom e barato pra mó de economizar
Eu era um broto e também fiz muito garoto
Um mais bem feito que o outro
Eles só faltam falar
Juntei a prole e me atirei no São Francisco
Enfrentei raio, corisco, correnteza e coisa má
Inda arrumei com um artista em Pirapora
Mais um filho e vim-me embora, cá no Rio vim parar
Ver Ipanema foi que nem beber Jurema
Que cenário de cinema, que poema à beira mar
E não tem tira, nem doutor, nem zigue-zira,
Quero ver quem é que tira nóis aqui desse lugar
Será verdade que eu cheguei nessa cidade
Pra primeira autoridade resolver me escorraçar?
Com a tralha inteira remontar a Mantiqueira
Até chegar na corredeira, o São Francisco me levar?
Me distrair nos braços de um barqueiro sonso
Despencar na Paulo Afonso, o oceano me afogar
Perder os filhos em Fernando de Noronha
E voltar morta de vergonha pro sertão de Quixadá?
Tem cabimento, depois de tanto tormento
Me casar com algum sargento e todo sonho desmanchar?
Não tem carranca, nem trator, nem alavanca
Eu quero ver quem é que arranca nóis aqui deste lugar!
Um Violeiro Toca
Quando uma estrela cai
No escurão da noite
E um violeiro toca suas mágoas
Então os "óio" dos bichos
Vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas
De um sertão enluarado
Quando um amor termina
Perdido numa esquina
E um violeiro toca a sua sina
Então os "óio" dos bichos
Vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembrança dos amores esquecidos
Quando um amor começa
Nossa alegria chama
E um violeiro toca em nossa cama
Então os "óio" dos bichos
São os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso
Sem medo
Nem dó
Nem drama
Tudo é sertão
Tudo é paixão
Se um violeiro toca
A viola
O violeiro
E o amor
Se tocam
Quando um amor começa
Nossa alegria chama
E um violeiro toca em nossa cama
Então os "óio" dos bichos
São os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso
Sem medo
Nem dó
Nem drama
O Vira
O gato preto cruzou a estrada
Passou por debaixo da escada
E lá no fundo azul na noite da floresta
A lua iluminou
A dança, a roda e a festa
Vira, vira, vira
Vira, vira, vira homem, vira, vira
Vira, vira lobisomem, vira, vira
Bailam corujas e pirilampos
Entre os sacis e as fadas
E lá no fundo azul na noite da floresta
A lua iluminou
A dança, a roda e a festa
Vira, vira, vira homem, vira, vira
Vira, vira lobisomem, vira, vira
Viramundo
Sou viramundo virado
Na ronda das maravilhas
Cortando a faca e facão
Os desatinos da vida
Gritando para assustar
A coragem da inimiga
Pulando pra não ser preso
Pelas cadeias da intriga
Prefiro ter toda a vida
A vida como inimiga
A ter na morte da vida
Minha sorte decidida
Sou viramundo virado
Pelo mundo do sertão
Mas inda viro este mundo
Em festa, trabalho e pão
Virado será o mundo
E viramundo verão
O virador deste mundo
Astuto, mau e ladrão
Ser virado pelo mundo
Que virou com certidão
Ainda viro este mundo
Em festa, trabalho e pão
Vitoriosa
| Quero sua risada mais gostosa
| Esse seu jeito de achar
| Que a vida pode ser maravilhosa
| Quero sua alegria escandalosa
| Vitoriosa por não ter
| Vergonha de aprender como se goza
| Quero toda sua boca castidade
| Quero toda sua louca liberdade
| Quero toda essa vontade
| De passar dos meus limites
| E ir além, e ir além
(|)
Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Que a vida pode ser maravilhosa...
As Vitrines
Eu te vejo sair por aí
Te avisei que a cidade era um vão
- Dá tua mão
- Olha pra mim
- Não faz assim
- Não vai lá não
Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão, frouxa de rir
Já te vejo brincando, gostando de ser
Tua sombra a se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria
Cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão
Viver do Amor
Pra se viver do amor
Há que esquecer o amor
Há que se amar
Sem amar
Sem prazer
E com despertador
- como um funcionário
Há que penar no amor
Pra se ganhar no amor
Há que apanhar
E sangrar
E suar
Como um trabalhador
Ai, o amor
Jamais foi um sonho
O amor, eu bem sei
Já provei
E é um veneno medonho
É por isso que se há de entender
Que o amor nao é um ócio
E compreender
Que o amor nao e' um vício
O amor é sacrifício
O amor é sacerdócio
Amar
É iluminar a dor
- como um missionário
Vivo Sonhando
Vivo sonhando
Sonhando mil horas sem fim
Tempo em que vou perguntando
Se gostas de mim
Tempo de falar em estrelas
Falar de um mar
De um céu assim
Falar do bem que se tem mas você não vem
Não vem
Você não vindo,
Não vindo a vida tem fim
Gente que passa sorrindo zombando de mim
E eu a falar em estrelas, mar, amor, luar
Pobre de mim que só sei te amar
Você
De repente a dor
De esperar terminou
E o amor veio enfim
Eu que sempre sonhei
Mas não acreditei
Muito em mim
Vi o tempo passar
O inverno chegar outra vez
Mas dessa vez
Todo o pranto sumiu
Como encanto surgiu
Meu amor
Você é algo assim
É tudo pra mim
É como eu sonhava, baby
Você é mais do que sei
É mais que pensei
É mais que eu esperava, baby
Sou feliz agora
Não, não vá embora não
Você é algo assim
É tudo pra mim
É como eu sonhava, baby
Você é mais do que sei
É mais que pensei
É mais que eu esperava, baby
Sou feliz agora
Não, não vá embora nao
Sou feliz agora
Não, não vá embora, não
Vou morrer de saudades
Você
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Você que tanto tempo faz
Você que eu não conheço mais
Você que um dia eu amei demais
Você que ontem me sufocou
De amor e de felicidade
Hoje me sufoca de saudade
Você que já não diz pra mim
As coisas que eu preciso ouvir
Você que até hoje eu não esqueci
Você que eu tento me enganar
Dizendo que tudo passou
Na realidade aqui em mim você ficou
Você que eu não encontro mais
Os beijos que já não lhe dou
Fui tanto pra você e hoje não nada sou
Você Abusou
Você abusou,
Tirou partido de mim, abusou,
Tirou partido de mim, abusou,
Mas não faz mal, é tão normal ter desamor,
É tão cafona, sofredor,
Que eu nem sei,
Se é meninice ou cafonice,
O meu amor,
Se quadradismo dos teus versos,
Vai de encontro aos intelectos,
Que usam o coração como expressão,
Que me perdoe, se eu insisto neste tema,
Mas não sei fazer poema ou canção,
Que fale de outra coisa,
Que não seja o amor,
Se o quadradismo dos meus versos,
Vai de encontro aos intelectos,
Que não usam o coração como expressão
Você Bem Sabe
Você bem sabe que eu não sei te dizer
Tudo que sinto por você
Mas você bem sabe que we always lie
But we can’t never say good bye
Você bem sabe me dizer o que sentir no coração
Mente sem ter razão
Não vou fugir, mas não vou ficar
Sempre loving you só porque we were so happy
Você não quer dizer que não quer
Mas também não diz se é feliz e tem um novo amor
Vai ou não vai que eu vou ou não vou
Seja como for, com você, sem você,
Com você, sem você,
A gente tem é que crescer...
Você e Eu
(Carlos Lyra/Vinícius de Moraes)
Podem me chamar
E me pedir e me rogar
E podem mesmo falar mal
Ficar de mal que não faz mal
Podem preparar
Milhões de festas ao luar
Que eu não vou ir
Melhor nem pedir
Eu não vou ir, não quero ir
E também podem me obrigar
Até sorrir, até chorar
e podem mesmo imaginar
O que melhor lhes parecer
Podem espalhar
Que eu estou cansado de viver
E que é uma pena
Para quem me conheceu
Eu sou mais você
E... eu
Você É Linda
Fonte de mel
Nuns olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
Linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é forte
Dentes e músculos
Peitos e lábios
Você é forte
Letras e músicas
Todas as músicas
Que ainda hei de ouvir
No Abaeté
Areias e estrelas
Não são mais belas
Do que você
Mulher das estrelas
Mina de estrelas
Diga o que você quer
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você é linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Gosto de ver
Você no seu ritmo
Dona do carnaval
Gosto de ter
Sentir seu estilo
Ir no seu íntimo
Nunca me faça mal
Linda
Mais que demais
Você é linda sim
Onda do mar do amor
Que bateu em mim
Você é linda
E sabe viver
Você me faz feliz
Esta canção é só pra dizer
E diz
Você Não Entende Nada
Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Lágrimas nos olhos, de cortar cebola
Você está tão bonita
Você traz a coca-cola eu tomo
Você bota a mesa, eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você não está entendendo
Quase nada do que eu digo
Eu quero ir-me embora
Eu quero é dar o fora
E quero que você venha comigo
E quero que você venha comigo
Eu me sento, eu fumo, eu como, eu não aguento
Você está tão curtida
Eu quero tocar fogo nesse apartamento
Você não acredita
Traz meu café com suita eu tomo
Bota a sobremesa, eu como, eu como
Eu como, eu como, eu como
Você
Tem que saber que eu quero correr mundo
Correr perigo
Eu quero ir-me embora
Eu quero dar o fora
E quero que você venha comigo (5x)
Você Não Sabe
(Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Você não sabe quanta coisa eu faria
Além do que já fiz
Você não sabe até onde eu chegaria
Pra te fazer feliz
Eu chegaria
Onde só chegam os pensamentos
Encontraria uma palavra que não existe
Pra te dizer nesse meu verso quase triste
Como é grande o meu amor
Você não sabe que os anseios do seu coração
São muito mais pra mim
Do que as razões que eu tenha
Pra dizer que não
E eu sempre digo sim
E ainda que a realidade me limite
A fantasia dos meus sonhos me permite
Que eu faça mais do que as loucuras
Que já fiz pra te fazer feliz
Você só sabe
Que eu te amo tanto
Mas na verdade
Meu amor não sabe o quanto
E se soubesse iria compreender
Razões que só quem ama assim pode entender
Você não sabe quanta coisa eu faria
Por um sorriso seu
Você não sabe
Até onde chegaria
Amor igual ao meu
Mas se preciso for
Eu faço muito mais
Mesmo que eu sofra
Ainda assim eu sou capaz
De muito mais
Do que as loucuras que já fiz
Pra te fazer feliz
Você Não Sabe Amar
(Dorival Caymmi/Carlos Guinle Filho/Hugo Lima)
Você não sabe amar, meu bem,
Não sabe o que é o amor
Nunca viveu, nunca sofreu,
E quer saber mais que eu
|O nosso amor parou aqui
|E foi melhor assim
|Você esperava e eu também
|Que esse fosse seu fim
O nosso amor não teve ferida
as coisas boas da vida
E foi melhor para você
E foi também melhor pra mim
(|)
Você Não Soube Me Amar
(Evandro Mesquita/Ricardo Barreto/Guto/Zeca Mendigo)
Sabe essas noites que você sai caminhando sozinho
De madrugada com a mão no bolso
Na rua
E você fica pensando naquela menina
Você fica torcendo e querendo que ela tivesse
Na sua
Aí finalmente você encontra o broto
Que felicidade (que felicidade)
Você convida ela pra sentar (muito obrigada)
Garçom uma cerveja (Só tem chope)
Desce dois, desce mais
Amor pede mais uma porção de batata frita
OK você venceu batata frita
Ai blá blá blá blá blá blá blá blá blá
Ti ti ti ti ti ti ti ti ti
Você diz pra ela
Tá tudo muito bom (bom)
Tá tudo muito bem (bem)
Mas realmente
Mas realmente
Eu preferia que você estivesse
Nu...a
Refrão:
Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar
Todo mundo dizia
Que a gente se parecia
Cheio de tal coisa e coisa e tal
E realmente a gente era
A gente era um casal
Um casal sensacional ...refrão
No começo tudo era lindo
Tudo divino era maravilhoso
Até debaixo d'água nosso amor era mais gostoso
Mas de repente a gente enlouqueceu
Eu dizia que era ela
Ela dizia que era eu ...refrão
Amor que que'cê tem
Cê ta tão nervoso
Nada nada nada nada nada nada
Foi besteira usar essa tática
Dessa maneira assim dramática (eu tava nervoso)
O nosso amor era uma orquestra sinfônica (eu sei)
E o nosso beijo uma bomba atômica
Você não soube me amar
Você não soube me amar
Você não soube me amar
É foi isso que ela me disse
Oh! baby não!
Você pra Mim
É incrível a nossa história
Sem nenhuma prova concreta
Só palavras que voam com o vento
Imagens que eu guardo na memória
Um segredo inviolável
De uma paixão inflamável
Mas que nunca, nunca incendeia
Nem em noite de lua cheia
Às vezes passo dias inteiros
Imaginando e pensando em você
E eu fico com tantas saudades
Que até parece que eu posso morrer
Pode acreditar em mim
Você me olha, eu digo sim
Mas eu nem sei se sofro assim
O que eu quero é você pra mim
Você Roubou A Minha Vida
Você roubou a minha vida
A alma inteira
Você não sabe como é a minha dor
Mas eu não quero a sua pena
Você não sabe o tanto que eu perdi
Não liga se meu mundo quebrar e cair
Em um abismo de desilusão
Você já me roubou a vida
E eu me sinto
Como uma pedra onde
O mar derrama a onda
E acostumada, nada sente
Você não sabe o importante que foi
Que sua ausência nunca
Vai chegar ao fim
Que eu te dei um pedaço de mim
Você não sabe o que é o amor
Que o medo invade qualquer solidão
Você não sabe que dano causou
Que faz em pedaços meu pobre coração
Que batia quando ouvia
O som vazio em sua voz
O som macio em sua voz
Você que me roubou a vida
Todos os sonhos
E me deixou somente
O frio da sensação
De já não ter mais esperança
Você não imagina o quanto eu perdi
Não sabe que será impossível esquecer
E que a saudade só pensa em você
Você não sabe o que é o amor
Que o medo invade qualquer solidão
Você não sabe que dano causou
Que fez em pedaços meu pobre coração
Que batia quando ouvia
O som vazio em sua voz
O som macio em sua voz
Você não sabe a verdade de quem ama
Você não sabe como foi que me deixou
Você foi fria e congelou a minha alma
Você deixou em mim o vazio e a dor
Você não sabe o que é o amor
Que o medo invade qualquer solidão
Você não sabe que dano causou
Que fez em pedaços meu pobre coração
Você não sabe o que é o amor
Que o medo invade qualquer solidão
Você não sabe que dano causou
Que fez em pedaços meu pobre coração
Você Só... Mente
Não espero mais você, pois você não aparece
Creio que você se esquece das promessas que me faz
E depois vem dar desculpas, inocentes e banais
É porque você bem sabe
Que em você desculpo
Muitas coisas mais
O que sei somente
É que você é um ente
Que mente inconscientemente
Mas finalmente
Não sei porque
Eu gosto imensamente
De você
Invariavelmente, sem ter o menor motivo
Em um tom de voz altivo
Você quando fala mente
Mesmo involuntariamente, faço cara de inocente
Pois sua maior mentira, é dizer à gente que você não mente
Você Vai Me Seguir
(Chico Buarque/Ruy Guerra)
Você vai me seguir
Aonde quer que eu vá
Você vai me servir
Você vai se curvar
Você vai resistir
Mas vai se acostumar
Você vai me agredir
Você vai me adorar
Você vai me sorrir
Você vai se enfeitar
E vem me seduzir
Me possuir, me infernizar
Você vai me trair
Você vem me beijar
Você vai me cegar
E eu vou consentir
Você vai conseguir
Enfim, me apunhalar
Você vai me velar
Chorar, vai me cobrir
E me ninar
Volta
Quantas noites não durmo
A rolar-me na cama
A sentir tantas coisas
Que a gente não pode explicar
Quando ama
O calor das cobertas
Não me aquece direito
Não há nada no mundo
Que possa afastar
Esse frio do meu peito
Volta!
Vem viver outra vez ao meu lado
Não consigo durmir sem teu braço
Pois meu corpo está acostumado
A Volta
(Erasmo Carlos/Roberto Carlos)
Estou guardando o que há de bom em mim
Para lhe dar quando você chegar
Toda ternura e todo o meu amor
Estou guardando pra lhe dar.
E toda vez que você me beijar
A minha vida, quero lhe entregar
E em cada beijo, certo ficarei
Que você não vai me deixar
Grande demais foi sempre o nosso amor
Mas o destino quis nos separar
E agora esta perto o dia de você chegar
O que há de bom vou lhe entregar
Só vejo a hora de você chegar
Pra todo o meu amor poder mostrar
Mas quando eu de perto te olhar
Não sei se vou poder falar.
A Volta da Asa Branca
Já faz três noites, que pro Norte relampeia,
A Asa Branca, ouvindo o ronco do trovão,
Já bateu asas, e voltou pro meu sertão,
Ai, ai, eu vou embora, vou cuidar da plantação,
Já bateu asas, e voltou pro meu sertão,
Ai, ai, eu vou embora, vou cuidar da plantação,
A seca tem de desertar da minha terra,
Mas felizmente, Deus agora se alembrou,
De mandar chuva, pra este sertão sofredor,
Sertão das mulhé séria, dos homens trabalhador,
De mandar chuva, pra este sertão sofredor,
Sertão das mulhé séria, dos homens trabalhador.
Rios correndo, as cachoeiras tão zuando,
Terra molhada, mato verde que riqueza,
E a Asa Branca, salva e canta que beleza,
Está o povo alegre, mais alegre a natureza,
E a Asa Branca, salva e canta que beleza,
Está o povo alegre, mais alegre a natureza.
Sentindo a chuva eu me recordo de Rosinha,
A linda flor do meu sertão Pernambucano,
E se a safra não atrapalhar meus plano,
Que que há, o Seu Vigário, vou casar no fim do ano!
A Volta do Boêmio
Boemia, aqui me tens de regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição
Voltei, pra rever os amigos que um dia
Eu deixei a chorar de alegria me acompanha o meu violão
Boemia, sabendo que andei distante
Sei que essa gente falante vai agora ironizar
Ele voltou, o boêmio voltou novamente
Partiu daqui tão contente porque razão quer voltar
Acontece, que a mulher que floriu meu caminho
De ternura, meiguice e carinho
Sendo a vida do meu coração
Compreendeu e abraçou-me dizendo a sorrir
Meu amor você pode partir não esqueça o seu violão
Vá rever os teus rios, teus montes, cascatas
Vá sonhar em nova serenata
E abraçar seus amigos leais
Vá embora, pois me resta o consolo e a alegria
De saber que depois da boemia
É de mim que você gosta mais.
A Volta do Malandro
Eis o malandro na praça outra vez
Caminhando na ponta dos pés
Como quem pisa nos corações
Que rolaram nos cabarés
Entre deusas e bofetões
Entre dados e coronéis
Entre parangolés e patrões
O malandro anda assim de viés
Deixa balançar a maré
E a poeira assentar no chão
Deixa a praça virar um salão
Que o malandro é o barão da ralé
Volte para O Seu Lar
Aqui nessa casa ninguém quer a sua boa educação.
Nos dias que tem comida, comemos comida com a mão.
E quando a polícia, a doença, a distância ou alguma discussão
Nos separam de um irmão,
Sentimos que nunca acaba de caber mais dor no coração.
Mas não choramos à toa,
Não choramos à toa.
Aqui nessa tribo ninguém quer a sua catequização.
Falamos a sua língua mas não entendemos seu sermão.
Nós rimos alto, bebemos e falamos palavrão.
Mas não sorrimos àtoa,
Não sorrimos àtoa.
Aqui nesse barco ninguém quer a sua
orientação
Não temos perspectiva, mas o vento nos dá a direção.
Mas não seguimos toa,
Não seguimos a toa.
Volte para o seu lar,
Volte para lá.
Vôo Livre
Alçar o vôo livre, se lançar,
no mar azul do vento velejar
Quando o coração ascende
explode como o brilho de cristal
lança nas manhãs a primavera
é como o arco-iris na janela do quintal
Quando o coração atende
se atira e se deixa levar
abre suas asas contra o vento
como uma ave que começa a se soltar
Quando o coração aprende
toma de assalto a direção
dispara de tanta felicidade
respira a liberdade que disponta como o sol
Alçar o vôo livre, se lançar,
no mar azul do vento velejar
Vou Deitar e Rolar
(Baden Powel/Paulo Cezar Pinheiro)
Não venha, querer me consolar,
Que agora não dá mais pé,
Nem nunca mais, vai dar,
Também, quem mandou se levantar,
Quem levantou, pra sair,
Perde o lugar,
E agora, cadê seu novo amor,
Cadê, que ele nunca funcionou,
Cadê, que ele nada resolveu,
Quá, quá, quá, quá, quá,
Quem riu,
Quá, quá, quá, quá, quá,
Fui eu.
(ainda sou mais eu!)
Você, já entrou na de voltar,
Agora, fica na tua,
Que é melhor ficar,
Porque, vai ser fogo me aturar,
Quem sai na chuva,
Só tem que se molhar,
E agora, cadê, cadê você,
Pois é,
Quem te viu e quem te vê,
Quá, quára, quá, quá,
Quem riu,
Quá, quá, quá, quá,
Fui eu,
Ainda sou mais eu
Todo mundo se admira da mancada qua a Terezinha deu
que deu no pira e ficou sem nada ter de seu
ela não quis levar fé, na virada da maré (breque)
mas que malandro sou eu, pra ficar dando colher de chá
se eu não tive colher (vou deitar e rolar)
voce já entrou na de.....quaquará quá quá
o vento que venta aqui, é o mesmo que venta lá
e volta pro mandingueiro, a mandinga de quem mandingar
quáquará quá quá...
Vou Deitar e Rolar (Chiclete com Banana)
Nada acabou, tudo vai começar
Se tudo é festa, eu não quero sair
Vou deitar
Vou deitar e rolar
Eu sei que vou e você como vai
Se é contramão vou calando conversa
Vou deitar
Vou deitar e rolar
Pra que chorar
Vou gargalhar
Eu quero ouvir
Eh... Eh... Eh... Ah...
Vamos ver no que dá
Abra a janela, pra ver o verão,
Não deixe o inverno,
Vestir seu corpo e o seu coração
Nada mudou, tudo está como está
Não pulo na grama pois eu posso cair
Vou deitar
Vou deitar e rolar
Eu tô que tô, e você tá demais
Não penso na vida prá não me acostumar
Vou deitar
Vou deitar e rolar
Vou Festejar
Chora, não vou ligar
Chegou a hora
Vai me pagar
Pode chorar, pode chorar
É, o teu castigo
Brigou comigo
Sem ter porque
Vou festejar, vou festejar
O teu sofrer, o teu penar
Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão
Você pagou com traição
A quem sempre lhe deu a mão
Vou Mergulhar
(George Israel/Paula Toller)
Vou mergulhar no mar
Mesmo com a água impura
E vou beber o vinho
Acima da temperatura
Pra que eu me divirta
Às vezes basta um sorriso
Às vezes uma palavra
É tudo que eu preciso
Vou correr atrás da bola
Até o juiz apitar
Trabalhar por prazer
Até o dia clarear
O dia tá bonito
Mesmo com temporal
E o Rio de Janeiro
Continua lindo
Vou mergulhar no mar
Mesmo com a praia escura
Vou gozar a liberdade
De uma vida sem frescura
Pra que eu me divirta
Basta um dia bonito
Usar a cor azul do céu
No meu vestido
Posso enxergar ao longe
No meio da cerração
Posso ancorar no espaço
A minha embarcação
A noite vai reluzir
Mesmo sem lua cheia
A vida será perfeita
Mesmo sem perfeição
Vou Por Aí
(Baden Powell/Aloysio de Oliveira)
Vou por aí
Esquecendo que você passou
Me lembrando coisas que perdi
Sem saber sequer aonde estou
Por isso eu ando, paro
Sem saber sequer aonde vou
Vou por aí
Um caminho que não é o meu
Encontrando o que não quero ter
Procurando o que não vou achar
Por isso canto, choro
Sem saber se ainda sei chorar
A Voz do Dono e O Dono da Voz
Até quem sabe a voz do dono
Gostava do dono da voz
Casal igual a nós, de entrega e de abandono
De guerra e paz, contras e prós
Fizeram bodas de acetato - de fato
Assim como os nossos avós
O dono prensa a voz, a voz resulta um prato
Que gira para todos nós
O dono andava com outras doses
A voz era de um dono só
Deus deu ao dono os dentes, Deus deu ao dono as nozes
Às vozes só deu seu dó
Porém a voz ficou cansada após
Cem anos fazendo a santa
Sonhou se desatar de tantos nós
Nas cordas de outra garganta
A louca escorregava nos lencóis
Chegou a sonhar amantes
E, rouca, regalar os seus bemóis
Em troca de alguns brilhantes
Enfim, a voz firmou contrato
E foi morar com novo algoz
Queria-se pensar, queria ser um prato
Girar e se esquecer, veloz
Foi revelada na assembléia - atéia
Aquela situação atroz
A voz foi infiel trocando de traquéia
E o dono foi perdendo a voz
E o dono foi perdendo a linha - que tinha
E foi pedendo a luz e além
E disse: Minha voz, se vós não sereis minha
Vós não sereis de mais ninguém
(O que é bom para o dono é bom para a voz)
A Voz do Morro
Eu sou o samba
A voz do morro
Sou eu mesmo, sim senhor
Quero mostrar ao mundo
Que tenho valor
Eu sou o Rei do terreiro
Eu sou o samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem leva a alegria
Para milhões de corações Brasileiros
Mais um samba
Queremos samba
Quem está pedindo
É a voz do povo do pais
Viva o samba, vamos cantando
Esta melodia pro Brasil feliz
Eu sou o samba...
A Voz do Tambor
(Celso Fonseca/Ronaldo Bastos)
Sente na pele a língua do sol
Sente lamber o sol
Lambe com ela a língua do som
Fala de um tempo bom
Fala por nós a voz do tambor
Voz que traz o meu amor
Lambe com ela o som de bater
Bate canela que eu quero ver
As cachoeiras
Céu onde está olorum
Toda beleza
Agradecer a oxum
Luz das estrelas
Agradecer a xangô
O bem da vida
Vem do bater do tambor
Wave
Vou te contar, os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
O resto é mar, é tudo que eu nem sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da segunda, o cais, a eternidade
Agora eu já sei da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver
We Are the World of Carnaval
Ah, que bom você chegou
Bem-vindo a Salvador
Coração do Brasil
Vem, você vai conhecer
A cidade de luz e prazer
Correndo atrás do trio
Vai compreender que o baiano é
Um povo a mais de mil
Ele tem Deus no seu coração
E o diabo no quadril
We are Carnaval
We are, we are folia
We are, we are the world of Carnaval
We are Bahia
Whisky a Go-Go
Foi numa festa, gelo e cuba-libre
E na vitrola whisky à go-go
À meia-luz o som do Johnny Rivers
Aquele tempo que você sonhou.
Senti na pele a tua energia
Quando peguei de leve a tua mão
A noite inteira passa num segundo
O tempo voa mais do que a canção
Quase no fim da festa
Num beijo, então, você se rendeu
Na minha fantasia
O mundo era você e eu.
Eu perguntava: Do you wanna dance?
E te abraçava: Do you wanna dance?
Lembrar você
Um sonho a mais não faz mal.
O Xote das Meninas
Mandakaru quando fulorá na seca
é um siná que a chuva chega no sertão
Toda menina que enjôa da boneca
é sinal de que o amor já chegou no coração
Meia comprida não quer mais sapato baixo
Vestido bem cintado não quer mais vestir gibão
Ela só quer só pensa em namorar (bis)
De manhã cedo já tá pintada
Só vive suspirando sonhando acordada
O pai leva ao doutor a filha adoentada
Não come não estuda não dorme nem quer nada
| Ela só quer só pensa em namorar|b
| Ela só quer só pensa em namorar|i
| Ela só quer só pensa em namorar|s
Mas o doutor nem examina
Chamando o pai de lado
Lhe diz logo em surdina
Que o mal é da idade
E que pra tal menina
Não há um só remédio
Em toda medicina
Ela só quer
Ela só pensa em namorar
Zé Matuto
Zé matuto foi a praia só pra ver como é que é
mas voltou ruim da bola de ver tanta rabichola
nas cadeiras das muié
Zé matuto matutou matutou
escreveu pra Clodovil
ele logo respostou e atacou
isso é atraso do Brasil
Uma tanga minitanga
tão pequena piquitinha miudinha
não precisa amarrar
hora tanga hora bola de ver tanta rabichola
e deixa a tanga voar
e deixa a tanga voar e deixa a tanga voar
hora tanga hora bola de ver tanta rabichola
e deixa a tanga voar
Zé Ninguém
Quem foi que disse que amar é sofrer?
Quem foi que disse que Deus é brasileiro,
Que existe ordem e progresso,
Enquanto a zona corre solta no congresso?
Quem foi que disse que a justiça tarda mas não falha?
Que se eu não for um bom menino, Deus vai castigar!
Os dias passam lentos
Aos meses seguem os aumentos
Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes
Quem foi que disse que os homens nascem iguais?
Quem foi que disse que dinheiro não traz felicidade
Se tudo aqui acaba em samba?
(no país da corda bamba, querem me derrubar!!)
Quem foi que disse que os homens não podem chorar?
Quem foi que disse que a vida começa aos quarenta?
A minha acabou faz tempo,
Agora entendo por que ....
Cada dia eu levo um tiro
Que sai pela culatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes.
Zum Zum Zum pra Quê?
(Carlinhos Brown/Alaim Tavares)
Se eu amar, você amar
Não vai faltar amor
Se eu amar, você amar
A gente faz o show
Tô piano copiando
Os teus passos, cigano
Tô no mimo agitando
Do teu lado vibrando
Pra quê zum zum zum
Pra quê zum zum zum
Zum zum zum pra quê
Zum zum zum pra quê
Zum zum zum pra quê zum zum
Não censure a minha farra
Deixe o desejo roubar
Quem pesca com linha e vara
Não precisa de alvará
Lalá meu camarada
Evoé a batucada
Cantando a luz ê
Cantando a luz ê
Cantando a luz ê
Cantando a luz
Já nasceu, vai nascer
Vai nascer, já nasceu
Zum zum zum pra quê
Zum zum zum pra quê
Zum zum zum pra quê zum zum
Patrícia Alvarenga,
petrolina@uol.com.br
Última edição em 19 de abril de 2004.
PS. Sugestões, críticas, correções e principalmente colaborações são
muito bem vindas! Desde que não me peçam letras (cifradas ou não). :)